Após muita reflexão sobre os acontecimentos das últimas semanas, decidi que o mais correto seria fazer um pronunciamento público a respeito dos eventos envolvendo a mim, o Fugita, o Carlos Alberto e a Gabi.
Como alguns de vocês já perceberam, apaguei as publicações sobre esse episódio. Faço isso porque, olhando para trás com mais serenidade, reconheço que minha condução dessa controvérsia ficou muito aquém daquilo que considero correto para um cristão e para alguém que pretende discutir assuntos sérios em público.
Não busquei reunir informações suficientes para formar um juízo adequado sobre os envolvidos, suas posições e os fatos relacionados ao caso. Em diversos momentos fiz afirmações sem a devida verificação, interpretei situações de forma precipitada e permiti que o calor do debate (e não só do debate, mas também desde a questão envolvendo a direção e a dúvida do Fugita publica que me fez ser taxado de mentiroso) influenciasse decisões e falas que hoje reconheço terem sido injustas. Por isso, peço que leiam com atenção o que desejo dizer.
Reconheço que passei a enxergar essa controvérsia muito mais como uma disputa pessoal do que como uma legítima busca pela verdade e também vi isso do outro lado. Isso fez com que eu atribuísse ao Fugita intenções e características que hoje reconheço não poder afirmar e influenciou diversas atitudes que tomei durante esse período.
Também reconheço que os apelidos, memes e brincadeiras dirigidos ao Fugita foram desrespeitosos e incompatíveis com a seriedade que um debate dessa natureza exige. Independentemente das divergências que existam entre nós, esse tipo de abordagem não contribuiu para a discussão e acabou apenas aumentando a animosidade entre as partes. Por isso, peço perdão publicamente por essas ofensas.
Da mesma forma, admito que ataquei injustamente o Carlos Alberto. Fiz acusações e comentários que atingiram sua reputação sem possuir base suficiente para fazê-lo.
A respeito da Gabi, reconheço que sua situação pessoal jamais deveria ter sido exposta da maneira como foi. Independentemente de quaisquer divergências ideológicas ou religiosas, sua vida pessoal não era o objeto da discussão que eu estava travando e não havia justificativa para trazê-la. Confesso que expus com a intenção errada por mais que obviamente considere um erro. Também reconheço que utilizei termos desrespeitosos contra ela e, em alguns momentos, também contra seguidores do Fugita. Essas manifestações não expressam aquilo que desejo transmitir aos meus seguidores nem refletem a caridade que devo procurar cultivar em minhas interações.
Também chegou ao meu conhecimento que ela já recebe direção espiritual católica e que possui um caso muito particular que, por eu desconhecer, torna a situação ainda mais digna de reparação. Pessoas em sua condição sofrem habitualmente de muito sofrimento psicológico, então não deveria ter agido para piorar esse quadro.
Reconheço ainda que, ao comentar aspectos da vida de terceiros sem conhecer suficientemente os fatos, acabei contribuindo para que outras pessoas reproduzissem acusações, interpretações equivocadas e ataques pessoais. Tenho consciência de que uma retratação pública não é capaz de reparar integralmente os prejuízos concretos que isso pode ter causado, mas ainda assim considero meu dever reconhecer esses erros e pedir perdão por eles.
Por todas essas razões, peço sinceras desculpas ao Fugita, ao Carlos Alberto e à Gabi pelos ataques, acusações, exposições indevidas, ofensas e demais injustiças que pratiquei durante essa controvérsia. Espero que, com o tempo, minhas atitudes demonstrem que esse pedido de perdão é sincero. Assumo o compromisso de não repetir esse tipo de conduta e peço também as orações de todos para que eu possa agir com mais prudência, justiça e caridade nas discussões futuras.
Também gostaria de dirigir uma palavra aos meus seguidores.
Sou profundamente grato pelo apoio que muitos de vocês me ofereceram durante todo esse período. Sei que boa parte das manifestações ocorreu porque vocês desejavam me defender e defender aquilo em que acreditam. Ainda assim, peço que, a partir deste momento, não promovam ataques pessoais, ofensas ou provocações contra o Fugita, o Carlos Alberto, a Gabi ou qualquer outra pessoa envolvida nesse episódio.
Podemos permanecer firmes em nossas convicções sem transformar nossos adversários em inimigos pessoais. Que nossas futuras discussões sejam conduzidas com respeito, honestidade intelectual e espírito verdadeiramente cristão, sempre colocando a busca da verdade acima do desejo de vencer uma disputa.
Salve Maria e Viva Cristo Rei!
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@Bryan_Novaes73