Uma consequência inevitável e já comprovada várias vezes na história da aplicação da socialização dos meios de produção é a hierarquização decisória do uso desses meios de produção. É essa mudança estrutural que transforma todo experimento de socialismo real em ditaduras extremamente brutais e sanguinárias.
O ideal da "ditadura do proletário" é defendido no pressuposto implícito de que a "classe proletária" assumiria o controle do Estado e o manejo democrático dos meios de produção em seu próprio interesse. Mas isso é falso, porque a "classe proletária" nunca existiu como agente histórico e decisório: foi substituída pela elite de vanguarda de partidos revolucionários. Essa pequena elite, ao alcançar o poder, usa da violência policial e militar para monopolizar os meios de produção sob seu domínio, transformando os processos de mercado em hierarquias políticas.
No "capitalismo burguês" quem decide como usar os meios de produção são os "burgueses" que os adquirem e os utilizam para gerar um lucro que cubra os custos da utilização. Os que não conseguem gerar esse lucro perdem os meios de produção, que são comprados para outros burgueses que tentam usá-los para gerar lucros acima dos custos de utilização. Para alcançar esse lucro, os consumidores, constituídos majoritariamente das classes baixas e proletárias, precisam adquirir esses bens e produtos. Não é uma estrutura decisória política ou ideológica, mas pragmática e estritamente contábil, o que torna esse sistema, se beneficiado por uma ingerência estatal benigna e limitada, mais horizontal do que vertical.
Num sistema de socialismo real, a estrutura decisória do uso dos meios de produção é hierarquizada nos interesses do partido monopolizador do poder. Os líderes desse partido, a Nomenklatura, decidem quem vai gerir e decidir sobre a utilização dos meios de produção através de favoritismo político e ideológico, independente se serão utilizados para satisfazer as massas consumidoras. O poder reside em quem concede politicamente o uso do meio de produção, e quem se beneficia é quem obedece e segue a linha ideológica desejada pelo concessor.
Por isso que os sistemas de socialismo real frequentemente incorrem em expurgos e matanças internas, com comunistas assassinando outros comunistas. Porque a competição pelo uso dos meios de produção não é mais pautada pela contabilidade dos lucros e prejuízos atrelados à satisfação dos consumidores, mas pela obediência e lealdade à linha partidária no poder: quem quer alcançar o poder decisório, ousa contestar o poder decisório ou se torna uma ameaça, mesmo que falsa, ao poder decisório, precisa ser eliminado fisicamente.
Não há escapatória a essa consequência: sempre que a socialização dos meios de produção for tentada, a hierarquização política de sua utilização transformará a capacidade produtiva da sociedade em uma sistemática arena de terror e opressão para garantir que o poder monopolizador dos meios de produção se mantenha intacto e sem perigo de concorrência intrapartidária.
O ideal da "ditadura do proletário" é defendido no pressuposto implícito de que a "classe proletária" assumiria o controle do Estado e o manejo democrático dos meios de produção em seu próprio interesse. Mas isso é falso, porque a "classe proletária" nunca existiu como agente histórico e decisório: foi substituída pela elite de vanguarda de partidos revolucionários. Essa pequena elite, ao alcançar o poder, usa da violência policial e militar para monopolizar os meios de produção sob seu domínio, transformando os processos de mercado em hierarquias políticas.
No "capitalismo burguês" quem decide como usar os meios de produção são os "burgueses" que os adquirem e os utilizam para gerar um lucro que cubra os custos da utilização. Os que não conseguem gerar esse lucro perdem os meios de produção, que são comprados para outros burgueses que tentam usá-los para gerar lucros acima dos custos de utilização. Para alcançar esse lucro, os consumidores, constituídos majoritariamente das classes baixas e proletárias, precisam adquirir esses bens e produtos. Não é uma estrutura decisória política ou ideológica, mas pragmática e estritamente contábil, o que torna esse sistema, se beneficiado por uma ingerência estatal benigna e limitada, mais horizontal do que vertical.
Num sistema de socialismo real, a estrutura decisória do uso dos meios de produção é hierarquizada nos interesses do partido monopolizador do poder. Os líderes desse partido, a Nomenklatura, decidem quem vai gerir e decidir sobre a utilização dos meios de produção através de favoritismo político e ideológico, independente se serão utilizados para satisfazer as massas consumidoras. O poder reside em quem concede politicamente o uso do meio de produção, e quem se beneficia é quem obedece e segue a linha ideológica desejada pelo concessor.
Por isso que os sistemas de socialismo real frequentemente incorrem em expurgos e matanças internas, com comunistas assassinando outros comunistas. Porque a competição pelo uso dos meios de produção não é mais pautada pela contabilidade dos lucros e prejuízos atrelados à satisfação dos consumidores, mas pela obediência e lealdade à linha partidária no poder: quem quer alcançar o poder decisório, ousa contestar o poder decisório ou se torna uma ameaça, mesmo que falsa, ao poder decisório, precisa ser eliminado fisicamente.
Não há escapatória a essa consequência: sempre que a socialização dos meios de produção for tentada, a hierarquização política de sua utilização transformará a capacidade produtiva da sociedade em uma sistemática arena de terror e opressão para garantir que o poder monopolizador dos meios de produção se mantenha intacto e sem perigo de concorrência intrapartidária.
👏22
May 26
Besteira. Primeiramente que a ideia do QI é atacada pelos progressistas como teoria pseudocientífica, racista e nazista; agora, quando querem defender sua suposta superioridade intelectual, ela é válida. Sei. Não engana.
E ideologias políticas não tem correlação com nível de inteligência cientificamente mensurável - são, na maioria dos casos, mais atreladas com valores do que escolhas racionais. Esses valores muitas vezes surgem dentro de círculos e hierarquias sociais que impingem pressão de aceitação na pessoa, e ficam ligadas ao aspecto emocional desse pertencimento.
Só se pergunte: será que todo comunista, por exemplo, fez um sopesamento racional das escolhas ideológicas disponíveis ao ler, estudar e pensar criticamente as ideologias concorrentes, ou simplesmente, através de algum valor emocional, decidiu segui-la porque a pressão do ambiente foi significativa?
Não há uma métrica científica para determinar por que cada indivíduo, mesmo que provindo de condições externas similares, amiúde optam por visões políticas diferentes, e tratar popularidade ideológica com inteligência é ainda mais precário e sem sentido.
Esse tweet é só argumento de autoridade para tentar transformar a visão progressista em métrica de inteligência e, por isso mesmo, refutar ipso facto as outras como burras.
E ideologias políticas não tem correlação com nível de inteligência cientificamente mensurável - são, na maioria dos casos, mais atreladas com valores do que escolhas racionais. Esses valores muitas vezes surgem dentro de círculos e hierarquias sociais que impingem pressão de aceitação na pessoa, e ficam ligadas ao aspecto emocional desse pertencimento.
Só se pergunte: será que todo comunista, por exemplo, fez um sopesamento racional das escolhas ideológicas disponíveis ao ler, estudar e pensar criticamente as ideologias concorrentes, ou simplesmente, através de algum valor emocional, decidiu segui-la porque a pressão do ambiente foi significativa?
Não há uma métrica científica para determinar por que cada indivíduo, mesmo que provindo de condições externas similares, amiúde optam por visões políticas diferentes, e tratar popularidade ideológica com inteligência é ainda mais precário e sem sentido.
Esse tweet é só argumento de autoridade para tentar transformar a visão progressista em métrica de inteligência e, por isso mesmo, refutar ipso facto as outras como burras.
🔥14👍9👏2
May 27
Anos após a morte do Führer, seu ex-motorista e uma mulher idosa confirmaram um rumor que corria em 1926: Adolf Hitler teria tido um estranho caso com uma jovem de 16 anos.
A idosa em questão era a jovem de 16 anos: Maria Reiter. Segue a sua bizarra história.
Voltei a fazer threads no X. Aqui o link:
https://x.com/joaoeigen/status/2059577701871022229?s=20
A idosa em questão era a jovem de 16 anos: Maria Reiter. Segue a sua bizarra história.
Voltei a fazer threads no X. Aqui o link:
https://x.com/joaoeigen/status/2059577701871022229?s=20
X (formerly Twitter)
João Eigen (@joaoeigen) on X
Anos após a morte do Führer, seu ex-motorista e uma mulher confirmaram um rumor que corria em 1926: Adolf Hitler teria tido um estranho caso com uma jovem de 16 anos.
A mulher em questão era a própria jovem de 16 anos: Maria Reiter. Segue a sua bizarra história🧵
A mulher em questão era a própria jovem de 16 anos: Maria Reiter. Segue a sua bizarra história🧵
👍9🤮2
May 27
É isso que os soviéticos fizeram com a classe trabalhadora russa: meteram a escala draconiana 6x1 e 7x0 a depender do ramo de trabalho, e campos de trabalho forçado para garantir que a industrialização fosse feita rapidamente.
Os trabalhadores tinham o "direito" ao trabalho, isto é, o Estado tinha a obrigação de mandá-los trabalhar para o bem do coletivo e pela construção do socialismo. Lênin fechou os sindicatos para que os trabalhadores não sabotassem a construção do socialismo com essas coisas de "mentalidade pequeno-burguesa" como greves, e mandou pro trabalho escravo quem ousou reclamar.
Comunistas apenas lutam pela escala 5x2 para ganhar prestígio e poder político com a população; caso estivessem realmente no poder, rapidamente meteriam o tacape estatal e campos de concentração pra mandar todo mundo trabalhar até morrer para construir o socialismo e a "soberania nacional".
Os trabalhadores tinham o "direito" ao trabalho, isto é, o Estado tinha a obrigação de mandá-los trabalhar para o bem do coletivo e pela construção do socialismo. Lênin fechou os sindicatos para que os trabalhadores não sabotassem a construção do socialismo com essas coisas de "mentalidade pequeno-burguesa" como greves, e mandou pro trabalho escravo quem ousou reclamar.
Comunistas apenas lutam pela escala 5x2 para ganhar prestígio e poder político com a população; caso estivessem realmente no poder, rapidamente meteriam o tacape estatal e campos de concentração pra mandar todo mundo trabalhar até morrer para construir o socialismo e a "soberania nacional".
👏24👍6
May 28
Acabei de descobrir que existe uma página na WIkipédia sobre minha pessoa - está bem escrita e completa, faltando apenas umas poucas coisas.
Não a escrevi e nunca a editei. Não sei quem, ou o que - IA -, a fez. Alguém sabe como funciona isso? Quem escreve páginas assim, se humano ou IA? Há algum meio de sabê-lo?
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Eigen
Não a escrevi e nunca a editei. Não sei quem, ou o que - IA -, a fez. Alguém sabe como funciona isso? Quem escreve páginas assim, se humano ou IA? Há algum meio de sabê-lo?
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Eigen
Wikipedia
João Eigen
João Cláudio Eigen Facchini Dognini, mais conhecido pelo nome literário João Eigen, é um escritor, advogado, cientista político, tradutor e produtor de conteúdo brasileiro. É mestre em Ciência Política pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência…
👀10👍4🎉3
May 29
A dupla dinâmica do atraso brasileiro desde 1988, o PSDB e o PT, governaram o país durante um quarto de século, e principalmente o PT governou entre 2003 e 2011, a época em que as facções se expandiram para além de seus Estados e se tornaram continentais. O PT fez ABSOLUTAMENTE NADA.
No governo Bolsonaro, o STF proibiu ações policiais nos morros e favelas, enquanto que o PT teve quase duas décadas para fazer algo para conter a metástase do crime. Como é um partido de covardes, gananciosos e corruptos, chegamos ao vexame de uma potência internacional ter que dar o primeiro passo que deveria ter sido nosso: Etiquetar os inimigos internos do povo e do Estado brasileiro do que realmente são, narcoterroristas.
O seu tweet é um exemplo perfeito da incapacidade do eleitor médio de conseguir sequer raciocinar os problemas do país tendo em vista a história dessa nova republiqueta que temos desde 1988. Caso o voto fosse acessível apenas por uma prova básica de lógica e história do Brasil, você seria reprovada - e, provavelmente, a maioria do eleitorado do Lula.
No governo Bolsonaro, o STF proibiu ações policiais nos morros e favelas, enquanto que o PT teve quase duas décadas para fazer algo para conter a metástase do crime. Como é um partido de covardes, gananciosos e corruptos, chegamos ao vexame de uma potência internacional ter que dar o primeiro passo que deveria ter sido nosso: Etiquetar os inimigos internos do povo e do Estado brasileiro do que realmente são, narcoterroristas.
O seu tweet é um exemplo perfeito da incapacidade do eleitor médio de conseguir sequer raciocinar os problemas do país tendo em vista a história dessa nova republiqueta que temos desde 1988. Caso o voto fosse acessível apenas por uma prova básica de lógica e história do Brasil, você seria reprovada - e, provavelmente, a maioria do eleitorado do Lula.
🔥25👍10👏7
May 29
É um imperativo moral matar todos os comunistas num contexto de guerra civil e desordem institucional para evitar que cheguem ao poder.
Não há por que ter qualquer dúvida, a história já nos fornece as provas empíricas dos experimentos anteriores e todos fracassaram, com custos humanos altíssimos e uma lição muito clara: os comunistas são extremamente violentos, assassinos e sádicos, e não possuem limites para o nível da brutalidade em prol da sua causa. Logo, não há nenhum motivo lógico ou moral para sequer aceitarmos a possibilidade de comunistas chegarem perto do poder. Uma vez que haja esse risco, temos que eliminá-los.
É a lição básica da história do século XX, e todos têm que aprendê-la e não precisam temer dizê-la: comunistas não podem chegar ao poder; antes, temos que matá-los. Não repitamos os piores erros do passado.
Não há por que ter qualquer dúvida, a história já nos fornece as provas empíricas dos experimentos anteriores e todos fracassaram, com custos humanos altíssimos e uma lição muito clara: os comunistas são extremamente violentos, assassinos e sádicos, e não possuem limites para o nível da brutalidade em prol da sua causa. Logo, não há nenhum motivo lógico ou moral para sequer aceitarmos a possibilidade de comunistas chegarem perto do poder. Uma vez que haja esse risco, temos que eliminá-los.
É a lição básica da história do século XX, e todos têm que aprendê-la e não precisam temer dizê-la: comunistas não podem chegar ao poder; antes, temos que matá-los. Não repitamos os piores erros do passado.
🔥22👍9👏5❤4💯2
May 30
A famosa entrevista do "especialista" que é mais especialista em falar muito e dizer nada. O Sr. Lourival não nos trouxe absolutamente nada de relevante.
O terrorismo islâmico não é o mesmo que as facções brasileiras? Lourival responde que não... mas ninguém cogitou essa equalização.. porque "terrorismo" não é apenas o islâmico e jihadista. O ponto que o Sr. Lourival não entende é que esse ato do governo americano não é para tratar as facções como literais grupos jihadistas, mas humilhar o governo brasileiro e mostrar como as facções deveriam ter sido tratadas.
Trump e Rubio estão falando: "O governo do PT, há quase duas décadas no poder, é fraco, irresoluto, covarde e patético, porque deveria ter feito isso que estamos indicando como faríamos". E os americanos estão certos: o governo brasileiro, o Lula e o PT são exatamente isso e, pressionados com essa humilhação para o mundo todo ver, acovardaram-se novamente na verborragia barata da "soberania". É cair certinho na intimidação do adversário que o jogou contra a parede para que mostre sua verdadeira força: mas não há nenhuma porque se refugiar no discurso de peito estufado é só mais uma demonstração de fraqueza.
Não tem muito o que o Lula fazer, e os americanos sabem disso, sabem que o presidente brasileiro é patético e jamais tomaria medidas enérgicas e de força para destruir os inimigos internos do próprio país. A única saída para o governo do PT é, de fato, destruir militarmente as facções criminosas, mas ele não tem coragem de fazê-lo e pode contar com "especialistas" como o Sr. Lourival para racionalizar copes na mídia para inglês ver.
O terrorismo islâmico não é o mesmo que as facções brasileiras? Lourival responde que não... mas ninguém cogitou essa equalização.. porque "terrorismo" não é apenas o islâmico e jihadista. O ponto que o Sr. Lourival não entende é que esse ato do governo americano não é para tratar as facções como literais grupos jihadistas, mas humilhar o governo brasileiro e mostrar como as facções deveriam ter sido tratadas.
Trump e Rubio estão falando: "O governo do PT, há quase duas décadas no poder, é fraco, irresoluto, covarde e patético, porque deveria ter feito isso que estamos indicando como faríamos". E os americanos estão certos: o governo brasileiro, o Lula e o PT são exatamente isso e, pressionados com essa humilhação para o mundo todo ver, acovardaram-se novamente na verborragia barata da "soberania". É cair certinho na intimidação do adversário que o jogou contra a parede para que mostre sua verdadeira força: mas não há nenhuma porque se refugiar no discurso de peito estufado é só mais uma demonstração de fraqueza.
Não tem muito o que o Lula fazer, e os americanos sabem disso, sabem que o presidente brasileiro é patético e jamais tomaria medidas enérgicas e de força para destruir os inimigos internos do próprio país. A única saída para o governo do PT é, de fato, destruir militarmente as facções criminosas, mas ele não tem coragem de fazê-lo e pode contar com "especialistas" como o Sr. Lourival para racionalizar copes na mídia para inglês ver.
🔥14👏10👍3❤2
June 1
Algumas curiosidades sobre a esposa do infame Ministro da Propaganda do Terceiro Reich, Magda Goebbels.
Seu verdadeiro nome de batismo era Johanna Maria Magdalena, cujo apelido "Magda" pegou na infância e se tornou o nome coloquial em sua vida. Não há certeza de sua paternidade, podendo ter sido o engenheiro Oskar Ritschel ou um rico comerciante judeu chamado Richard Friedländer - depois que se envolveu com os nazis, essa possibilidade foi apagada dos registros públicos.
De qualquer forma, Madga se tornou "Madga Ritschel" quando conheceu e se casou com Günther Quandt, um industriário bilionário do nascente ramo automobilístico. Sendo vinte anos mais nova que o novo marido, Madga Quandt teve um filho com ele, Harald Quandt, e se separaram em 1929. Ela virou uma socialite vivendo da enorme pensão que se ex-marido bilionário lhe mandava. Ela passou a residir em Berlim porque procurava uma vida agitada nos altos círculos sociais alemães, quando teve seu primeiro contato com os nazistas de Berlim e seu Gauleiter, Joseph Goebbels.
Primeiramente, Madga ficou fascinada e interessada no Führer do Partido Nazi, Adolf Hitler, enquanto Joseph Goebbels tentava cortejá-la. Houve, por breve um período, uma luta por Madga entre Hitler e Goebbels, até mesmo constando uma anotação no diário de Joseph sobre o seu receio de que sua relação com Hitler e o Partido pudessem ser destruídas pelo conflito. Hitler, contudo, acabou cedendo e deixou o caminho livre para Goebbels conquistar Madga.
Casaram-se em 1931, com o Führer como padrinho de casamento, e se tornaram o "casal modelo" no Terceiro Reich, e logo os seis filhos do casal vieram em rápida sequência. Mas o casamento foi tudo menos tranquilo. Joseph nunca deixou de ser mulherengo e frequentemente traía Madga, que, enfurecida, chamava Hitler para botar seu marido na linha. O problema ficou tão grave que, durante o caso de Joseph com a atriz de cinema Lída Baarová, o casamento quase se tornou um trisal, mas Hitler ficou furioso e destruiu as esperanças de Joseph.
A dinâmica do casal era, na verdade, um “trisal” entre Joseph, Magda e Hitler, não de maneira sexual, mas moral. Hitler era o árbitro das decisões que eram tomadas dentro do casamento, e ambos, Joseph e Magda, se submetiam a ele. Era como se fosse um casamento feito para Hitler e para os benefícios políticos do nazismo... Talvez por isso ambos, Joseph e Magda, tenham decidido se suicidar e levar seus seis filhos para a morte depois que seu Führer também se matou.
O filho do primeiro casamento de Madga, Harald Quandt, sobreviveu a guerra e tocou as empresas do pai até se tornar o maior acionista da BMW. Os descendentes de Quandt continuam sendo grandes acionistas da BMW e outras empresas alemãs.
Seu verdadeiro nome de batismo era Johanna Maria Magdalena, cujo apelido "Magda" pegou na infância e se tornou o nome coloquial em sua vida. Não há certeza de sua paternidade, podendo ter sido o engenheiro Oskar Ritschel ou um rico comerciante judeu chamado Richard Friedländer - depois que se envolveu com os nazis, essa possibilidade foi apagada dos registros públicos.
De qualquer forma, Madga se tornou "Madga Ritschel" quando conheceu e se casou com Günther Quandt, um industriário bilionário do nascente ramo automobilístico. Sendo vinte anos mais nova que o novo marido, Madga Quandt teve um filho com ele, Harald Quandt, e se separaram em 1929. Ela virou uma socialite vivendo da enorme pensão que se ex-marido bilionário lhe mandava. Ela passou a residir em Berlim porque procurava uma vida agitada nos altos círculos sociais alemães, quando teve seu primeiro contato com os nazistas de Berlim e seu Gauleiter, Joseph Goebbels.
Primeiramente, Madga ficou fascinada e interessada no Führer do Partido Nazi, Adolf Hitler, enquanto Joseph Goebbels tentava cortejá-la. Houve, por breve um período, uma luta por Madga entre Hitler e Goebbels, até mesmo constando uma anotação no diário de Joseph sobre o seu receio de que sua relação com Hitler e o Partido pudessem ser destruídas pelo conflito. Hitler, contudo, acabou cedendo e deixou o caminho livre para Goebbels conquistar Madga.
Casaram-se em 1931, com o Führer como padrinho de casamento, e se tornaram o "casal modelo" no Terceiro Reich, e logo os seis filhos do casal vieram em rápida sequência. Mas o casamento foi tudo menos tranquilo. Joseph nunca deixou de ser mulherengo e frequentemente traía Madga, que, enfurecida, chamava Hitler para botar seu marido na linha. O problema ficou tão grave que, durante o caso de Joseph com a atriz de cinema Lída Baarová, o casamento quase se tornou um trisal, mas Hitler ficou furioso e destruiu as esperanças de Joseph.
A dinâmica do casal era, na verdade, um “trisal” entre Joseph, Magda e Hitler, não de maneira sexual, mas moral. Hitler era o árbitro das decisões que eram tomadas dentro do casamento, e ambos, Joseph e Magda, se submetiam a ele. Era como se fosse um casamento feito para Hitler e para os benefícios políticos do nazismo... Talvez por isso ambos, Joseph e Magda, tenham decidido se suicidar e levar seus seis filhos para a morte depois que seu Führer também se matou.
O filho do primeiro casamento de Madga, Harald Quandt, sobreviveu a guerra e tocou as empresas do pai até se tornar o maior acionista da BMW. Os descendentes de Quandt continuam sendo grandes acionistas da BMW e outras empresas alemãs.
👍22✍2
June 2
Engraçado como pegam um frame de Goebbels para mostrar como se deve desprezar os judeus ou "valores judaicos" etc., porque nessa foto ele está olhando o Franz von Papen, um político conservador e aristocrata oriundo de família católica romana da Prússia, com nenhum antepassado judeu conhecido.
Em verdade, Papen foi talvez a figura política mais crucial na ascensão de Hitler ao cargo de Chanceler em 1933, e, mesmo que tenha sido escanteado pelo Führer na briga pelo poder, acabou se tornando seu vassalo diplomata que ajudou a concretizar o Anschluss em 1938 - sem falar que apoiou as medidas antissemitas do regime.
O Goebbels não tinha esse olhar tosco de tonto entediado só para intimidar judeus, é porque ele era um sujeito mesquinho e inseguro que invejava a maioria dos outros que circundavam a esfera de poder de Hitler.
Em verdade, Papen foi talvez a figura política mais crucial na ascensão de Hitler ao cargo de Chanceler em 1933, e, mesmo que tenha sido escanteado pelo Führer na briga pelo poder, acabou se tornando seu vassalo diplomata que ajudou a concretizar o Anschluss em 1938 - sem falar que apoiou as medidas antissemitas do regime.
O Goebbels não tinha esse olhar tosco de tonto entediado só para intimidar judeus, é porque ele era um sujeito mesquinho e inseguro que invejava a maioria dos outros que circundavam a esfera de poder de Hitler.
❤12👍12
June 3
Há quase três meses atrás, escrevi como o PT usaria a sua nova retórica "pro soberania" para tachar seus adversários políticos de "traidores da pátria" a fim de impedi-los de concorrer eleitoralmente, se não nessa eleição, nas próximas.
Ontem o Lula foi além e dobrou a aposta nessa estratégia ao insinuar o enforcamento desses "inimigos da pátria" - uma fala bem pesada para um presidente patético como o Lula. Pelo jeito, os caciques do petismo estão percebendo que a questão da soberania se tornou crucial para garantir a sua sobrevida no poder, dado os prospectos eleitorais horríveis para a esquerda brasileira nos próximos anos e décadas. A questão, agora, talvez seja convencer os homens da caneta pesada lá nos tribunais superiores a agir contra esses "traidores da pátria" para garantir uma eleição mais tranquila e, quiçá, um novo precedente legal legitimador da perseguição ideologicamente orientada com o peso do crime de "lesa-majestade".
Essas ameaças provindas do petismo devem ser levadas a sério, mas, naturalmente, nunca levem a sério a questão da soberania vindo dessa gente: já a prostituíram várias vezes nas últimas décadas para auxiliar seus correligionários da esquerda latino-americana, seja entregando bens públicos brasileiros ou alguns muitos milhões de dinheiro público sem contrapartida. É puro desespero de um dos últimos bastiões do fracassado projeto da Pátria Grande e da trupe do Foro de São Paulo.
Meu post de três meses atrás:
https://x.com/joaoeigen/status/2036061503061704878
Ontem o Lula foi além e dobrou a aposta nessa estratégia ao insinuar o enforcamento desses "inimigos da pátria" - uma fala bem pesada para um presidente patético como o Lula. Pelo jeito, os caciques do petismo estão percebendo que a questão da soberania se tornou crucial para garantir a sua sobrevida no poder, dado os prospectos eleitorais horríveis para a esquerda brasileira nos próximos anos e décadas. A questão, agora, talvez seja convencer os homens da caneta pesada lá nos tribunais superiores a agir contra esses "traidores da pátria" para garantir uma eleição mais tranquila e, quiçá, um novo precedente legal legitimador da perseguição ideologicamente orientada com o peso do crime de "lesa-majestade".
Essas ameaças provindas do petismo devem ser levadas a sério, mas, naturalmente, nunca levem a sério a questão da soberania vindo dessa gente: já a prostituíram várias vezes nas últimas décadas para auxiliar seus correligionários da esquerda latino-americana, seja entregando bens públicos brasileiros ou alguns muitos milhões de dinheiro público sem contrapartida. É puro desespero de um dos últimos bastiões do fracassado projeto da Pátria Grande e da trupe do Foro de São Paulo.
Meu post de três meses atrás:
https://x.com/joaoeigen/status/2036061503061704878
🔥14👍6
June 3
As favelas são uma ofensa a qualquer pessoa realmente sensibilizada e que se importa com as históricas injustiças sociais e raciais no Brasil. São a continuação moderna dos cortiços e um gigantesco atestado público de incompetência brasileira de lidar e reparar as piores injustiças que os brasileiros marginalizados continuam sofrendo.
Provavelmente devido à incapacidade de lidar psicologicamente com essa falha histórica brasileira, os progressistas transformaram a vergonha e o estigma em um sentimento ufanista esquizofrênico, em que a marginalização se tornou critério cultural e artístico. É, implicitamente, uma confissão de fracasso que não tem coragem de se assumir.
Provavelmente devido à incapacidade de lidar psicologicamente com essa falha histórica brasileira, os progressistas transformaram a vergonha e o estigma em um sentimento ufanista esquizofrênico, em que a marginalização se tornou critério cultural e artístico. É, implicitamente, uma confissão de fracasso que não tem coragem de se assumir.
👍24❤6👏1
June 4
Aquele na extrema-direita, em frente a Goebbels, cortado e baixinho, é o Rei italiano Vitório Emmanuel III, um dos homens que, até há pouco, mais havia mal falado de Hitler e do nazismo.
Seu desprezo pelo Führer e pelos alemães era profundo e notório, e Mussolini teve que cortejá-lo por muito tempo até convencê-lo a aceitar uma aproximação diplomática e militar com a Alemanha. Ele não estava nem um pouco confortável nessa visita e fez tudo para apressá-la para poder voltar à Itália. Até perto da eclosão da guerra, o Rei manteve um cabo de guerra pessoal contra o Duce porque nunca se convenceu completamente da aliança militar feita com Hitler, mas foi cedendo porque sua mãe, a Rainha viúva Margherita, era uma admiradora de Mussolini e pressionava o filho em favor das políticas fascistas.
Ainda, entre Hitler e Goebbels, com um largo sorriso, está o genro do Duce, Galeazzo Ciano, um playboy romano que, apesar de suas tendências burguesas e cosmopolitas, tornou-se o Ministro das Relações Exteriores ainda muito jovem. O mais interessante é que, de todos os presentes no vídeo, o jovem playboy Ciano foi o mais profético e com bom-senso, porque ele, aliando-se ao Rei, nunca gostou de Hitler e dos nazistas e sempre tentou dissuadir seu sogro de aliar-se aos alemães. Os diários de Ciano comprovam que suas intuições sobre os possíveis riscos e o destino do fascismo atrelado ao nazismo estavam mais corretos que a maioria de seus contemporâneos na administração fascista, mas, por ser jovem e visto como um bon vivant, não o levaram tão a sério - o próprio Mussolini o via como alguém cuja opinião era secundária devido à sua idade, e achava que Ciano poderia ser controlado.
O que um vídeo mostrando um breve momento de descontração entre fascistas e nazistas esconde é toda uma tensão e desconfiança que rolava nos bastidores.
Seu desprezo pelo Führer e pelos alemães era profundo e notório, e Mussolini teve que cortejá-lo por muito tempo até convencê-lo a aceitar uma aproximação diplomática e militar com a Alemanha. Ele não estava nem um pouco confortável nessa visita e fez tudo para apressá-la para poder voltar à Itália. Até perto da eclosão da guerra, o Rei manteve um cabo de guerra pessoal contra o Duce porque nunca se convenceu completamente da aliança militar feita com Hitler, mas foi cedendo porque sua mãe, a Rainha viúva Margherita, era uma admiradora de Mussolini e pressionava o filho em favor das políticas fascistas.
Ainda, entre Hitler e Goebbels, com um largo sorriso, está o genro do Duce, Galeazzo Ciano, um playboy romano que, apesar de suas tendências burguesas e cosmopolitas, tornou-se o Ministro das Relações Exteriores ainda muito jovem. O mais interessante é que, de todos os presentes no vídeo, o jovem playboy Ciano foi o mais profético e com bom-senso, porque ele, aliando-se ao Rei, nunca gostou de Hitler e dos nazistas e sempre tentou dissuadir seu sogro de aliar-se aos alemães. Os diários de Ciano comprovam que suas intuições sobre os possíveis riscos e o destino do fascismo atrelado ao nazismo estavam mais corretos que a maioria de seus contemporâneos na administração fascista, mas, por ser jovem e visto como um bon vivant, não o levaram tão a sério - o próprio Mussolini o via como alguém cuja opinião era secundária devido à sua idade, e achava que Ciano poderia ser controlado.
O que um vídeo mostrando um breve momento de descontração entre fascistas e nazistas esconde é toda uma tensão e desconfiança que rolava nos bastidores.
👍19👏4❤1
June 4
Vamos normalizar postar a foto original sem o corte? Aqui, vejam-na.
Por que cortaram o homem da esquerda, o Nicola Bombacci? Porque ele foi militante do Partido Socialista Italiano, conheceu pessoalmente Vladimir Lênin na União Soviética e se tornou seu homem de confiança, retornou a Itália para fundar, ao lado de Amadeo Bordiga, Antonio Gramsci e Palmiro Togliatti o Partido Comunista Italiano. Depois, desiludiu-se com o socialismo internacional e virou apoiador de seu antigo amigo de militância socialista, o Il Duce Benito Mussolini, ao ponto de ir encontrá-lo na República Social Italiana em 1943 para ser fuzilado e pendurado ao seu lado em 1945.
Bombacci passou a defender um tipo de socialismo nacional e dizia que o fascismo e seu sistema corporativo eram as verdadeiras encarnações das esperanças de outubro de 1917 que haviam sido traídas por Josef Stálin. Suas últimas palavras, como relataram os partisans comunistas que o fuzilaram, foram:
"Viva Mussolini! Viva il Socialismo!".
Se forem postar a foto de Mussolini pendurado para tirar onde, postem a original com todos os envolvidos, seus frouxos.
Por que cortaram o homem da esquerda, o Nicola Bombacci? Porque ele foi militante do Partido Socialista Italiano, conheceu pessoalmente Vladimir Lênin na União Soviética e se tornou seu homem de confiança, retornou a Itália para fundar, ao lado de Amadeo Bordiga, Antonio Gramsci e Palmiro Togliatti o Partido Comunista Italiano. Depois, desiludiu-se com o socialismo internacional e virou apoiador de seu antigo amigo de militância socialista, o Il Duce Benito Mussolini, ao ponto de ir encontrá-lo na República Social Italiana em 1943 para ser fuzilado e pendurado ao seu lado em 1945.
Bombacci passou a defender um tipo de socialismo nacional e dizia que o fascismo e seu sistema corporativo eram as verdadeiras encarnações das esperanças de outubro de 1917 que haviam sido traídas por Josef Stálin. Suas últimas palavras, como relataram os partisans comunistas que o fuzilaram, foram:
"Viva Mussolini! Viva il Socialismo!".
Se forem postar a foto de Mussolini pendurado para tirar onde, postem a original com todos os envolvidos, seus frouxos.
🔥19👏13❤4👍4
June 5
Recebi esta mensagem no meu email há alguns dias, e foi a melhor resposta que já recebi acerca do meu livro.
O objetivo da obra foi o de esclarecer a essência ideológica do fascismo dentro de um contexto de desenvolvimento histórico para mostrar ao leitor toda a originalidade e singularidades dessa ideologia. O erro de achar que o fascismo foi "apenas um outro tipo de nazismo", ou algo idêntico ao nazismo, ou que ele foi originado, de alguma maneira, do liberalismo, havia se tornado tão incrustado no senso comum que, lá em 2020, vi-me na necessidade de tentar esclarecer a situação com a iniciativa de escrever um livro.
Publicado em 2023 por uma editora acadêmica de Curitiba, "O fascismo como ideologia" vendeu muito mais do que eu imaginava possível e recebeu feedbacks muito positivos, como esse. Fico feliz que o objetivo do livro esteja se realizando muito mais amplamente do que eu esperava.
Link do livro:
https://a.co/d/040HH6K5
O objetivo da obra foi o de esclarecer a essência ideológica do fascismo dentro de um contexto de desenvolvimento histórico para mostrar ao leitor toda a originalidade e singularidades dessa ideologia. O erro de achar que o fascismo foi "apenas um outro tipo de nazismo", ou algo idêntico ao nazismo, ou que ele foi originado, de alguma maneira, do liberalismo, havia se tornado tão incrustado no senso comum que, lá em 2020, vi-me na necessidade de tentar esclarecer a situação com a iniciativa de escrever um livro.
Publicado em 2023 por uma editora acadêmica de Curitiba, "O fascismo como ideologia" vendeu muito mais do que eu imaginava possível e recebeu feedbacks muito positivos, como esse. Fico feliz que o objetivo do livro esteja se realizando muito mais amplamente do que eu esperava.
Link do livro:
https://a.co/d/040HH6K5
❤27👏6👍2
June 8
A figura histórica de Josef Stálin representa o ápice de um aspecto inevitável de toda a realidade política: ideias e ideologias, não importa quão “científicas” e “neutras” desejem ser, sempre se encarnam na figura decisória de um homem ou de poucos homens.
Fórmulas marxistas como a "ditadura do proletariado" ou "forças produtivas" que supostamente engendram "contradições na base produtiva da sociedade", são apenas figuras de linguagem sem qualquer lastro na realidade, e muito das ideias e discursos políticos são sustentados em insossas figuras de linguagem. Toda ideologia se transmuta, quando confrontada com a realidade, em algo imprevisível e que acaba sendo racionalizada ad-hoc.
O exemplo, aqui, é o "centralismo democrático", ideia leninista de criar uma democracia decisória dentro da já profundamente hierárquica e autocrática ditadura do Partido de Vanguarda. Isso já uma degeneração dos conceitos marxistas originários onde supostamente uma "classe" tomaria o poder. De classe para um partido, de um partido para um indivíduo, a realidade vai lentamente forçando as figuras de linguagem a se tornarem carne e osso.
Se o ideário era que uma classe pudesse coletivamente se apossar e administrar os meios de produção, Lênin o transmutou na mais prática ideia de um partido de elite de revolucionários se incumbirem dessa responsabilidade em nome da classe proletária. Dentro da estrutura soviética dos anos 1920, a prática revelou que o homem mais astuto e inescrupuloso poderia se incumbir de tomar essa decisão em prol de ambos, dos outros revolucionários e da classe proletária. A realidade do poder e da hierarquia partidária não deixou mais margem para o democratismo intrapartidário, mas apenas para o centralismo que adquiriu um "CPF" específico: Josef Vissariónovitch "Stalin" Dzhugashvili.
Ideias, ideários e ideologias não existem; suas formulações são como fantasmas conjurados para tentarem se adequar à realidade que os molda e os transforma em assombrações imprevisíveis.
Fórmulas marxistas como a "ditadura do proletariado" ou "forças produtivas" que supostamente engendram "contradições na base produtiva da sociedade", são apenas figuras de linguagem sem qualquer lastro na realidade, e muito das ideias e discursos políticos são sustentados em insossas figuras de linguagem. Toda ideologia se transmuta, quando confrontada com a realidade, em algo imprevisível e que acaba sendo racionalizada ad-hoc.
O exemplo, aqui, é o "centralismo democrático", ideia leninista de criar uma democracia decisória dentro da já profundamente hierárquica e autocrática ditadura do Partido de Vanguarda. Isso já uma degeneração dos conceitos marxistas originários onde supostamente uma "classe" tomaria o poder. De classe para um partido, de um partido para um indivíduo, a realidade vai lentamente forçando as figuras de linguagem a se tornarem carne e osso.
Se o ideário era que uma classe pudesse coletivamente se apossar e administrar os meios de produção, Lênin o transmutou na mais prática ideia de um partido de elite de revolucionários se incumbirem dessa responsabilidade em nome da classe proletária. Dentro da estrutura soviética dos anos 1920, a prática revelou que o homem mais astuto e inescrupuloso poderia se incumbir de tomar essa decisão em prol de ambos, dos outros revolucionários e da classe proletária. A realidade do poder e da hierarquia partidária não deixou mais margem para o democratismo intrapartidário, mas apenas para o centralismo que adquiriu um "CPF" específico: Josef Vissariónovitch "Stalin" Dzhugashvili.
Ideias, ideários e ideologias não existem; suas formulações são como fantasmas conjurados para tentarem se adequar à realidade que os molda e os transforma em assombrações imprevisíveis.
👍13👏7
June 9
É um velho truque retórico bem simplório mas eficaz: levantar a voz, falar grosso, gesticular e passar um ar de indignação moral na intenção de impressionar o ouvinte e convencê-lo de que a mensagem deve ser levada a sério porque o orador é enérgico.
Mas essa senhora, dita economista, foi uma prosélita ideológica que esteve no lado errado da história... foi contra o Plano Real pois o achava uma política "neoliberal" que visava, justamente, estabilizar as condições monetárias e fiscais em "detrimento dos trabalhadores" e do crescimento econômico. O Plano Real foi o que tirou o Brasil do buraco, possibilitou seu crescimento com ganhos reais para o trabalhador brasileiro e o aumento de gastos públicos para políticas assistencialistas. Caso Maria Tavares tivesse sido levada a sério, nada disso teria acontecido e ainda estaríamos no buraco da hiperinflação dos anos 80, provavelmente no nível de uma Zâmbia ou um Butão.
"Justiça social" - que não existe, é apenas uma distorção linguística para invalidar noções de justiça em prol do poder tirânica do Estado - só poder ser feita se a moeda e as contas públicas estiverem balanceadas porque dívida pública e inflação apenas destroem a capacidade estatal de gastos a longo prazo. Só é realmente a favor de "justiça social" quem defende gastos públicos controlados e política monetária conservadora, gerando superávits para, daí sim, gastar sem incorrer em dívidas e juros que corroem o futuro dos brasileiros.
Qualquer outro papinho de keynesianismo ou de que isso é "economia burguesa" é baboseira de quem não entende o básico e, como Maria Tavares, estará sempre do lado errado da história.
Mas essa senhora, dita economista, foi uma prosélita ideológica que esteve no lado errado da história... foi contra o Plano Real pois o achava uma política "neoliberal" que visava, justamente, estabilizar as condições monetárias e fiscais em "detrimento dos trabalhadores" e do crescimento econômico. O Plano Real foi o que tirou o Brasil do buraco, possibilitou seu crescimento com ganhos reais para o trabalhador brasileiro e o aumento de gastos públicos para políticas assistencialistas. Caso Maria Tavares tivesse sido levada a sério, nada disso teria acontecido e ainda estaríamos no buraco da hiperinflação dos anos 80, provavelmente no nível de uma Zâmbia ou um Butão.
"Justiça social" - que não existe, é apenas uma distorção linguística para invalidar noções de justiça em prol do poder tirânica do Estado - só poder ser feita se a moeda e as contas públicas estiverem balanceadas porque dívida pública e inflação apenas destroem a capacidade estatal de gastos a longo prazo. Só é realmente a favor de "justiça social" quem defende gastos públicos controlados e política monetária conservadora, gerando superávits para, daí sim, gastar sem incorrer em dívidas e juros que corroem o futuro dos brasileiros.
Qualquer outro papinho de keynesianismo ou de que isso é "economia burguesa" é baboseira de quem não entende o básico e, como Maria Tavares, estará sempre do lado errado da história.
👏23👍6❤1
June 9
Foto de Adolf Hitler sentado com seus ministros, Joseph Goebbels e Otto Dietrich, revisando documentos relativos à imprensa internacional. Embora Hitler e Goebbels sejam bem conhecidos, Dietrich não, o que é uma infelicidade histórica.
Jacob "Otto" Dietrich foi um jornalista que trabalhou em Munique durante a ascensão do Partido Nazi e, em sua posição, frequentemente concedia atenção a Hitler em seus periódicos a ponto de se tornar amigo do futuro Führer e ter se juntado ao Partido em 1929. Em 1931, Dietrich se tornou o Chefe de Imprensa do Partido Nazi - e depois do regime -, cargo que manteve até o colapso em 1945.
Dietrich é um personagem relativamente obscuro mas muito importante, porque, além de ser um excelente jornalista e administrador, foi quem Hitler utilizava para controlar as ambições de Goebbels. O "Estado do Führer" após 1933 se caracterizava por uma consciente falta de delimitação das jurisdições dos Ministérios, de modo que o Ministério de Propaganda de Goebbels frequentemente conflitava com o Ministério da Imprensa de Dietrich. Isso era tudo de caso pensado, e Hitler se beneficiava porque mantinha a posição de árbitro entre seus sátrapas e os jogava em frequentes conflitos que limitavam suas ambições pessoais.
O caso mais notório é a influência sobre o jornalismo oficial do regime. Goebbels queria estender sua jurisdição sob o controle do jornalismo oficial e, portanto, o poder de ditar a linha jornalística do regime e quem poderia atuar como jornalista. Dietrich, por ser o Chefe de Imprensa, embora mais voltado para o internacional, igualmente desejava tal poder. Hitler, astutamente, nunca resolveu decisivamente esse conflito, mas jogava a incumbência hora para Josef, hora para Dietrich, a depender da questão.
Dietrich ficou notavelmente mais influente e poderoso que Goebbels a medida que o regime empreendeu sua expansão para o Leste e a anexação de territórios, de modo que sua capacidade de ludibriar a imprensa internacional foi bem útil a Hitler. Sua influência começou a decair a partir de 1943 quando a guerra tomou a guinada para o pior, afastando-se do círculo íntimo de Hitler.
Dietrich sobreviveu a guerra, foi preso pelos britânicos e condenado a sete anos de prisão em Nuremberg. Ele foi solto, contudo, em 1950 e faleceu em 1952. Nesse ínterim, Dietrich escreveu suas memórias, um documento que se tornou, junto com os relatos de Speer e os diários de Goebbels, valioso material de estudo sobre Hitler e o nazismo.
Jacob "Otto" Dietrich foi um jornalista que trabalhou em Munique durante a ascensão do Partido Nazi e, em sua posição, frequentemente concedia atenção a Hitler em seus periódicos a ponto de se tornar amigo do futuro Führer e ter se juntado ao Partido em 1929. Em 1931, Dietrich se tornou o Chefe de Imprensa do Partido Nazi - e depois do regime -, cargo que manteve até o colapso em 1945.
Dietrich é um personagem relativamente obscuro mas muito importante, porque, além de ser um excelente jornalista e administrador, foi quem Hitler utilizava para controlar as ambições de Goebbels. O "Estado do Führer" após 1933 se caracterizava por uma consciente falta de delimitação das jurisdições dos Ministérios, de modo que o Ministério de Propaganda de Goebbels frequentemente conflitava com o Ministério da Imprensa de Dietrich. Isso era tudo de caso pensado, e Hitler se beneficiava porque mantinha a posição de árbitro entre seus sátrapas e os jogava em frequentes conflitos que limitavam suas ambições pessoais.
O caso mais notório é a influência sobre o jornalismo oficial do regime. Goebbels queria estender sua jurisdição sob o controle do jornalismo oficial e, portanto, o poder de ditar a linha jornalística do regime e quem poderia atuar como jornalista. Dietrich, por ser o Chefe de Imprensa, embora mais voltado para o internacional, igualmente desejava tal poder. Hitler, astutamente, nunca resolveu decisivamente esse conflito, mas jogava a incumbência hora para Josef, hora para Dietrich, a depender da questão.
Dietrich ficou notavelmente mais influente e poderoso que Goebbels a medida que o regime empreendeu sua expansão para o Leste e a anexação de territórios, de modo que sua capacidade de ludibriar a imprensa internacional foi bem útil a Hitler. Sua influência começou a decair a partir de 1943 quando a guerra tomou a guinada para o pior, afastando-se do círculo íntimo de Hitler.
Dietrich sobreviveu a guerra, foi preso pelos britânicos e condenado a sete anos de prisão em Nuremberg. Ele foi solto, contudo, em 1950 e faleceu em 1952. Nesse ínterim, Dietrich escreveu suas memórias, um documento que se tornou, junto com os relatos de Speer e os diários de Goebbels, valioso material de estudo sobre Hitler e o nazismo.
👍22❤1
June 10
De toda a macabra história soviética, um personagem sempre me chamou muito a atenção: Naftaly Frenkel. Por dois motivos: Ele, um judeu, foi o arquiteto dos métodos de administração que culminaram na morte de milhões de presos nos infames Gulags, e sua relativa obscuridade. Como que um homem com tanta influência e poder sob Stálin ainda hoje é uma figura mercurial?
Frenkel é uma figura muito estranha e até hoje não se sabe da onde veio. Solzhenitsyn afirma que ele era um "judeu turco de Constantinopla", e muito provavelmente era mesmo judeu, mas não se sabe de onde. Outros afirmam que veio da Ucrânia; outros, da Hungria, ou Áustria e até mesmo tentaram traçar sua origem na Suécia. Enfim, provavelmente um judeu que nasceu em Haifa em 1883, então parte do Império Otomano. Estabeleceu-se em Odessa, na Ucrânia, e se tornou um próspero comerciante.
Frenkel foi uma figura notável por isto: sua habilidade extraordinária de perceber oportunidades, o que o levou à Rússia de Lênin em 1923, durante a famosa NEP, para vender e trocar mercadoria. Por algum motivo desconhecido, Frenkel foi preso ao tentar volta a Odessa, sob a acusação de "tentar cruzar a fronteira ilegalmente". Seu grupo foi sentenciado à morte, mas apenas a sentença de Frenkel foi comutada para trabalho nos campos de concentração. O resto foi fuzilado. Até hoje não se sebe por que apenas Frenkel foi poupado e enviado aos recém-abertos Gulags.
No arquipélago de Solovetsky, de Solzhenitsyn tirou o nome de seu famoso livro, Frenkel percebeu que os campos soviéticos eram extremamente desorganizados. Segunda conta a lenda, Frenkel ficou extremamente irritado com a desorganização e ineficiência econômica do campo e, irado, escreveu uma longa carta relatando inúmeras possíveis melhorias que poderiam salvar o campo em recursos e maximizar suas capacidades (lembrem-se, ele supostamente fez ainda na condição de prisioneiro).
Frenkel botou sua carta no local de missivas para as autoridades e deixou ali, sem expectativas. Contudo, alguns dias depois, ele foi chamado por Genrikh Yagoda, então chefe da OGPU, um órgão da administração da nascente polícia secreta, a Cheka. Ygaoda ficou impressionado com as sugestões do prisioneiro Frenkel e o chamou para conversar. Foi o início da ascensão meteórica de Frenkel. Yagoda acatou as sugestões de Frenkel e lhe concedeu alguma autoridade para implementá-las, claro, ainda sob sua supervisão. A ideia de Frenkel ficou conhecida como o "Sistema de alimentação", e foi o que tornou o sistema prisional soviético na infame máquina mortífera que conhecemos.
Sendo conciso, Frenkel eliminou a distinção entre criminosos comuns e presos políticos. Ele abandonou o trabalho agrícola não lucrativo e os programas de reeducação, priorizando apenas o trabalho produtivo, como construção de estradas e extração de madeira. A recompensa era comida, e o sistema era simples e cruel: quem superasse sua cota diária de trabalho recebia uma porção extra de alimento; quem produzisse menos tinha sua ração reduzida. Ainda mais crucial, Frenkel dividiu os prisioneiros em três categorias: 1) os aptos para trabalho pesado; 2) os capazes de trabalho leve; e 3) os prisioneiros com deficiências. Cada grupo recebia tarefas e cotas diferentes a cumprir, e era alimentado de acordo. Havia diferenças drásticas entre as porções dos prisioneiros que dependiam do resultado que entregavam.
A consequência óbvia aconteceu: com o tempo, os prisioneiros saudáveis sobreviviam mais, enquanto os fracos ficavam ainda mais debilitados e morriam de fome. Sob a gestão de Frenkel, a produtividade tornou-se o único princípio que importava no campo. Quanto mais o preso trabalhava, mais comia, e vice-versa. Em verdade, foi uma aplicação sinistra e literal do adágio bíblico, mas politicamente utilizado por Lênin no seu "O Estado e a Revolução": quem não trabalha, não come. O princípio do lucro, antes tachado de "burguês", tornou-se o critério meritocrático de vida e morte para os presos do regime soviético.
Continua \/
Frenkel é uma figura muito estranha e até hoje não se sabe da onde veio. Solzhenitsyn afirma que ele era um "judeu turco de Constantinopla", e muito provavelmente era mesmo judeu, mas não se sabe de onde. Outros afirmam que veio da Ucrânia; outros, da Hungria, ou Áustria e até mesmo tentaram traçar sua origem na Suécia. Enfim, provavelmente um judeu que nasceu em Haifa em 1883, então parte do Império Otomano. Estabeleceu-se em Odessa, na Ucrânia, e se tornou um próspero comerciante.
Frenkel foi uma figura notável por isto: sua habilidade extraordinária de perceber oportunidades, o que o levou à Rússia de Lênin em 1923, durante a famosa NEP, para vender e trocar mercadoria. Por algum motivo desconhecido, Frenkel foi preso ao tentar volta a Odessa, sob a acusação de "tentar cruzar a fronteira ilegalmente". Seu grupo foi sentenciado à morte, mas apenas a sentença de Frenkel foi comutada para trabalho nos campos de concentração. O resto foi fuzilado. Até hoje não se sebe por que apenas Frenkel foi poupado e enviado aos recém-abertos Gulags.
No arquipélago de Solovetsky, de Solzhenitsyn tirou o nome de seu famoso livro, Frenkel percebeu que os campos soviéticos eram extremamente desorganizados. Segunda conta a lenda, Frenkel ficou extremamente irritado com a desorganização e ineficiência econômica do campo e, irado, escreveu uma longa carta relatando inúmeras possíveis melhorias que poderiam salvar o campo em recursos e maximizar suas capacidades (lembrem-se, ele supostamente fez ainda na condição de prisioneiro).
Frenkel botou sua carta no local de missivas para as autoridades e deixou ali, sem expectativas. Contudo, alguns dias depois, ele foi chamado por Genrikh Yagoda, então chefe da OGPU, um órgão da administração da nascente polícia secreta, a Cheka. Ygaoda ficou impressionado com as sugestões do prisioneiro Frenkel e o chamou para conversar. Foi o início da ascensão meteórica de Frenkel. Yagoda acatou as sugestões de Frenkel e lhe concedeu alguma autoridade para implementá-las, claro, ainda sob sua supervisão. A ideia de Frenkel ficou conhecida como o "Sistema de alimentação", e foi o que tornou o sistema prisional soviético na infame máquina mortífera que conhecemos.
Sendo conciso, Frenkel eliminou a distinção entre criminosos comuns e presos políticos. Ele abandonou o trabalho agrícola não lucrativo e os programas de reeducação, priorizando apenas o trabalho produtivo, como construção de estradas e extração de madeira. A recompensa era comida, e o sistema era simples e cruel: quem superasse sua cota diária de trabalho recebia uma porção extra de alimento; quem produzisse menos tinha sua ração reduzida. Ainda mais crucial, Frenkel dividiu os prisioneiros em três categorias: 1) os aptos para trabalho pesado; 2) os capazes de trabalho leve; e 3) os prisioneiros com deficiências. Cada grupo recebia tarefas e cotas diferentes a cumprir, e era alimentado de acordo. Havia diferenças drásticas entre as porções dos prisioneiros que dependiam do resultado que entregavam.
A consequência óbvia aconteceu: com o tempo, os prisioneiros saudáveis sobreviviam mais, enquanto os fracos ficavam ainda mais debilitados e morriam de fome. Sob a gestão de Frenkel, a produtividade tornou-se o único princípio que importava no campo. Quanto mais o preso trabalhava, mais comia, e vice-versa. Em verdade, foi uma aplicação sinistra e literal do adágio bíblico, mas politicamente utilizado por Lênin no seu "O Estado e a Revolução": quem não trabalha, não come. O princípio do lucro, antes tachado de "burguês", tornou-se o critério meritocrático de vida e morte para os presos do regime soviético.
Continua \/
👏12👍4😭2
June 10
Vamos falar da África socialista? Tenho uma teoria: o marxismo foi uma ideologia conjurada pelos europeus para continuar a manter os povos africanos pobres, subdesenvolvidos e fracos depois do período colonial.
A, mais especificamente, Etiópia teve um governo marxista radical sob Mengistu durante quase 20 anos, e suas políticas de coletivização forçada desgraçaram tanto o país que até hoje não se recuperou. O "chifre da África" continua sendo a região mais miserável e pobre do mundo.
É por isso que às vezes penso que o marxismo é uma filosofia europeia conjurada especificamente para manter os povos periféricos do mundo na pobreza e subjugados mesmo depois que a colonização acabou. No caso da África, funcionou muito bem: nenhum país que passou por uma revolução ou governo de cunho marxista saiu da pobreza, mas se tornaram, além de famélico, extremamente autoritários e ditatoriais. O único país africano que está se desenvolvendo e se tornando uma potência tecnológica no continente é Botswana, que milagrosamente conseguiu manter uma democracia multipartidária estável desde sua independência em 1966.
Em verdade, nenhum país que aplicou alguma receita marxista se tornou rico e relevante... A Rússia soviética alcançou proeminência militar apenas para decair num federação falida e atolada numa guerra sem fim. A China só prosperou depois de trocar o receituário e aplicar as políticas econômicas "burguesas" de propriedade privada e lucros pessoais - o Vietnã, a mesma coisa.
O marxismo talvez seja a invenção mais maléfica da modernidade, um receituário cuidadosamente arquitetado para manter a periferia do mundo subjugada na pobreza.
A, mais especificamente, Etiópia teve um governo marxista radical sob Mengistu durante quase 20 anos, e suas políticas de coletivização forçada desgraçaram tanto o país que até hoje não se recuperou. O "chifre da África" continua sendo a região mais miserável e pobre do mundo.
É por isso que às vezes penso que o marxismo é uma filosofia europeia conjurada especificamente para manter os povos periféricos do mundo na pobreza e subjugados mesmo depois que a colonização acabou. No caso da África, funcionou muito bem: nenhum país que passou por uma revolução ou governo de cunho marxista saiu da pobreza, mas se tornaram, além de famélico, extremamente autoritários e ditatoriais. O único país africano que está se desenvolvendo e se tornando uma potência tecnológica no continente é Botswana, que milagrosamente conseguiu manter uma democracia multipartidária estável desde sua independência em 1966.
Em verdade, nenhum país que aplicou alguma receita marxista se tornou rico e relevante... A Rússia soviética alcançou proeminência militar apenas para decair num federação falida e atolada numa guerra sem fim. A China só prosperou depois de trocar o receituário e aplicar as políticas econômicas "burguesas" de propriedade privada e lucros pessoais - o Vietnã, a mesma coisa.
O marxismo talvez seja a invenção mais maléfica da modernidade, um receituário cuidadosamente arquitetado para manter a periferia do mundo subjugada na pobreza.
👏18👍6
June 11
Comentário que recebi na dm do meu Instagram.
Essa pessoa começou me acusando de ser um "apologista de Hitler", isto é, um prosélito da ideologia nacional-socialista cujo objetivo é espalhá-la, divulgá-la e defendê-la. A prova disso? Minha página tem "muito ele [Hitler]", que eu tenho "fascínio por ele [Hitler], porque há muitos "comentários absurdos nazistas que adoram minha página" - mentira, eu bloqueio os que vejo e, na maioria das vezes, esse pessoal não gosta do que eu falo sobre Hitler -, e dou "ibope para um psicopata [Hitler]".
Não é necessário muito poder cognitivo para perceber que ensinar história de um tema polêmico com personagens polêmicos não é ser prosélito da ideologia e dos personagens, mesmo porque não falo apenas de Hitler e do nazismo. Pessoas com essa incapacidade de distinção geralmente confundem seus valores pessoais com a necessária objetividade requisitada para quem estuda a história e a política e, num movimento de projeção inconsciente, acusam os outros de serem tão imparciais e incapazes quanto elas.
Ainda, já de antemão, a pessoa me negou qualquer possibilidade de defesa ou explicação, já que negar a acusação, segundo ela, é inútil. O veredito já havia se formado na cabecinha dela e, portanto, os princípios básicos da justiça e da busca pela verdade, como o direito a defesa, o contraditório e a produção probatória, foram descartados. Dessa forma, novamente de maneira inconsciente, a pessoa que me acusou de ser um prosélito de uma ideologia totalitária atuou como um promotor soviético me condenando politicamente devido ao seu desgosto pessoal.
E o mais engraçado é quando, diante dessa mensagem horrorosa e imbecil, respondi de maneira científica e objetiva a chamando do que ela é - ignorante - e que não havia nada que eu pudesse fazer diante da condenação peremptória e inapelável que me foi imposta senão bloqueá-la, a pessoa ainda se mostrou impressionada: "Nossa", já se posicionando para se colocar no papel de vítima de uma condenação injusta do tipo que ela mesmo havia feito contra mim. Novamente, projeção.
Para finalizar, essa pessoa que não tem nada a ver com o estudo da história, da política ou das ciências humanas - o perfil era de uma confeitaria -, ainda tentou ditar como um assunto como esse deveria ou não deveria ser estudado, porque, talvez num reflexo de síndrome de Dunning-Kruger, sua incapacidade de reconhecer sua própria incapacidade se tornou a prova de que ela é capaz de fazer tal julgamento.
É impressionante como uma pequena mensagem de apenas 8 linhas pode conter e revelar tantos erros, vieses e limitações cognitivas de uma pessoa, e por isso decidi usá-la como conteúdo pedagógico: Não seja essa pessoa; não seja um ignorante.
Essa pessoa começou me acusando de ser um "apologista de Hitler", isto é, um prosélito da ideologia nacional-socialista cujo objetivo é espalhá-la, divulgá-la e defendê-la. A prova disso? Minha página tem "muito ele [Hitler]", que eu tenho "fascínio por ele [Hitler], porque há muitos "comentários absurdos nazistas que adoram minha página" - mentira, eu bloqueio os que vejo e, na maioria das vezes, esse pessoal não gosta do que eu falo sobre Hitler -, e dou "ibope para um psicopata [Hitler]".
Não é necessário muito poder cognitivo para perceber que ensinar história de um tema polêmico com personagens polêmicos não é ser prosélito da ideologia e dos personagens, mesmo porque não falo apenas de Hitler e do nazismo. Pessoas com essa incapacidade de distinção geralmente confundem seus valores pessoais com a necessária objetividade requisitada para quem estuda a história e a política e, num movimento de projeção inconsciente, acusam os outros de serem tão imparciais e incapazes quanto elas.
Ainda, já de antemão, a pessoa me negou qualquer possibilidade de defesa ou explicação, já que negar a acusação, segundo ela, é inútil. O veredito já havia se formado na cabecinha dela e, portanto, os princípios básicos da justiça e da busca pela verdade, como o direito a defesa, o contraditório e a produção probatória, foram descartados. Dessa forma, novamente de maneira inconsciente, a pessoa que me acusou de ser um prosélito de uma ideologia totalitária atuou como um promotor soviético me condenando politicamente devido ao seu desgosto pessoal.
E o mais engraçado é quando, diante dessa mensagem horrorosa e imbecil, respondi de maneira científica e objetiva a chamando do que ela é - ignorante - e que não havia nada que eu pudesse fazer diante da condenação peremptória e inapelável que me foi imposta senão bloqueá-la, a pessoa ainda se mostrou impressionada: "Nossa", já se posicionando para se colocar no papel de vítima de uma condenação injusta do tipo que ela mesmo havia feito contra mim. Novamente, projeção.
Para finalizar, essa pessoa que não tem nada a ver com o estudo da história, da política ou das ciências humanas - o perfil era de uma confeitaria -, ainda tentou ditar como um assunto como esse deveria ou não deveria ser estudado, porque, talvez num reflexo de síndrome de Dunning-Kruger, sua incapacidade de reconhecer sua própria incapacidade se tornou a prova de que ela é capaz de fazer tal julgamento.
É impressionante como uma pequena mensagem de apenas 8 linhas pode conter e revelar tantos erros, vieses e limitações cognitivas de uma pessoa, e por isso decidi usá-la como conteúdo pedagógico: Não seja essa pessoa; não seja um ignorante.
👏27🔥5❤3👍3😁2
June 12
Foto do funeral do "filósofo do fascismo" e coautor da "Doutrina do Fascismo", Giovanni Gentile, na basílica de Santa Croce em Florença, dias após ter sido assassinado pelo partisan comunista Bruno Fanciullacci.
No dia 15 de abril de 1944, Gentile havia ido à penitenciária no centro de Florença para advogar pela soltura de partisans comunistas que haviam sido presos e torturados pela polícia da República Social Italiana (RSI), o Estado fantoche dos nazistas no norte da Itália. Ao voltar para sua casa, seu motorista parou o carro em frente ao portão e, enquanto aguardavam abri-lo, três homens rapidamente surgiram e alvejaram o veículo com vários tiros. Um dos membros do grupo, o jovem partisan comunista Bruno Fanciullacci, acertou um tiro em cheio no coração de Gentile, matando-o instantaneamente.
Gentile, àquela altura da desastrosa guerra, havia se tornado tão odiado por vários setores tanto do fascismo quanto do nazismo, que, antes da verdade vir à tona, muitos achavam que ele havia sido assassinado por outros fascistas. Gentile angariou muito ódio do regime nazista porque se negou a seguir as ordens de expurgos de judeus do Partido Nacional Fascista (PNF), e até ajudou pessoalmente vários deles a fugir para outros países, como o professor Paul Oskar Kristeller, que acabou dando aulas na Universidade de Columbia em Nova York nos anos 50 para A. James Gregor.
De qualquer modo, Gentile foi enterrado com honras de Estado aprós uma procissão pela cidade de Florença que juntou milhares de pessoas que respeitavam o falecido pedagogo e filósofo. Gentile ganhou sua tumba ao lado de Maquiavel e Galileu, onde permanece até hoje.
Pode parecer confuso, mas Gentile não é uma figura odiada ou "cancelada" na Itália de hoje, pelo contrário: ele é muito respeitado como um importante filósofo e pedagogo italiana, e sua filosofia idealista - profundamente influenciada por Hegel, Fichte e Marx - é extensivamente estudada na academia italiana. Suas reformas pedagógicas, realizadas quando ele foi o Ministro da Instrução Pública do primeiro governo Mussolini em 1923, foram muito populares e permaneceram em vigor até meados dos anos 2000.
No dia 15 de abril de 1944, Gentile havia ido à penitenciária no centro de Florença para advogar pela soltura de partisans comunistas que haviam sido presos e torturados pela polícia da República Social Italiana (RSI), o Estado fantoche dos nazistas no norte da Itália. Ao voltar para sua casa, seu motorista parou o carro em frente ao portão e, enquanto aguardavam abri-lo, três homens rapidamente surgiram e alvejaram o veículo com vários tiros. Um dos membros do grupo, o jovem partisan comunista Bruno Fanciullacci, acertou um tiro em cheio no coração de Gentile, matando-o instantaneamente.
Gentile, àquela altura da desastrosa guerra, havia se tornado tão odiado por vários setores tanto do fascismo quanto do nazismo, que, antes da verdade vir à tona, muitos achavam que ele havia sido assassinado por outros fascistas. Gentile angariou muito ódio do regime nazista porque se negou a seguir as ordens de expurgos de judeus do Partido Nacional Fascista (PNF), e até ajudou pessoalmente vários deles a fugir para outros países, como o professor Paul Oskar Kristeller, que acabou dando aulas na Universidade de Columbia em Nova York nos anos 50 para A. James Gregor.
De qualquer modo, Gentile foi enterrado com honras de Estado aprós uma procissão pela cidade de Florença que juntou milhares de pessoas que respeitavam o falecido pedagogo e filósofo. Gentile ganhou sua tumba ao lado de Maquiavel e Galileu, onde permanece até hoje.
Pode parecer confuso, mas Gentile não é uma figura odiada ou "cancelada" na Itália de hoje, pelo contrário: ele é muito respeitado como um importante filósofo e pedagogo italiana, e sua filosofia idealista - profundamente influenciada por Hegel, Fichte e Marx - é extensivamente estudada na academia italiana. Suas reformas pedagógicas, realizadas quando ele foi o Ministro da Instrução Pública do primeiro governo Mussolini em 1923, foram muito populares e permaneceram em vigor até meados dos anos 2000.
👍18❤1👌1
June 13
Saiu meu ep no novo podcast do Alta Linguagem do Miorim, o Quebrando Pontes.
Ele me desafio a mostrar algumas perspectivas alternativas de interpretação dos regimes totalitários, Napoleão, o Iluminismo e suas relações com o liberalismo e o socialismo e, claro, o brasil do Lula.
Link da conversa:
https://www.youtube.com/results?search_query=quebrando+pontes+jo%C3%A3o+eigen
Ele me desafio a mostrar algumas perspectivas alternativas de interpretação dos regimes totalitários, Napoleão, o Iluminismo e suas relações com o liberalismo e o socialismo e, claro, o brasil do Lula.
Link da conversa:
https://www.youtube.com/results?search_query=quebrando+pontes+jo%C3%A3o+eigen
🔥15👍5🤯1
June 13
Uma das anedotas que mais gosto sobre o poder de Stálin e como é melhor mostrá-lo do que apenas argumentar com o crítico, vem de seu sucessor, Nikita Kruschev.
Durante o XXº Congresso do Partido em 14 de fevereiro de 1956, enquanto fazia seus famosos discursos acusatórios contra a memória de Stálin e o stalinismo, um crítico na plateia gritou:
Se seu chefe Stálin era tão mau assim, por que você não faz para impedi-lo?!
Kruschev, ao invés de perder tempo argumentando e se explicando, subitamente berrou:
Quem disse isso?! Quem?! Revele-se agora!
Os berros ecoaram pelo Salão de Santo André e, rapidamente, um silêncio sepulcral se instalou no recinto. Kruschev deixou que a alta tensão e o barulho do silêncio produzissem seu efeito psicológico por alguns instantes e, então, com uma voz baixa e confiante, falou:
Agora você sabe por que não tentei impedi-lo.
Kruschev depois confirmaria que aprendeu como o poder funciona observando seu defunto chefe: nunca se explique e nunca argumente, apenas mostre. Stálin gostava dessa ambiguidade e frequentemente enviava duas mensagens aos seus subordinados, uma através de uma conversa pessoal carismática e divertida, e outra através de símbolos, anedotas, insinuações e ameaças indiretas, mais vistas do que ouvidas. Os que aprendiam a ler as intenções do chefe em suas ações mais do que em suas palavras, tinham mais chances de sobrevivência.
Durante o XXº Congresso do Partido em 14 de fevereiro de 1956, enquanto fazia seus famosos discursos acusatórios contra a memória de Stálin e o stalinismo, um crítico na plateia gritou:
Se seu chefe Stálin era tão mau assim, por que você não faz para impedi-lo?!
Kruschev, ao invés de perder tempo argumentando e se explicando, subitamente berrou:
Quem disse isso?! Quem?! Revele-se agora!
Os berros ecoaram pelo Salão de Santo André e, rapidamente, um silêncio sepulcral se instalou no recinto. Kruschev deixou que a alta tensão e o barulho do silêncio produzissem seu efeito psicológico por alguns instantes e, então, com uma voz baixa e confiante, falou:
Agora você sabe por que não tentei impedi-lo.
Kruschev depois confirmaria que aprendeu como o poder funciona observando seu defunto chefe: nunca se explique e nunca argumente, apenas mostre. Stálin gostava dessa ambiguidade e frequentemente enviava duas mensagens aos seus subordinados, uma através de uma conversa pessoal carismática e divertida, e outra através de símbolos, anedotas, insinuações e ameaças indiretas, mais vistas do que ouvidas. Os que aprendiam a ler as intenções do chefe em suas ações mais do que em suas palavras, tinham mais chances de sobrevivência.
👍21✍4❤2🤣2
June 15
Há algo extremamente quixotesco nessa histeria de lutar contra o "nazifascismo" que alcançou níveis absurdos quando até mesmo a torcida de um time de futebol como o Corinthians precisa sinalizar publicamente.
O Quixote, louco, gastava seus dias lutando contra moinhos de ventos porque os confundia com monstros como forma de mostrar seu valor e valentia. Mas era tudo alucinação. A luta contra o nazifascismo em 2026 é a mesma coisa, mas com um agravante: não faltam problemas e inimigos no Brasil para derrotar. Por que os valentes do Corinthians não postam cartazes como "destrua o narcotráfico", ou "destrua a facção XXX"? Que tal "destrua o PT" - o partido mais corrupto desde 1988 -, ou "destrua o centrão"? Isso nunca será visto por aí.
O Brasil é um moribundo império tropical só esperando ser abatido ou esfacelar-se sob sua própria ineficiência, porque os bárbaros já moram e grassam dentro de seus portões, com armas, dinheiro, drogas e influência política, mas nada disso importa para jovem progressista cuja missão é performar virtude para seus pares na forma quixotesca de uma luta imaginária contra o nazismo.
É fácil, sem consequências e efetivo para ganhar moral com os colegas, porque nenhum nazista, devido à seu número diminuto e negligenciável, realmente irá atacá-lo ou ameaçá-lo, como um faccionado ou um agente da PF o faria. É um teatrinho juvenil.
A imagem não deixa de ser cômica: o brasileiro performático lutando contra moinhos de vento em formato de suástica enquanto a sociedade desmorona em violência, corrupção e drogas. Só espero que, no caso brasileiro, o final não seja o do Dom Quixote, que acordou para a realidade e recobrou a razão antes de morrer, mesmo porque provavelmente o brasileiro nunca retomará uma razão que quase nunca existiu por aqui e irá para o túmulo na tranquilidade da ignorância.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
O Quixote, louco, gastava seus dias lutando contra moinhos de ventos porque os confundia com monstros como forma de mostrar seu valor e valentia. Mas era tudo alucinação. A luta contra o nazifascismo em 2026 é a mesma coisa, mas com um agravante: não faltam problemas e inimigos no Brasil para derrotar. Por que os valentes do Corinthians não postam cartazes como "destrua o narcotráfico", ou "destrua a facção XXX"? Que tal "destrua o PT" - o partido mais corrupto desde 1988 -, ou "destrua o centrão"? Isso nunca será visto por aí.
O Brasil é um moribundo império tropical só esperando ser abatido ou esfacelar-se sob sua própria ineficiência, porque os bárbaros já moram e grassam dentro de seus portões, com armas, dinheiro, drogas e influência política, mas nada disso importa para jovem progressista cuja missão é performar virtude para seus pares na forma quixotesca de uma luta imaginária contra o nazismo.
É fácil, sem consequências e efetivo para ganhar moral com os colegas, porque nenhum nazista, devido à seu número diminuto e negligenciável, realmente irá atacá-lo ou ameaçá-lo, como um faccionado ou um agente da PF o faria. É um teatrinho juvenil.
A imagem não deixa de ser cômica: o brasileiro performático lutando contra moinhos de vento em formato de suástica enquanto a sociedade desmorona em violência, corrupção e drogas. Só espero que, no caso brasileiro, o final não seja o do Dom Quixote, que acordou para a realidade e recobrou a razão antes de morrer, mesmo porque provavelmente o brasileiro nunca retomará uma razão que quase nunca existiu por aqui e irá para o túmulo na tranquilidade da ignorância.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
👏18❤3🏆2
June 16
O homeschooling sempre foi uma das mais importantes linhas de defesa da sociedade civil e das famílias, sejam nucleares ou estendidas, contra a força estatal e comunitária para formar a mente das crianças. É uma batalha contínua desde que as sociedades agrárias e sedentárias se tornaram a norma.
A força da coletividade, da comunidade, da "sociedade" e seu representante mais poderoso, o Estado, tenta ter acesso aos recintos domésticos para não apenas "modelar" a mente da criança, mas, através delas, controlar as possíveis forças de resistência ao poder político. Sejam crenças e ritos religiosos alternativos, ou formas impopulares de moralidade, o Estado precisa controlá-las e torná-las obsoletas, porque iniciar perseguições e expurgos é tremendamente custos no sentindo monetário e moral - além de criar mártires que podem apenas aumentar o status de perseguido injustiçado das vítimas, como os primeiros cristãos.
A forma mais poderosa de alcançar esse poder, aperfeiçoado na modernidade pela Prússia Imperial e a França Republicana, é a escola pública e a obrigatoriedade de matrícula das crianças no sistema estatal de ensino. Junto com a conscrição militar obrigatória, a escola estatal também se tornou obrigatória - pensar, trabalhar e morrer pela religião do Estado civil. Depois de muitos séculos de luta, a modernidade inaugurou a vitória estatal, e esse tweet é um perfeito exemplo disso.
Você quer colocar seus filhos fora do alcance do MEC, dos tecnocratas progressistas, das gangues criminosas, das drogas e da licenciosidade precoce que grassa nas escolas públicas defasadas desse império continental necrosado chamado Brasil? Então você é literalmente um "nazista" - embora os nazistas também tenham sido inimigos declarados do homeschooling. Se você não jogar seus filhos no máquina de moer a inteligência e regurgitar drogados, vagabundos e robozinhos com mentalidade padronizada, então você é literalmente Hitler.
Naturalmente, tem nada a ver com raça, igualdade, ou tolerância à "visões desagradáveis de mundo", é tudo sobre controle mental. Essa desculpa é propaganda para trouxa cair, como milhões caem.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
A força da coletividade, da comunidade, da "sociedade" e seu representante mais poderoso, o Estado, tenta ter acesso aos recintos domésticos para não apenas "modelar" a mente da criança, mas, através delas, controlar as possíveis forças de resistência ao poder político. Sejam crenças e ritos religiosos alternativos, ou formas impopulares de moralidade, o Estado precisa controlá-las e torná-las obsoletas, porque iniciar perseguições e expurgos é tremendamente custos no sentindo monetário e moral - além de criar mártires que podem apenas aumentar o status de perseguido injustiçado das vítimas, como os primeiros cristãos.
A forma mais poderosa de alcançar esse poder, aperfeiçoado na modernidade pela Prússia Imperial e a França Republicana, é a escola pública e a obrigatoriedade de matrícula das crianças no sistema estatal de ensino. Junto com a conscrição militar obrigatória, a escola estatal também se tornou obrigatória - pensar, trabalhar e morrer pela religião do Estado civil. Depois de muitos séculos de luta, a modernidade inaugurou a vitória estatal, e esse tweet é um perfeito exemplo disso.
Você quer colocar seus filhos fora do alcance do MEC, dos tecnocratas progressistas, das gangues criminosas, das drogas e da licenciosidade precoce que grassa nas escolas públicas defasadas desse império continental necrosado chamado Brasil? Então você é literalmente um "nazista" - embora os nazistas também tenham sido inimigos declarados do homeschooling. Se você não jogar seus filhos no máquina de moer a inteligência e regurgitar drogados, vagabundos e robozinhos com mentalidade padronizada, então você é literalmente Hitler.
Naturalmente, tem nada a ver com raça, igualdade, ou tolerância à "visões desagradáveis de mundo", é tudo sobre controle mental. Essa desculpa é propaganda para trouxa cair, como milhões caem.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
❤18👍13💯2🏆2
June 16
June 17
Indo ao vivo com o livres às 21:10, sobre o nacionalismo revolucionário - todos convidados:
https://youtube.com/live/5SCLinNLvGU?feature=share
https://youtube.com/live/5SCLinNLvGU?feature=share
YouTube
PALESTRA - João Eigen na Formação Política da Juventude Livre | AO VIVO
Mestre em Ciência Política pela UFSC, João Eigen será o palestrante da nossa primeira formação política nacional.
📚 Tema da aula:
"Nacionalismo: moderno e contemporâneo"
📚 Tema da aula:
"Nacionalismo: moderno e contemporâneo"
🔥8❤3👍1
June 17
Ontem foi o dia da Janela de Overton maluca com essa fala do Luiz Inácio. O que ele quis dizer com isso?
O contexto da fala é o Lula tentando provar para o interlocutor que o "mundo não é de esquerda, mas do meio", porque - e ele deu esses dois exemplos - os "republicanos ficaram mais tempo no governo que os democratas, da mesma forma que, na França, os socialistas tiveram pouco tempo de governo". O interlocutor responde que isso explicaria por que Lula não foi mais à esquerda no primeiro mandato, mas para o meio, ao qual ele responde: "Nunca fui esquerdista, eu era um dirigente sindical".
Isso faz sentido? Sim, mas apenas se você entender quem é o interlocutor de Lula: Kristalina Georgieva, a atual presidente do Fundo Monetário Internacional. É claro que Luiz Inácio é velho e sabido o suficiente para se comportar como um "centrista neoliberal" para as elites internacionais que têm na mão o poder do rankeamento do crédito dos países e acesso a bilhões de dólares de investimento. É o que Georgieva queria ouvir, e é o que Lula disse, porque não seria inteligente posar de esquerdista desejando a radicalização em 2026.
Aliás, foi isso mesmo que o Lula falou no último congresso do PT, há menos de dois meses: para a militância, ele fez um mea-culpa pela sua frouxidão nos mandatos anteriores e que seria necessário radicalizar ainda mais a política da esquerda latino-americana - que ele, naturalmente, se inclui. É realpolitik e estratégia de luta revolucionária; é óbvio que não se pode confiar no que Lula fala.
Afinal, como que um homem que cerrou ombros com Fidel Castro, as FARC, o MIR Chileno, Hugo Chávez, Evo Morales etc., durante décadas a ponto de lhes conceder polposos empréstimos perdoados e até mesmo a infraestrutura da Petrobras não seria um esquerdista? Um dos fundadores e principais articuladores da estratégia continental esquerdista há mais de 40 anos seria apenas um "neoliberal centrista"? Deixem de bobeira, se vocês acreditam nisso caíram certinho na enganação retórica do Lula.
O contexto da fala é o Lula tentando provar para o interlocutor que o "mundo não é de esquerda, mas do meio", porque - e ele deu esses dois exemplos - os "republicanos ficaram mais tempo no governo que os democratas, da mesma forma que, na França, os socialistas tiveram pouco tempo de governo". O interlocutor responde que isso explicaria por que Lula não foi mais à esquerda no primeiro mandato, mas para o meio, ao qual ele responde: "Nunca fui esquerdista, eu era um dirigente sindical".
Isso faz sentido? Sim, mas apenas se você entender quem é o interlocutor de Lula: Kristalina Georgieva, a atual presidente do Fundo Monetário Internacional. É claro que Luiz Inácio é velho e sabido o suficiente para se comportar como um "centrista neoliberal" para as elites internacionais que têm na mão o poder do rankeamento do crédito dos países e acesso a bilhões de dólares de investimento. É o que Georgieva queria ouvir, e é o que Lula disse, porque não seria inteligente posar de esquerdista desejando a radicalização em 2026.
Aliás, foi isso mesmo que o Lula falou no último congresso do PT, há menos de dois meses: para a militância, ele fez um mea-culpa pela sua frouxidão nos mandatos anteriores e que seria necessário radicalizar ainda mais a política da esquerda latino-americana - que ele, naturalmente, se inclui. É realpolitik e estratégia de luta revolucionária; é óbvio que não se pode confiar no que Lula fala.
Afinal, como que um homem que cerrou ombros com Fidel Castro, as FARC, o MIR Chileno, Hugo Chávez, Evo Morales etc., durante décadas a ponto de lhes conceder polposos empréstimos perdoados e até mesmo a infraestrutura da Petrobras não seria um esquerdista? Um dos fundadores e principais articuladores da estratégia continental esquerdista há mais de 40 anos seria apenas um "neoliberal centrista"? Deixem de bobeira, se vocês acreditam nisso caíram certinho na enganação retórica do Lula.
👏21👍7❤1
June 18
A vulgarização do português coloquial é extremamente perceptível depois da popularização das redes sociais, e talvez seja uma das variáveis mais importantes para se compreender a queda dos índices educacionais.
Comecem a notar os trejeitos, gírias, abreviações e regionalismos que tomaram proporções no português coloquial: “seloko”, “pae”, “é nóis”, “fita”, “rolê”, "cria" etc., de modo que as pessoas os falam normalmente e, amiúde, nem conseguem mais se livrar deles sem um esforço consciente. Não estou julgando que quem fala assim é melhor ou pior ou qualquer coisa do tipo, é apenas uma constatação cujos efeitos são óbvios.
A linguagem é o meio pelo qual não apenas compreendemos e nos expressamos, mas também é o linguajar do nosso "diálogo interno", de nossas reflexões e pensamentos. Quanto mais capaz de processar um vocabulário rico e complexo, mais capaz o sujeito se torna de perceber variáveis abstratas do mundo social e natural e, efetivamente, mais capaz de ligá-las em novas percepções. Pensar bem exige um domínio considerável da língua, tanto em complexidade quanto em flexibilidade, porque apenas pensamos através da linguagem. Para se expressar bem, precisa-se pensar bem, e para pensar bem, precisa-se ler bem, e para ler bem, precisa-se ter um domínio significativo da língua.
Celebrar e defender esse novo linguajar coloquial como expressão sociológica ou política de alguma luta “antissistema” ou “contra o capitalismo” é condenar as pessoas mais vulneráveis a uma vida de incapacidade mental e, consequentemente, servidão ao ambiente malogrado das classes baixas. Existe meio mais eficaz de escravizar as pessoas sem que elas percebam senão atrofiar suas capacidades cognitivas e de percepção do mundo?
E temo que não haja montante multibilionário de verba pública capaz de compensar a vulgarização do português; é uma batalha perdida, do ponto de vista da educação pública.
Comecem a notar os trejeitos, gírias, abreviações e regionalismos que tomaram proporções no português coloquial: “seloko”, “pae”, “é nóis”, “fita”, “rolê”, "cria" etc., de modo que as pessoas os falam normalmente e, amiúde, nem conseguem mais se livrar deles sem um esforço consciente. Não estou julgando que quem fala assim é melhor ou pior ou qualquer coisa do tipo, é apenas uma constatação cujos efeitos são óbvios.
A linguagem é o meio pelo qual não apenas compreendemos e nos expressamos, mas também é o linguajar do nosso "diálogo interno", de nossas reflexões e pensamentos. Quanto mais capaz de processar um vocabulário rico e complexo, mais capaz o sujeito se torna de perceber variáveis abstratas do mundo social e natural e, efetivamente, mais capaz de ligá-las em novas percepções. Pensar bem exige um domínio considerável da língua, tanto em complexidade quanto em flexibilidade, porque apenas pensamos através da linguagem. Para se expressar bem, precisa-se pensar bem, e para pensar bem, precisa-se ler bem, e para ler bem, precisa-se ter um domínio significativo da língua.
Celebrar e defender esse novo linguajar coloquial como expressão sociológica ou política de alguma luta “antissistema” ou “contra o capitalismo” é condenar as pessoas mais vulneráveis a uma vida de incapacidade mental e, consequentemente, servidão ao ambiente malogrado das classes baixas. Existe meio mais eficaz de escravizar as pessoas sem que elas percebam senão atrofiar suas capacidades cognitivas e de percepção do mundo?
E temo que não haja montante multibilionário de verba pública capaz de compensar a vulgarização do português; é uma batalha perdida, do ponto de vista da educação pública.
👏19❤4👍4
June 19
Notícias como essa sempre me lembram da residência oficial do falecido "presidente" do Zimbábue, a "Blue Roof" de Robert Mugabe.
Mugabe foi um professor e economista que se declarava marxista-leninista e ostentava títulos acadêmicos de economia pela University of London. Liderou a guerra contra os ingleses e se tornou o ditador do Zimbábue em 1980, quando tentou emplacar a ditadura de Partido Único, a expropriação de empresas e a coletivização da agricultura, o que foram medidas desastrosas para o país. Ele, lembre-se, um "economista" formado, apelou para a notória hiperinflação e chegou a emitir as infames notas de Z$ 100 trilhões - que valiam cerca de 40 centavos do dólar americano.
Enquanto o povo do Zimbábue vivia na extrema pobreza e o país tinha um dos mais baixos IDHs do planeta, Mugabe angariou uma fortuna estimada em $ 1 bilhão de dólares e construiu alguns palacetes, como a Blue Roof. Seus filhos davam festas de aniversário onde os convidados ganhavam Iphones de última geraçõa banhados em ouro e possuíam dezenas de imóveis de luxo pela Europa.
Esse é o destino de toda, repito, toda revolução de caráter marxista e suas variantes: a tomada do poder por uma nova elite ainda mais poderosa, avarenta e arrogante, desta vez protegida de quaisquer críticas pelo verniz da ideologia "anticolonial" e proletária. A revolução comunista é, embora arriscada, um dos meios mais rápidos de se tornar extremamente rico, basta estar no grupinho da elite e matar seus concorrentes depois da revolução.
(Foto de uma festa na Blue Roof).
Mugabe foi um professor e economista que se declarava marxista-leninista e ostentava títulos acadêmicos de economia pela University of London. Liderou a guerra contra os ingleses e se tornou o ditador do Zimbábue em 1980, quando tentou emplacar a ditadura de Partido Único, a expropriação de empresas e a coletivização da agricultura, o que foram medidas desastrosas para o país. Ele, lembre-se, um "economista" formado, apelou para a notória hiperinflação e chegou a emitir as infames notas de Z$ 100 trilhões - que valiam cerca de 40 centavos do dólar americano.
Enquanto o povo do Zimbábue vivia na extrema pobreza e o país tinha um dos mais baixos IDHs do planeta, Mugabe angariou uma fortuna estimada em $ 1 bilhão de dólares e construiu alguns palacetes, como a Blue Roof. Seus filhos davam festas de aniversário onde os convidados ganhavam Iphones de última geraçõa banhados em ouro e possuíam dezenas de imóveis de luxo pela Europa.
Esse é o destino de toda, repito, toda revolução de caráter marxista e suas variantes: a tomada do poder por uma nova elite ainda mais poderosa, avarenta e arrogante, desta vez protegida de quaisquer críticas pelo verniz da ideologia "anticolonial" e proletária. A revolução comunista é, embora arriscada, um dos meios mais rápidos de se tornar extremamente rico, basta estar no grupinho da elite e matar seus concorrentes depois da revolução.
(Foto de uma festa na Blue Roof).
👍28❤2👎1👏1😭1
June 20
Achei esse trecho da entrevista com o prosélito e capacho do regime cubano, Abel Prieto, deveras curioso.
Naturalmente, por ser esquerdiota, ele acredita que a América Latina está "se enchendo de fascistas" e lista alguns políticos notoriamente inimigos do plano revolucionário continental encabeçado por Cuba e o Foro de SP. Até aí tudo bem, faz parte de seu personagem; mas olhem como ele se referiu ao presidente eleito do Chile, o José Antônio Kast.
Segundo Prieto, Kast seria um fascista porque é filho de um nazista - o Michael Kast -, e não devido à suas ideias e convicções. Prieto reconhece que, muito provavelmente, Kast nem sequer leu Hitler ou a doutrina nazi, mas é um "fascista" simplesmente porque "tem o sangue de um nazista". É literalmente o que ele disse.
Quando pressionado suficientemente, o comunista amiúde entrega sua verdadeira natureza preconceituosa e reacionária. Qual foi a ideologia que, de maneira infame e notória, julgava os indivíduos de acordo com a suas características genéticas e os enquadrava utilizando a nomenclatura do "sangue"? O nacional-socialismo alemão de Adolf Hitler. O Mein Kampf mesmo emprega o substantivo "sangue" para se referir, ao mesmo tempo, às características raciais, genéticas e espirituais, dos indivíduos que se subordinavam aos coletivos raciais. Curiosamente, Prieto emprega o linguajar hitlerista de maneira muito precisa para condenar José Antônio Kast de Fascista...
E não houve uma enorme tentativa de cancelar Donald Trump porque ele empregou o termo "sangue" em alguns de seus discursos para se referir à grandeza americana justamente nesses termos? Pois é...
Naturalmente, por ser esquerdiota, ele acredita que a América Latina está "se enchendo de fascistas" e lista alguns políticos notoriamente inimigos do plano revolucionário continental encabeçado por Cuba e o Foro de SP. Até aí tudo bem, faz parte de seu personagem; mas olhem como ele se referiu ao presidente eleito do Chile, o José Antônio Kast.
Segundo Prieto, Kast seria um fascista porque é filho de um nazista - o Michael Kast -, e não devido à suas ideias e convicções. Prieto reconhece que, muito provavelmente, Kast nem sequer leu Hitler ou a doutrina nazi, mas é um "fascista" simplesmente porque "tem o sangue de um nazista". É literalmente o que ele disse.
Quando pressionado suficientemente, o comunista amiúde entrega sua verdadeira natureza preconceituosa e reacionária. Qual foi a ideologia que, de maneira infame e notória, julgava os indivíduos de acordo com a suas características genéticas e os enquadrava utilizando a nomenclatura do "sangue"? O nacional-socialismo alemão de Adolf Hitler. O Mein Kampf mesmo emprega o substantivo "sangue" para se referir, ao mesmo tempo, às características raciais, genéticas e espirituais, dos indivíduos que se subordinavam aos coletivos raciais. Curiosamente, Prieto emprega o linguajar hitlerista de maneira muito precisa para condenar José Antônio Kast de Fascista...
E não houve uma enorme tentativa de cancelar Donald Trump porque ele empregou o termo "sangue" em alguns de seus discursos para se referir à grandeza americana justamente nesses termos? Pois é...
👏20👍6❤1
June 22
Só lembrando que os esquerdistas achavam que o Brasil ficaria assim com a implementação do plano Real, com a volta do PSDB - que era um Partido Nazi, segundo eles -, com um congresso independente, com a vitória do Serra, com a vitória do Aécio, com o golpe do Temer etc., etc.. Só quem acompanhou o discurso esquerdista nas últimas décadas se lembra de como toda eleição era enquadrada como uma luta maniqueísta entre a liberdade e a ditadura; a democracia e o fascismo; a fome e a abundância.
Nunca acreditem em militantes esquerdistas, são, por natureza, histéricos, e, por isso mesmo, incapazes de analisar e compreender a realidade. Eles tendem a substituí-la por suas paranoias infantis e passam a tomá-las como o cenário mais provável. Por isso que é fácil treiná-los como cachorros de Pavlov, e a propaganda petista é pródiga nisso: basta, em época eleitoral, conjurar, em tonalidade imperativa, as palavras de força necessárias que o militante obedece e replica. Bom garotx!
Nunca acreditem em militantes esquerdistas, são, por natureza, histéricos, e, por isso mesmo, incapazes de analisar e compreender a realidade. Eles tendem a substituí-la por suas paranoias infantis e passam a tomá-las como o cenário mais provável. Por isso que é fácil treiná-los como cachorros de Pavlov, e a propaganda petista é pródiga nisso: basta, em época eleitoral, conjurar, em tonalidade imperativa, as palavras de força necessárias que o militante obedece e replica. Bom garotx!
👏17🤣11
June 23
O Brasil é um país afundado na marginalidade criminosa, no tráfico de drogas e na corrupção, mas o TST agora, ecoando outro infame tribunal superior, decidiu dar sua belíssima contribuição para a erosão dos carcomidos pilares que sustentam essa republiqueta falida.
A Constituição, justamente, veda discriminação sexista nos processos seletivos em empresas privadas como um dos limites à liberdade empresarial. Ok. Agora, isso foi provado nesse processo promovido pelo Ministério Público do Trabalho? Não... não houve qualquer prova de que a Ortobom praticasse processos seletivos sexistas privilegiando homens para cargos de gerência. O fundamento da condenação? DISRIMINAÇÃO INDIRETA E ESTRUTURAL. Ah.. sim... esse adjetivo nojento: "estrutural".
A Ortobom, uma pessoa jurídica que seguiu a lei e não praticou nenhuma ilegalidade, FOI CONDENADA EM 300 MIL REAIS porque há "sexismo estrutural" na sociedade brasileira e, mais especificamente, na cidade de ARAPONGAS... porque lá há 51% de mulheres e nenhuma em cargo de gerência na empresa. Isso, essa "estrutura" ideológica, opaca e indefinida, gerou todo o contexto sexista que levou apenas homens aos cargos de gerência da empresa...
O Estado brasileiro pegou um CNPJ para usar de bode expiatório, no perfeito sentido girardiano da coisa, para expiar o sexismo "estrutural" da sociedade brasileira e, com isso, celebrar, diante do cadáver financeiro da vítima, a sinalização máxima de virtude progressista. Piada. Escárnio. Patético. Ridículo. Esdrúxulo. Lixo.
Pelo menos o velho socialismo fazia essas atrocidades em nome de uma, vá lá, suposta justiça pela classe que trabalhava e gerava a riqueza... agora o socialismo bunda mole dos sinalizadores de virtude modernos o faz em nome da "mulher hipotética" que sofre o sexismo estrutural da sociedade. Os cursos de direito brasileiro têm que ser refundados urgentemente.
A Constituição, justamente, veda discriminação sexista nos processos seletivos em empresas privadas como um dos limites à liberdade empresarial. Ok. Agora, isso foi provado nesse processo promovido pelo Ministério Público do Trabalho? Não... não houve qualquer prova de que a Ortobom praticasse processos seletivos sexistas privilegiando homens para cargos de gerência. O fundamento da condenação? DISRIMINAÇÃO INDIRETA E ESTRUTURAL. Ah.. sim... esse adjetivo nojento: "estrutural".
A Ortobom, uma pessoa jurídica que seguiu a lei e não praticou nenhuma ilegalidade, FOI CONDENADA EM 300 MIL REAIS porque há "sexismo estrutural" na sociedade brasileira e, mais especificamente, na cidade de ARAPONGAS... porque lá há 51% de mulheres e nenhuma em cargo de gerência na empresa. Isso, essa "estrutura" ideológica, opaca e indefinida, gerou todo o contexto sexista que levou apenas homens aos cargos de gerência da empresa...
O Estado brasileiro pegou um CNPJ para usar de bode expiatório, no perfeito sentido girardiano da coisa, para expiar o sexismo "estrutural" da sociedade brasileira e, com isso, celebrar, diante do cadáver financeiro da vítima, a sinalização máxima de virtude progressista. Piada. Escárnio. Patético. Ridículo. Esdrúxulo. Lixo.
Pelo menos o velho socialismo fazia essas atrocidades em nome de uma, vá lá, suposta justiça pela classe que trabalhava e gerava a riqueza... agora o socialismo bunda mole dos sinalizadores de virtude modernos o faz em nome da "mulher hipotética" que sofre o sexismo estrutural da sociedade. Os cursos de direito brasileiro têm que ser refundados urgentemente.
👏26👍3❤1
June 24
Por mais que o Jones Manoel e outros webcomunistas ingressos na política eleitoral sejam minúsculos e cômicos, não devem ser subestimados. Lembrem-se: em 1910, Vladimir Lênin era um completo desconhecido, marginal e fugitivo nos subsolos do czarismo.
Por que digo isso? Há, na geologia e na cosmologia, o conceito da "ilusão de continuidade", onde é normal o estudo de quantidades massivas de tempo, na escala das centenas de milhões de anos. Por causa disso, períodos nessa escala podem parecer quase eternos, gerando essa ilusão de continuidade. Os dinossauros governaram a terra por cerca de 200 milhões de anos, e, depois de tanto tempo, nada indicava, e na verdade apontava, para a sua continuidade... até que em 24 horas tudo acabou. Ilusão de continuidade.
O mesmo se aplica, com sua devida proporção, às sociedades e regimes humanos. O czarismo russo, para os observadores até 1914, parecia, em boa parte, robusto o suficiente para conseguir fazer lentas porém necessárias mudanças internas e já dava sinais de um processo de industrialização pronto para a expansão. Superadas as crises contra os revolucionários internos e a impopularidade do czar com a criação da Duma, o império prometia um futuro duradouro, tecnológico e, quiçá, mais aberto à Europa.
Vladimir Lênin, nessa época, estava entrando e saindo da Rússia e de suas prisões, um marginal ignorado cujos livros de economia agrária e constantes escaramuças com outros inimigos internos da patota revolucionária eram, para 99% da população do império com mais de 100 milhões de habitantes, irrelevantes. O grupelho de Lênin era ainda mais impopular que a estranha seita dos Skoptsi, famosa por esmagar os testículos de seus membros como expiação pelo pecado da luxúria.
No entanto, uma década depois, o império multicentenário dos czares já havia sido varrido para a lata de lixo da história e o desconhecido intelectualzinho marginal, Lênin, havia se entronizado como o ditador de novo regime cujo recém-lançado Terror Vermelho alcançava níveis de violência inéditos desde as guerras napoleônicas. Seu seguidor, um gângster georgiano que, no auge dos seus 45 anos de idade, havia apenas o mérito de roubar bancos e ter casos com meninas siberianas, preparava-se para transformar a Rússia num matadouro industrial que ninguém antes sequer imaginaria possível em seus piores pesadelos.
Em 1914, todos estavam sob o efeito da ilusão de continuidade... e o pior é que ninguém sabe quando ela se romperá. Pense você, hoje, brasileiro, vivendo nessa republiqueta falida, instável e sendo corroída internamente pelo tráfico de drogas e a violência urbana. O Jones Manoel, hoje, é uma piada... mas e nos próximos dez anos? O Brasil é um país tão instável, inseguro e cada vez mais insustentável que os prospectos para que um excêntrico e marginal webcomunista acabe tomando o poder não são tão inverossímeis.
Talvez estejamos todos vivendo sob a ilusão de continuidade, só esperando, inadvertidamente, que ela se rompa para nos jogar nas voragens imprevisíveis da história.
Por que digo isso? Há, na geologia e na cosmologia, o conceito da "ilusão de continuidade", onde é normal o estudo de quantidades massivas de tempo, na escala das centenas de milhões de anos. Por causa disso, períodos nessa escala podem parecer quase eternos, gerando essa ilusão de continuidade. Os dinossauros governaram a terra por cerca de 200 milhões de anos, e, depois de tanto tempo, nada indicava, e na verdade apontava, para a sua continuidade... até que em 24 horas tudo acabou. Ilusão de continuidade.
O mesmo se aplica, com sua devida proporção, às sociedades e regimes humanos. O czarismo russo, para os observadores até 1914, parecia, em boa parte, robusto o suficiente para conseguir fazer lentas porém necessárias mudanças internas e já dava sinais de um processo de industrialização pronto para a expansão. Superadas as crises contra os revolucionários internos e a impopularidade do czar com a criação da Duma, o império prometia um futuro duradouro, tecnológico e, quiçá, mais aberto à Europa.
Vladimir Lênin, nessa época, estava entrando e saindo da Rússia e de suas prisões, um marginal ignorado cujos livros de economia agrária e constantes escaramuças com outros inimigos internos da patota revolucionária eram, para 99% da população do império com mais de 100 milhões de habitantes, irrelevantes. O grupelho de Lênin era ainda mais impopular que a estranha seita dos Skoptsi, famosa por esmagar os testículos de seus membros como expiação pelo pecado da luxúria.
No entanto, uma década depois, o império multicentenário dos czares já havia sido varrido para a lata de lixo da história e o desconhecido intelectualzinho marginal, Lênin, havia se entronizado como o ditador de novo regime cujo recém-lançado Terror Vermelho alcançava níveis de violência inéditos desde as guerras napoleônicas. Seu seguidor, um gângster georgiano que, no auge dos seus 45 anos de idade, havia apenas o mérito de roubar bancos e ter casos com meninas siberianas, preparava-se para transformar a Rússia num matadouro industrial que ninguém antes sequer imaginaria possível em seus piores pesadelos.
Em 1914, todos estavam sob o efeito da ilusão de continuidade... e o pior é que ninguém sabe quando ela se romperá. Pense você, hoje, brasileiro, vivendo nessa republiqueta falida, instável e sendo corroída internamente pelo tráfico de drogas e a violência urbana. O Jones Manoel, hoje, é uma piada... mas e nos próximos dez anos? O Brasil é um país tão instável, inseguro e cada vez mais insustentável que os prospectos para que um excêntrico e marginal webcomunista acabe tomando o poder não são tão inverossímeis.
Talvez estejamos todos vivendo sob a ilusão de continuidade, só esperando, inadvertidamente, que ela se rompa para nos jogar nas voragens imprevisíveis da história.
👏25❤3🥴1
June 24
Tenha vergonha na sua cara, Itamaraty, e deixe de sujar a reputação e a história da diplomacia brasileira: "TRAIDORES DA PÁTRIA"?!
O Itamaraty, embora subordinado ao Executivo, tem que ter postura, independência de pensamento e linguagem própria, e não se tornar um órgão de propaganda e das ambições politiqueiras do Presidente e seu partideco. QUEM É VOCÊ, ITAMARATY, para dizer quem é traidor da pátria, quem é um "verdadeiro brasileiro", ou não? Ponha-se no seu lugar e atenha-se às suas atribuições; ninguém pediu o seu julgamento quanto a assuntos políticos e judiciais internos do Brasil - principalmente numa redes social.
Esse é mais um exemplo do deletério efeito do lulopetismo na administração pública... a nossa diplomacia, já manchada por duas décadas de submissão aos piores e mais autoritários regimes do mundo, agora rebaixou sua linguagem à do militante financiado a pão com mortadela... à do pelego de sindicado brigão de rua. Realmente difícil... serão décadas de trocas de quadros internos para limpar esse bolor ideológico nojento e subserviente que se incrustou na administração do Estado brasileiro na era do petismo.
Eu já almejei ser diplomata quando era mais jovem, mas, depois de ver como a diplomacia brasileira que eu admirava já havia se transformado em mero órgão de chancela ideológica do estúpido e retrógrado terceiromundismo petista, desisti. É tudo decadente por aqui.
O Itamaraty, embora subordinado ao Executivo, tem que ter postura, independência de pensamento e linguagem própria, e não se tornar um órgão de propaganda e das ambições politiqueiras do Presidente e seu partideco. QUEM É VOCÊ, ITAMARATY, para dizer quem é traidor da pátria, quem é um "verdadeiro brasileiro", ou não? Ponha-se no seu lugar e atenha-se às suas atribuições; ninguém pediu o seu julgamento quanto a assuntos políticos e judiciais internos do Brasil - principalmente numa redes social.
Esse é mais um exemplo do deletério efeito do lulopetismo na administração pública... a nossa diplomacia, já manchada por duas décadas de submissão aos piores e mais autoritários regimes do mundo, agora rebaixou sua linguagem à do militante financiado a pão com mortadela... à do pelego de sindicado brigão de rua. Realmente difícil... serão décadas de trocas de quadros internos para limpar esse bolor ideológico nojento e subserviente que se incrustou na administração do Estado brasileiro na era do petismo.
Eu já almejei ser diplomata quando era mais jovem, mas, depois de ver como a diplomacia brasileira que eu admirava já havia se transformado em mero órgão de chancela ideológica do estúpido e retrógrado terceiromundismo petista, desisti. É tudo decadente por aqui.
👏28👍4
June 25
Foto rara e interessantíssima de dezembro de 1937, durante a eleição do soviete supremo da União Soviética. Josef Stálin, em destaque, está inserindo seu voto na urna; atrás dele, está Molotov e, quase escondido em sua silhueta, está Vorochilov. Mas é a figura mais à esquerda, também votando, que é relevante e nos revela o que foi essa eleição.
Medindo meros 1.51cm de altura, o outro votante é Nikolai Yezhov, o então líder da temida polícia política, NKVD. Apelidado de "anão sanguinário", Yezhov havia há pouco tomado a posição de Genrikh Yagoda e conduzia, a mando de Stálin, a fase mais assombrosa de violência política nos Grandes Expurgos. Poucos meses depois dessa foto, o próprio Yezhov, seguindo a promotoria soviética, enquadrou seu antigo chefe, Yagoda, como criminosos trotskista e o fuzilou. Não surpreendentemente, o Bloco de Comunistas e Sem Partido, o único bloco legalmente permitido a concorrer e conduzido por Stálin, ganhou a eleição com 99% dos votos.
Essa foto e esse contexto ilustram bem o que havia se tornado o conceito de "centralismo democrático" avançado por Vladimir Lênin, que intencionava estabelecer um sistema democrático de liderança dentro da estrutura hierárquica do Partido de Vanguarda. Stálin mantinha a fachada democrática com o comício eleitoral, o rito do sufrágio e as assinaturas de seus aliados nos documentos oficiais, justamente para diluir sua responsabilidade formal enquanto exercia seu poder pessoal.
Pobre Lênin, a dialética das contradições entre a democracia horizontal e a autoridade vertical não funcionou, porque o velho líder bolchevique, embora extremamente pragmático, também era um idealista ingênuo. Ingenuidade grosseira, para dizer a verdade, porque qualquer um que compreenda incentivos humanos poderia prever o resultado inevitável: a ditadura pessoal de Stálin e seus capangas.
Medindo meros 1.51cm de altura, o outro votante é Nikolai Yezhov, o então líder da temida polícia política, NKVD. Apelidado de "anão sanguinário", Yezhov havia há pouco tomado a posição de Genrikh Yagoda e conduzia, a mando de Stálin, a fase mais assombrosa de violência política nos Grandes Expurgos. Poucos meses depois dessa foto, o próprio Yezhov, seguindo a promotoria soviética, enquadrou seu antigo chefe, Yagoda, como criminosos trotskista e o fuzilou. Não surpreendentemente, o Bloco de Comunistas e Sem Partido, o único bloco legalmente permitido a concorrer e conduzido por Stálin, ganhou a eleição com 99% dos votos.
Essa foto e esse contexto ilustram bem o que havia se tornado o conceito de "centralismo democrático" avançado por Vladimir Lênin, que intencionava estabelecer um sistema democrático de liderança dentro da estrutura hierárquica do Partido de Vanguarda. Stálin mantinha a fachada democrática com o comício eleitoral, o rito do sufrágio e as assinaturas de seus aliados nos documentos oficiais, justamente para diluir sua responsabilidade formal enquanto exercia seu poder pessoal.
Pobre Lênin, a dialética das contradições entre a democracia horizontal e a autoridade vertical não funcionou, porque o velho líder bolchevique, embora extremamente pragmático, também era um idealista ingênuo. Ingenuidade grosseira, para dizer a verdade, porque qualquer um que compreenda incentivos humanos poderia prever o resultado inevitável: a ditadura pessoal de Stálin e seus capangas.
👍18❤1
June 26
Lula, pra variar, promove a desunião nacional e a briga entre brasileiros para avançar sua nauseabunda e falida agenda política cujo fracasso as duas últimas décadas já comprovam.
Mas Lula ainda por cima é um covarde: fala grosso assim, insinuando crime de nazismo e racismo por parte dos catarinenses, apenas para seu público mais cativo, os pobres nordestinos que se tornaram os mais dependentes do assistencialismo que ele promove. Típico político socialista que joga os necessitados e escravizados no assistencialismo governamental contra um dos Estados que mais contribui financeiramente para manter o sistema tributário que favorece e enriquece políticos como Lula.
Lula e o PT são cancerígenos, corruptos e anacrônicos, semeiam a desunião entre as regiões brasileiras para fortalecer, à custas dos mais pobres, o sistema perdulário que os enriquece. Apenas com a completa destruição do lulopetismo o Brasil conseguirá entrar de vez no século XXI, mesmo com duas décadas perdidas.
Mas Lula ainda por cima é um covarde: fala grosso assim, insinuando crime de nazismo e racismo por parte dos catarinenses, apenas para seu público mais cativo, os pobres nordestinos que se tornaram os mais dependentes do assistencialismo que ele promove. Típico político socialista que joga os necessitados e escravizados no assistencialismo governamental contra um dos Estados que mais contribui financeiramente para manter o sistema tributário que favorece e enriquece políticos como Lula.
Lula e o PT são cancerígenos, corruptos e anacrônicos, semeiam a desunião entre as regiões brasileiras para fortalecer, à custas dos mais pobres, o sistema perdulário que os enriquece. Apenas com a completa destruição do lulopetismo o Brasil conseguirá entrar de vez no século XXI, mesmo com duas décadas perdidas.
👍25👏6🤮2❤1
June 27
Esses não são homens de negócio ou funcionários públicos, são três membros de uma das mais eficientes e brutais organizações genocidas da história da humanidade: Ieng Sary, Pol Pot e Son Sen, líderes do Khmer Vermelho, o Partido Comunista do Camboja.
Essa foto foi tirada no início dos anos 90, mais de uma década após o Estado controlado por esses homens ter sofrido a sua vertiginosa queda em fevereiro de 1979. No seu rastro, cerca de 1.5 milhões de cambojanos haviam sido assassinados e esses homens, junto com suas famílias e o que havia restado das guerrilhas, fugiram para as selvas de Pailin, no extremo Oeste do país. Lá, continuaram a viver como caciques de suas tribos e se mantiveram através da extorsão de fazendeiros locais e ajuda financeira da China.
Embora Pol Pot seja o mais infame nome associado ao Khmer Vermelho, outras figuras, como Son Sen, foram tão responsáveis quanto o líder carismático pelos crimes do regime. Son Sen deixou suas assinaturas em ordens que demandavam o extermínio sistemático de mais de 100 mil cambojanos da zona Leste como forma de causar o terror na população e mantê-la na linha. As ordens foram cumpridas, e sua esposa, a então Ministra da Informação, Yun Yat, apoiou as medidas ordenadas pelo seu marido.
Mas, como bons comunistas, a autofagia revolucionária sempre retorna e, dessa vez, ceifou a vida de Son Sen, sua esposa Yun Yat, e seus vários filhos. Como a head da matéria da Folha que encontrei, em junho de 1997, já muito idoso, Pol Pot ordenou o expurgo de Son Sen e sua família. Eles foram presos como "espiões do Vietnã", massacrados e jogados em valas públicas. Depois de décadas de militância e apoio incondicional a Pol Pot e sua revolução, Son Sen, sua esposa Yun Yat e seus filhos foram exterminados de maneira similar aos milhões de cambojanos mortos durante o regime que eles encabeçaram.
Justiça poética. Pelo menos isso.
Essa foto foi tirada no início dos anos 90, mais de uma década após o Estado controlado por esses homens ter sofrido a sua vertiginosa queda em fevereiro de 1979. No seu rastro, cerca de 1.5 milhões de cambojanos haviam sido assassinados e esses homens, junto com suas famílias e o que havia restado das guerrilhas, fugiram para as selvas de Pailin, no extremo Oeste do país. Lá, continuaram a viver como caciques de suas tribos e se mantiveram através da extorsão de fazendeiros locais e ajuda financeira da China.
Embora Pol Pot seja o mais infame nome associado ao Khmer Vermelho, outras figuras, como Son Sen, foram tão responsáveis quanto o líder carismático pelos crimes do regime. Son Sen deixou suas assinaturas em ordens que demandavam o extermínio sistemático de mais de 100 mil cambojanos da zona Leste como forma de causar o terror na população e mantê-la na linha. As ordens foram cumpridas, e sua esposa, a então Ministra da Informação, Yun Yat, apoiou as medidas ordenadas pelo seu marido.
Mas, como bons comunistas, a autofagia revolucionária sempre retorna e, dessa vez, ceifou a vida de Son Sen, sua esposa Yun Yat, e seus vários filhos. Como a head da matéria da Folha que encontrei, em junho de 1997, já muito idoso, Pol Pot ordenou o expurgo de Son Sen e sua família. Eles foram presos como "espiões do Vietnã", massacrados e jogados em valas públicas. Depois de décadas de militância e apoio incondicional a Pol Pot e sua revolução, Son Sen, sua esposa Yun Yat e seus filhos foram exterminados de maneira similar aos milhões de cambojanos mortos durante o regime que eles encabeçaram.
Justiça poética. Pelo menos isso.
👍19🔥2
June 29
Como sou conhecido por ser um professor, permitam-me ensinar algo básico que muitos tontos por aí se esquecem: mensagens em comentários no Instagram, em vídeos de YouTube ou em grupos de Telegram NÃO SÃO REFUTAÇÕES.
Eu sei, pareço estar falando com crianças, mas tem que ser dito: se você quer ser levado a sério em seus argumentos que intencionam refutar algum trabalho formal de outrem, seja livro, artigo ou vídeo, então formalize seu argumento da maneira adequada. De alguma forma, torne-o autônomo para que seja perfeitamente lido, compreendido e aberto à réplicas. Pode até ser via E-mail, mas o formalize de acordo com a seriedade que você deseja receber.
Não amigo, você não me refutou coisa alguma, porque eu nem sequer lembro da sua poderosa mensagem refutadora em algum grupo do Telegram. Eu recebo "mensagens me refutando" aos montes, todo dia, e são todas elas apenas barulho aleatório na internet como qualquer outro comentário. O meio pelo qual você formaliza seu argumento é a medida em que ele será levado a sério.
Se quiser refutar algo meu, seja meu livro, meus artigos, meus vídeos etc., então o faça através de livros, artigos, vídeos... senão eu nem sequer te respeito. Abraços.
Eu sei, pareço estar falando com crianças, mas tem que ser dito: se você quer ser levado a sério em seus argumentos que intencionam refutar algum trabalho formal de outrem, seja livro, artigo ou vídeo, então formalize seu argumento da maneira adequada. De alguma forma, torne-o autônomo para que seja perfeitamente lido, compreendido e aberto à réplicas. Pode até ser via E-mail, mas o formalize de acordo com a seriedade que você deseja receber.
Não amigo, você não me refutou coisa alguma, porque eu nem sequer lembro da sua poderosa mensagem refutadora em algum grupo do Telegram. Eu recebo "mensagens me refutando" aos montes, todo dia, e são todas elas apenas barulho aleatório na internet como qualquer outro comentário. O meio pelo qual você formaliza seu argumento é a medida em que ele será levado a sério.
Se quiser refutar algo meu, seja meu livro, meus artigos, meus vídeos etc., então o faça através de livros, artigos, vídeos... senão eu nem sequer te respeito. Abraços.
👍25👏9
June 30
Esta é uma rara foto de Adolf Hitler, então Chanceler-ditador nazista, e a Rainha Elena da Itália, esposa do então Rei Vítor Emanuel III, alcunhada de "Elena de Montenegro" porque era filha Nicolau I, rei de Montenegro. A foto captura um momento bizarro e cômico que envergonhou Hitler.
No dia 06 de maio de 1938, Hitler e seu séquito de ministros e diplomatas visitavam a Itália fascista após o Anschluss que anexou a Áustria ao Reich germânico. Naquela tarde, o príncipe Colonna, governante da cidade de Roma, deu uma recepção de pompa no capitólio para os alemães e toda a corte monárquica a aristorática italiana compareceu. Sem sabê-lo, à Hitler foi incumbido a tarefa de iniciar a dança polonaise pela fileira de convidados, e seu par era a própria Rinha, que estava ao seu lado. Todo sem jeito e pego de surpresa, o Führer teve que conduzir a velha rainha nesse ritual aristocrático de dança típica perante todos e, quando passaram perto do grupo maior de espectadores, alguns até se ajoelharam para beijar o vestido da rainha.
Nesse momento, o piloto pessoal de Hitler que também atendeu a cerimônia, Hans Baur, relatou o seguinte:
"Quando Hitler percebeu isso [os súditos tentando beijar o vestido da rainha], ficou vermelho. Com alguma formalidade, puxou a rainha para longe das pessoas e tentou atravessar o corredor o mais rápido possível. Ao vê-lo no final do ritual, achamos que fosse ter um infarto".
Mais tarde naquela noite, Hitler se queixou para seu séquito que havia se sentido um animal exótico num zoológico sendo fitado por todos aqueles aristocratas arrogantes e estranhos. De fato, Hitler notoriamente odiava as antigas classes aristocráticas e monárquicas, e chegou até mesmo a elogiar os "velhos soicial-democratas [marxistas]" por terem derrubado a antiga monarquia, mesmo que ao custo de instaurar a República de Weimar, que ele também odiava.
Sua impressão pessoal da Rainha Elena também não foi muito boa. Antes da gafe da dança, ele havia sentado ao seu lado no jantar de recepção e, segundo outro membro do séquito nazi, ambos não trocaram sequer uma palavra durante todo o evento. Hitler ainda chamou Elena de "idiota" e "essa ladra de carneiros vinda de Montenegro" - porque seu pai, o Rei Nicolau, havia sido apelidado de "ladrão de carneiros" por Guilherme II.
O que salvou a viagem toda para Hitler foi o pouco tempo que passou com Mussolini, um "homem como eu, vindo das classes baixas e em sintonia com o povo". Nessa ocasião, ambos os ditadores discutiram o futuro da Tchecoslováquia e Mussolini deu a entender que não se importava com seu futuro, o que Hitler aceitou de bom grado. Foi o passo decisivo para o infame "acordo de Munique" que aconteceria alguns meses depois.
No dia 06 de maio de 1938, Hitler e seu séquito de ministros e diplomatas visitavam a Itália fascista após o Anschluss que anexou a Áustria ao Reich germânico. Naquela tarde, o príncipe Colonna, governante da cidade de Roma, deu uma recepção de pompa no capitólio para os alemães e toda a corte monárquica a aristorática italiana compareceu. Sem sabê-lo, à Hitler foi incumbido a tarefa de iniciar a dança polonaise pela fileira de convidados, e seu par era a própria Rinha, que estava ao seu lado. Todo sem jeito e pego de surpresa, o Führer teve que conduzir a velha rainha nesse ritual aristocrático de dança típica perante todos e, quando passaram perto do grupo maior de espectadores, alguns até se ajoelharam para beijar o vestido da rainha.
Nesse momento, o piloto pessoal de Hitler que também atendeu a cerimônia, Hans Baur, relatou o seguinte:
"Quando Hitler percebeu isso [os súditos tentando beijar o vestido da rainha], ficou vermelho. Com alguma formalidade, puxou a rainha para longe das pessoas e tentou atravessar o corredor o mais rápido possível. Ao vê-lo no final do ritual, achamos que fosse ter um infarto".
Mais tarde naquela noite, Hitler se queixou para seu séquito que havia se sentido um animal exótico num zoológico sendo fitado por todos aqueles aristocratas arrogantes e estranhos. De fato, Hitler notoriamente odiava as antigas classes aristocráticas e monárquicas, e chegou até mesmo a elogiar os "velhos soicial-democratas [marxistas]" por terem derrubado a antiga monarquia, mesmo que ao custo de instaurar a República de Weimar, que ele também odiava.
Sua impressão pessoal da Rainha Elena também não foi muito boa. Antes da gafe da dança, ele havia sentado ao seu lado no jantar de recepção e, segundo outro membro do séquito nazi, ambos não trocaram sequer uma palavra durante todo o evento. Hitler ainda chamou Elena de "idiota" e "essa ladra de carneiros vinda de Montenegro" - porque seu pai, o Rei Nicolau, havia sido apelidado de "ladrão de carneiros" por Guilherme II.
O que salvou a viagem toda para Hitler foi o pouco tempo que passou com Mussolini, um "homem como eu, vindo das classes baixas e em sintonia com o povo". Nessa ocasião, ambos os ditadores discutiram o futuro da Tchecoslováquia e Mussolini deu a entender que não se importava com seu futuro, o que Hitler aceitou de bom grado. Foi o passo decisivo para o infame "acordo de Munique" que aconteceria alguns meses depois.
👏18🤣4
June 30
Vi esta postagem no Instagram e, ao abrir os comentários, fiquei surpreso: o problema eleitoral brasileiro apresentado de maneira clara.
Percebam uma coisa: o Brasil não está dividido entre projetos de país ou diferenças técnicas, mas entre uma parte que entende o histórico da política brasileira e outro que é cego por ideologia e acredita em palavras sem respaldo na realidade.
O Alexandre, que, vamos dizer, representa o eleitorado antipetista, entende o que aconteceu no país pelo menos desde 2003: um partido político, o Partido dos Trabalhadores, governou vários mandatos com o exercício do poder mais desimpedido desde 1988. Chegou até mesmo a tentar corromper o Poder Legislativo e dar um golpe na funcionalidade do sistema dos Três Poderes, além de ter gerado a pior crise econômica desde a hiperinflação dos anos 80. O PT poderia, a rigor, ter encabeçado e emplacado vários projetos que alegam hoje ser importantes "para salvar a democracia", além de ter lutado contra a metástase do narcotráfico, mas não fez nada disso. Não havia, nesse período de 2003-2016, nenhuma "extrema-direita" eleitoral e politicamente relevante; a "oposição" era o lado frouxo da esquerda, o PSDB, que sempre esteve mais simpatia pelo PT do que qualquer direita ou extrema-direita.
A Maria, por sua vez, representa aquela parte do eleitorado sonâmbula e ideologicamente cega, que acredita que o PT, desde 2003, sempre foi limitado de fazer o necessário porque "a extrema-direita" o impediu... ela, provavelmente, deve acreditar que o PSDB, partido de esquerda gramscista, era "extrema-direita" porque fazia oposição eleitoral ao PT... e que o PT e a democracia somente teriam sido salvas se o Lula tivesse tido todo o poder para fazer o que quisesse. É uma visão autoritária e historicamente errada, chancelada na cabeça dela pelo seu amor ideológico à causa lulopetista. Qualquer oposição se torna, até mesmo através de um revisionismo histórico grotesco, a "extrema-direita", esse inimigo histórico, onipotente que ronda o Brasil como um espectro, impedindo o pobre Lula...
Não há conciliação entre as duas partes. Uma está tentando entender o presente através do histórico político e econômico do passado; a outra está distorcendo o presente e o passado para justificar uma visão ideológica e um projeto de poder independente do respaldo na realidade. Pelo menos o Lula e o PT já estão condenados à lata de lixo da história brasileira como o grupo político mais incompetente, perdulário e inútil até agora no século XXI, que nos condenou a duas décadas perdidas - com a possibilidade de emendar uma terceira caso ganhe esse ano.
Percebam uma coisa: o Brasil não está dividido entre projetos de país ou diferenças técnicas, mas entre uma parte que entende o histórico da política brasileira e outro que é cego por ideologia e acredita em palavras sem respaldo na realidade.
O Alexandre, que, vamos dizer, representa o eleitorado antipetista, entende o que aconteceu no país pelo menos desde 2003: um partido político, o Partido dos Trabalhadores, governou vários mandatos com o exercício do poder mais desimpedido desde 1988. Chegou até mesmo a tentar corromper o Poder Legislativo e dar um golpe na funcionalidade do sistema dos Três Poderes, além de ter gerado a pior crise econômica desde a hiperinflação dos anos 80. O PT poderia, a rigor, ter encabeçado e emplacado vários projetos que alegam hoje ser importantes "para salvar a democracia", além de ter lutado contra a metástase do narcotráfico, mas não fez nada disso. Não havia, nesse período de 2003-2016, nenhuma "extrema-direita" eleitoral e politicamente relevante; a "oposição" era o lado frouxo da esquerda, o PSDB, que sempre esteve mais simpatia pelo PT do que qualquer direita ou extrema-direita.
A Maria, por sua vez, representa aquela parte do eleitorado sonâmbula e ideologicamente cega, que acredita que o PT, desde 2003, sempre foi limitado de fazer o necessário porque "a extrema-direita" o impediu... ela, provavelmente, deve acreditar que o PSDB, partido de esquerda gramscista, era "extrema-direita" porque fazia oposição eleitoral ao PT... e que o PT e a democracia somente teriam sido salvas se o Lula tivesse tido todo o poder para fazer o que quisesse. É uma visão autoritária e historicamente errada, chancelada na cabeça dela pelo seu amor ideológico à causa lulopetista. Qualquer oposição se torna, até mesmo através de um revisionismo histórico grotesco, a "extrema-direita", esse inimigo histórico, onipotente que ronda o Brasil como um espectro, impedindo o pobre Lula...
Não há conciliação entre as duas partes. Uma está tentando entender o presente através do histórico político e econômico do passado; a outra está distorcendo o presente e o passado para justificar uma visão ideológica e um projeto de poder independente do respaldo na realidade. Pelo menos o Lula e o PT já estão condenados à lata de lixo da história brasileira como o grupo político mais incompetente, perdulário e inútil até agora no século XXI, que nos condenou a duas décadas perdidas - com a possibilidade de emendar uma terceira caso ganhe esse ano.
👏24❤6
July 1
Há alguns meses atrás, essa página de "história" do webcomunista Ian Neves tentou contestar que Stálin, então com 37-38 anos, supostamente se relacionou e engravidou duas vezes Lídia Pereprygina, então com 13 a 15 anos de idade, durante o relacionamento.
Eu, nessa minha resposta, elenquei uma série de argumentos, a cronologia e os fatos comprovados... mas mês passado, em 11 de junho, uma nova fonte sobre a data de nascimento da criança, Alexandre Davydov, foi encontrada na Rússia. Primeiro, vamos lembrar o problema cronológico, como escrevi:
"Primeiramente, vamos checar a cronologia dos fatos. Stálin chegou na Sibéria em agosto de 1913, e o caso com Lídia teve início a partir do início de 1914 e durou pelo menos até dezembro de 1916, quando ele foi transferido para Achinsk e depois libertado pela Revolução de Fevereiro. Lídia nasceu em 1900, e não sabemos o mês, mas é legítimo especular que há uma chance razoável de que ela tinha 13 anos quando o relacionamento começou.
Stálin se afastou de vez da vila em que morava com a família de Lídia em dezembro de 1916, e o suposto filho ilegítimo de ambos se chamava Alexander Davydov, e sua data de nascimento é confusa. A maioria das fontes a apontam para abril de 1917, enquanto uma minoria de origem russa aponta para dezembro de 1917. Se for abril, então a chance de ter sido filho ilegítimo de Stálin é bem real; se for dezembro, então é extremamente improvável que tenha sido filho de Stálin. Como não há uma prova cabal que possa resolver essa questão, jogamos a data de abril como a mais provável porque é o que a maioria das fontes apontam".
Pois bem, agora temos uma prova cabal. Não é nem abril nem dezembro de 1917, mas 21 de agosto de 1917. O registro é proveniente da Catedral da Transfiguração de Turukhansk, no seu livro de nascimentos do ano de 1917, que foi encontrado no Arquivo de Estado do Território de Krasnoyarsk por historiadores russos.
Tradução de IA desse trecho da matéria (não entendo russo):
"No livro métrico sobrevivente da Catedral da Transfiguração de Turukhansk para o ano de 1917, foi identificada a entrada nº 17, segundo a qual Alexander Pereprygin nasceu em 21 de agosto de 1917, e não em 6 de novembro de 1917. Na coluna “Pais” está escrito: “Da população de Turukhansk, a donzela cossaca Lidiya Platonova Pereprygina, de fé ortodoxa".
Então, se Alexander nasceu em agosto de 1917, e Stálin ainda estava com Lídia em dezembro de 1916, a sua paternidade é perfeitamente possível dentro da cronologia esperada de uma gravidez normal - cerca de 8 meses de gestação.
A celeuma acerca da correta data de nascimento de Alexander Davydov era o último obstáculo para o fim da presunção de inocência de Stálin. O conjunto probatório atual claramente aponta para que Stálin realmente teve um filho com a jovem Lídia, fruto de um relacionamento que se iniciou quando ela tinha 13 anos.
(Foto anexada é do livro de nascimento onde costa o nome do filho de Stálin; e o link da matéria original está no comentário deste post, abaixo):
Eu, nessa minha resposta, elenquei uma série de argumentos, a cronologia e os fatos comprovados... mas mês passado, em 11 de junho, uma nova fonte sobre a data de nascimento da criança, Alexandre Davydov, foi encontrada na Rússia. Primeiro, vamos lembrar o problema cronológico, como escrevi:
"Primeiramente, vamos checar a cronologia dos fatos. Stálin chegou na Sibéria em agosto de 1913, e o caso com Lídia teve início a partir do início de 1914 e durou pelo menos até dezembro de 1916, quando ele foi transferido para Achinsk e depois libertado pela Revolução de Fevereiro. Lídia nasceu em 1900, e não sabemos o mês, mas é legítimo especular que há uma chance razoável de que ela tinha 13 anos quando o relacionamento começou.
Stálin se afastou de vez da vila em que morava com a família de Lídia em dezembro de 1916, e o suposto filho ilegítimo de ambos se chamava Alexander Davydov, e sua data de nascimento é confusa. A maioria das fontes a apontam para abril de 1917, enquanto uma minoria de origem russa aponta para dezembro de 1917. Se for abril, então a chance de ter sido filho ilegítimo de Stálin é bem real; se for dezembro, então é extremamente improvável que tenha sido filho de Stálin. Como não há uma prova cabal que possa resolver essa questão, jogamos a data de abril como a mais provável porque é o que a maioria das fontes apontam".
Pois bem, agora temos uma prova cabal. Não é nem abril nem dezembro de 1917, mas 21 de agosto de 1917. O registro é proveniente da Catedral da Transfiguração de Turukhansk, no seu livro de nascimentos do ano de 1917, que foi encontrado no Arquivo de Estado do Território de Krasnoyarsk por historiadores russos.
Tradução de IA desse trecho da matéria (não entendo russo):
"No livro métrico sobrevivente da Catedral da Transfiguração de Turukhansk para o ano de 1917, foi identificada a entrada nº 17, segundo a qual Alexander Pereprygin nasceu em 21 de agosto de 1917, e não em 6 de novembro de 1917. Na coluna “Pais” está escrito: “Da população de Turukhansk, a donzela cossaca Lidiya Platonova Pereprygina, de fé ortodoxa".
Então, se Alexander nasceu em agosto de 1917, e Stálin ainda estava com Lídia em dezembro de 1916, a sua paternidade é perfeitamente possível dentro da cronologia esperada de uma gravidez normal - cerca de 8 meses de gestação.
A celeuma acerca da correta data de nascimento de Alexander Davydov era o último obstáculo para o fim da presunção de inocência de Stálin. O conjunto probatório atual claramente aponta para que Stálin realmente teve um filho com a jovem Lídia, fruto de um relacionamento que se iniciou quando ela tinha 13 anos.
(Foto anexada é do livro de nascimento onde costa o nome do filho de Stálin; e o link da matéria original está no comentário deste post, abaixo):
👍17🔥9❤2
July 3
Uma curiosidade do mundo acadêmico de humanas é a liberdade de meter freestyles e criar conceitos baseados em outros conceitos que não precisam, a rigor, ter relação com a realidade. Como assim? Vejamos o "cristofascismo bolsonarista".
Que tese pomposa: "O trabalho surdo da destruição: o pessimismo cristão e niilismo nos primeiros romances de Machado de Assis à luz do cristofascismo bolsonarista". Realmente, deveras intelectus. Mas o que isso significa?
A ideia do "cristofascismo" como base conceitual para o trabalho já começa problemática porque não é um conceito histórico acertado, e é bem contestado, porque provém da Dorothee Sölle, uma teóloga luterana alemã adepta da teologia da libertação e militante feminista radical. Ela, apesar de usar "fascismo" no nome do conceito, limitou-se ao nacional-socialismo e sua relação com as igrejas cristãs durante os anos 1930, mas de maneira bem recortada e peculiar: a autora não explica como o nazismo era, essencialmente, anticristão e inimigo da Igreja Católica e almejava controlar as igrejas alemãs para futuramente destruí-las após a guerra, como a liderança planejava, e nem mesmo tentou explica como seria possível conciliar as vertentes da ideologia nazi com o catolicismo, o protestantismo e nem sequer analisou a "arianização" do cristianismo.
A partir disso, o teólogo brasileiro Fábio Py decidiu, em 2020, pegar toda esse arcabouço contestado e problemático de Dorothee Sölle e aplica-lo ao bolsonarismo e sua relação com as igrejas evangélicas. Um conceito enviesado, recortado, incompleto e contestado foi, sem muita consciência crítica, transportado para um fenômeno brasileiro no século XXI porque sua popularidade com os evangélicos parecia, para o autor, algo de... "cristofascismo". E agora esse novo professor decidiu adicionar uma analogia literária machadiana à maçaroca maluca. E isso é chamado, atualmente, de "trabalho acadêmico".
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
Que tese pomposa: "O trabalho surdo da destruição: o pessimismo cristão e niilismo nos primeiros romances de Machado de Assis à luz do cristofascismo bolsonarista". Realmente, deveras intelectus. Mas o que isso significa?
A ideia do "cristofascismo" como base conceitual para o trabalho já começa problemática porque não é um conceito histórico acertado, e é bem contestado, porque provém da Dorothee Sölle, uma teóloga luterana alemã adepta da teologia da libertação e militante feminista radical. Ela, apesar de usar "fascismo" no nome do conceito, limitou-se ao nacional-socialismo e sua relação com as igrejas cristãs durante os anos 1930, mas de maneira bem recortada e peculiar: a autora não explica como o nazismo era, essencialmente, anticristão e inimigo da Igreja Católica e almejava controlar as igrejas alemãs para futuramente destruí-las após a guerra, como a liderança planejava, e nem mesmo tentou explica como seria possível conciliar as vertentes da ideologia nazi com o catolicismo, o protestantismo e nem sequer analisou a "arianização" do cristianismo.
A partir disso, o teólogo brasileiro Fábio Py decidiu, em 2020, pegar toda esse arcabouço contestado e problemático de Dorothee Sölle e aplica-lo ao bolsonarismo e sua relação com as igrejas evangélicas. Um conceito enviesado, recortado, incompleto e contestado foi, sem muita consciência crítica, transportado para um fenômeno brasileiro no século XXI porque sua popularidade com os evangélicos parecia, para o autor, algo de... "cristofascismo". E agora esse novo professor decidiu adicionar uma analogia literária machadiana à maçaroca maluca. E isso é chamado, atualmente, de "trabalho acadêmico".
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
👍18❤6🏆1
July 4
Minha live com o prof Marcelo saiu, sobre Stálin, sua vida e mitos. Conversa excelente, como sempre é com o prof Marcelo.
(Primeira vez que me vejo bem-feito de IA).
Link da Live:
https://m.youtube.com/live/HV8oXEo99qc?is=juoSj16tUq51cjcS
(Primeira vez que me vejo bem-feito de IA).
Link da Live:
https://m.youtube.com/live/HV8oXEo99qc?is=juoSj16tUq51cjcS
👏24❤2
July 5
Há uma engenhosa citação do economista austríaco Murray Rothbard sobre a dívida pública:
"O slogan engenhoso de que a dívida pública não importa porque ‘nós devemos a nós mesmos’ é claramente absurdo. A pergunta crucial é: Quem é o ‘nós’ e quem são os ‘nós mesmos’?"
Quando você para e analisa o que se esconde por trás de jogos e artimanhas linguísticas percebe como tudo seria diferente se a linguagem fosse clara e realmente refletisse a realidade. Como que, nessa head jornalística do Estadão, está-se discutindo a possibilidade de PAGAR MENOS para algo GRATUITO? A confusão sempre se inicia com a linguagem ambígua e obscura.
Assim como nós não somos credores da dívida pública que foi feita em nosso nome, mas somos seus pagadores, também não somos usuários de serviços gratuitos, mas seus financiadores. Tudo depende quem paga e quem recebe: por ser público e provindo do Estado, não há como saber a porcentagem de pessoas que paga e aquelas que recebem; quem paga mais e quem consome mais? Não há lucro sendo perseguido; o dinheiro já foi arrecadado à força via impostos, dívida pública e inflação, então é necessário esconder essa impossibilidade e injustiça contábil atrás de termos ambíguos.
O serviço público, supostamente gratuito, é, ironicamente, o mais caro e ineficiente serviço sob a ótica custo-benefício para a maioria das pessoas e até mesmo PARA AQUELAS QUE OS USAM MAIS, porque, para sustentá-lo, o nível de impostos, dívida pública e inflação é tão grande que desvia muitos recursos do setor privado que poderia criar mais riqueza e oportunidades para todos.
Por ser algo difuso, coletivo e abstrato demais, a sua compreensão é difícil e, fatalmente, a maioria da população prefere acreditar nos slogans da linguagem ambígua porque é mais cognitivamente barato do que se esforçar para compreender o que se esconde atrás deles.
O quão caro é o custo de corromper a linguagem? Uns R$ 4 TRILHÕES de reais por ano que, para fechar a conta, precisa ainda de mais alguma centenas de bilhões em dívida que você pagará futuramente. A incapacidade de leitura e pensamento abstrato numa população pode ter um custo trilionário.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
"O slogan engenhoso de que a dívida pública não importa porque ‘nós devemos a nós mesmos’ é claramente absurdo. A pergunta crucial é: Quem é o ‘nós’ e quem são os ‘nós mesmos’?"
Quando você para e analisa o que se esconde por trás de jogos e artimanhas linguísticas percebe como tudo seria diferente se a linguagem fosse clara e realmente refletisse a realidade. Como que, nessa head jornalística do Estadão, está-se discutindo a possibilidade de PAGAR MENOS para algo GRATUITO? A confusão sempre se inicia com a linguagem ambígua e obscura.
Assim como nós não somos credores da dívida pública que foi feita em nosso nome, mas somos seus pagadores, também não somos usuários de serviços gratuitos, mas seus financiadores. Tudo depende quem paga e quem recebe: por ser público e provindo do Estado, não há como saber a porcentagem de pessoas que paga e aquelas que recebem; quem paga mais e quem consome mais? Não há lucro sendo perseguido; o dinheiro já foi arrecadado à força via impostos, dívida pública e inflação, então é necessário esconder essa impossibilidade e injustiça contábil atrás de termos ambíguos.
O serviço público, supostamente gratuito, é, ironicamente, o mais caro e ineficiente serviço sob a ótica custo-benefício para a maioria das pessoas e até mesmo PARA AQUELAS QUE OS USAM MAIS, porque, para sustentá-lo, o nível de impostos, dívida pública e inflação é tão grande que desvia muitos recursos do setor privado que poderia criar mais riqueza e oportunidades para todos.
Por ser algo difuso, coletivo e abstrato demais, a sua compreensão é difícil e, fatalmente, a maioria da população prefere acreditar nos slogans da linguagem ambígua porque é mais cognitivamente barato do que se esforçar para compreender o que se esconde atrás deles.
O quão caro é o custo de corromper a linguagem? Uns R$ 4 TRILHÕES de reais por ano que, para fechar a conta, precisa ainda de mais alguma centenas de bilhões em dívida que você pagará futuramente. A incapacidade de leitura e pensamento abstrato numa população pode ter um custo trilionário.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
👏22👍6❤3
July 6
Por mais que o campo progressista insista em ressuscitar o otimismo ingênuo rousseauniano de acreditar que "o homem é bom; a sociedade o corrompe", o senso comum sempre aponta para a realidade da malograda natureza humana como transformada em visão bíblica do pecado original.
A bíblia não é necessária para comprovar esse fato, basta um experimento lógico: quem veio primeiro, o homem ou a sociedade? Se a "sociedade" é nada mais que um termo abstrato para significar um punhado de indivíduos atuando uns com os outros, então é lógico que o indivíduo veio primeiro e construiu a "sociedade" dentro de seus incentivos naturais. Se a sociedade corrompe o homem, é porque o homem já é, naturalmente, corrompido.
O clássico livro "A Guerra antes da Civilização", do antropólogo Lawrence Keeley, comprova esse fato: antes de sequer existir o Estado e a agricultura, os nossos ancestrais nômades viviam num estado de natureza hobbesiano, da guerra do "todos contra todos", onde tribos inteiras eram dizimadas por outras tribos, amiúde apenas pela satisfação sádica de colecionar orelhas, dedos e outras partes do corpo dos derrotados como símbolo de status. Estatisticamente falando, concluiu Keeley, mesmo com o sangrento século XX e duas guerras mundiais, o homem antes da civilização era muito mais violento e tendia a morrer muito mais cedo. Os dados antropológicos são claros.
Até mesmo nas hierarquias de chimpanzés e de outros símios que compartilhamos ancestralidade genética, a disputa por fêmeas, recursos e status é brutal, desigual e "injusta" - para nossos padrões. Sem mencionar o fato que grupos de chimpanzés se unem para massacrar outros grupos e formam até mesmo pseudo cartéis e gangues cujos líderes, mais aptos ao que parece sadismo, são extremamente violentos e patriarcais.
Todas as evidências biológicas, antropológicas e históricas apontam para um visão pessimista da "natureza humana", e que, na verdade, foi a civilização, as condutas morais e os sistemas religiosos que regularam e domesticaram a violência latente no gênero humano, possibilitando uma vida mais civilizada. A sociedade edificou o homem, e não a corrompeu. Quem ainda acredita nisso é profundamente idiota e/ou ingênuo.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
A bíblia não é necessária para comprovar esse fato, basta um experimento lógico: quem veio primeiro, o homem ou a sociedade? Se a "sociedade" é nada mais que um termo abstrato para significar um punhado de indivíduos atuando uns com os outros, então é lógico que o indivíduo veio primeiro e construiu a "sociedade" dentro de seus incentivos naturais. Se a sociedade corrompe o homem, é porque o homem já é, naturalmente, corrompido.
O clássico livro "A Guerra antes da Civilização", do antropólogo Lawrence Keeley, comprova esse fato: antes de sequer existir o Estado e a agricultura, os nossos ancestrais nômades viviam num estado de natureza hobbesiano, da guerra do "todos contra todos", onde tribos inteiras eram dizimadas por outras tribos, amiúde apenas pela satisfação sádica de colecionar orelhas, dedos e outras partes do corpo dos derrotados como símbolo de status. Estatisticamente falando, concluiu Keeley, mesmo com o sangrento século XX e duas guerras mundiais, o homem antes da civilização era muito mais violento e tendia a morrer muito mais cedo. Os dados antropológicos são claros.
Até mesmo nas hierarquias de chimpanzés e de outros símios que compartilhamos ancestralidade genética, a disputa por fêmeas, recursos e status é brutal, desigual e "injusta" - para nossos padrões. Sem mencionar o fato que grupos de chimpanzés se unem para massacrar outros grupos e formam até mesmo pseudo cartéis e gangues cujos líderes, mais aptos ao que parece sadismo, são extremamente violentos e patriarcais.
Todas as evidências biológicas, antropológicas e históricas apontam para um visão pessimista da "natureza humana", e que, na verdade, foi a civilização, as condutas morais e os sistemas religiosos que regularam e domesticaram a violência latente no gênero humano, possibilitando uma vida mais civilizada. A sociedade edificou o homem, e não a corrompeu. Quem ainda acredita nisso é profundamente idiota e/ou ingênuo.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
❤19🔥6👍2
July 7
Honestamente, por mais que as teorias do direito internacional endeusem a soberania e a autodeterminação dos povos, a verdade é que soberania é um luxo somente para queles Estados que conseguem se manter fortes e unidos - e o Brasil não é um deles.
É um vexame histórico para o Brasil ser achincalhado e intimidado dessa forma por uma potência estrangeira. E é um vexame em parte nosso porque a elite política, militar e jurídica desde de 1988 negligenciou de maneira atroz a segurança pública e a luta contra o narcotráfico. É óbvio que os EUA, querendo estender sua influência no Sul, usaria o respingar de drogas e dinheiro lavado para forçar seus planos políticos, e ele o faz porque sabe que somos fracos e irresolutos.
Não interessa e é inútil brandir a bandeira da soberania ou xingar os EUA agora: é um player mais forte usando de sua força para oprimir um player mais fraco que não conseguiu nem mesmo defender seu próprio território de cédulas criminosas que, em alguns locais, já até tomou cidades inteiras e transformou cidadãos brasileiros em reféns de um narcofeudalismo brutal. É óbvio que os EUA olharia isso e concluiria, muito logicamente, que o Brasil é uma piada e está se esfacelando lentamente... porque é o que está acontecendo.
Se quiséssemos mesmo ser levados a sério e nos proteger de players mais fortes, já teríamos exterminado todas as facções, passado legislação draconiana contra o crime e criado um sistema de incentivos penais tão poderoso que um bandido preferiria passar o resto da vida sob o regime mais opressivo da CLT do que tentar pegar em armas. Mas não, porque provavelmente o partido mais bunda-mole, corrupto e fraco, o PT do Lula, será reeleito e, naturalmente, nada fará para recuperar a jurisdição e o respeito do Estado brasileiro.
Teorias jurídicas morais não sustentam um Estado que praticamente se desincumbiu de proteger a si mesmo e a sua população, e, na natureza hobbesiana da anarquia internacional, o mais forte come o mais fraco.
É um vexame histórico para o Brasil ser achincalhado e intimidado dessa forma por uma potência estrangeira. E é um vexame em parte nosso porque a elite política, militar e jurídica desde de 1988 negligenciou de maneira atroz a segurança pública e a luta contra o narcotráfico. É óbvio que os EUA, querendo estender sua influência no Sul, usaria o respingar de drogas e dinheiro lavado para forçar seus planos políticos, e ele o faz porque sabe que somos fracos e irresolutos.
Não interessa e é inútil brandir a bandeira da soberania ou xingar os EUA agora: é um player mais forte usando de sua força para oprimir um player mais fraco que não conseguiu nem mesmo defender seu próprio território de cédulas criminosas que, em alguns locais, já até tomou cidades inteiras e transformou cidadãos brasileiros em reféns de um narcofeudalismo brutal. É óbvio que os EUA olharia isso e concluiria, muito logicamente, que o Brasil é uma piada e está se esfacelando lentamente... porque é o que está acontecendo.
Se quiséssemos mesmo ser levados a sério e nos proteger de players mais fortes, já teríamos exterminado todas as facções, passado legislação draconiana contra o crime e criado um sistema de incentivos penais tão poderoso que um bandido preferiria passar o resto da vida sob o regime mais opressivo da CLT do que tentar pegar em armas. Mas não, porque provavelmente o partido mais bunda-mole, corrupto e fraco, o PT do Lula, será reeleito e, naturalmente, nada fará para recuperar a jurisdição e o respeito do Estado brasileiro.
Teorias jurídicas morais não sustentam um Estado que praticamente se desincumbiu de proteger a si mesmo e a sua população, e, na natureza hobbesiana da anarquia internacional, o mais forte come o mais fraco.
🔥15👍8🥰1
July 8
Benito Mussolini foi, das figuras mais conhecidas do século XX, a que melhor incorporou a crise do marxismo e sua transmutação em novos movimentos revolucionários.
Mussolini começou sua carreira de militante e jornalista como um marxista ortodoxo devido a influência de seu pai, Alessandro, um ferreiro autodidata e militante socialista e anarquista da Romagna. Mussolini, de 1900 a 1905, considerava-se um materialista econômico e, dentro todos os autores citados em seus escritos dessa época, Marx e Engels são os que mais figuram, seguidos por Proudhon.
Sua ida à Suiça, fugindo da conscrição militar italiana, contudo, o jogou de cabeça na teoria revolucionária dos sindicalistas italianos como Arturo Labriola, que começaram a misturar a teoria das elites com a necessidade de guiar as massas proletárias à revolução - uma síntese iniciada por Georges Sorel e depois aperfeiçoada por Vladimir Lênin;
Embora seu marxismo estivesse sofrendo essa mutação, foi apenas em 1909, já de volta à Itália, que o jornalista Mussolini foi, a pedido do jornal do Avanti!, o jornal do Partido Socialista Italiano, conhecer o Tirol, um território então disputado pela Itália e a Áustria. Lá, ele achou que encontraria seus camaradas socialistas mas presenciou, com assombro, uma briga intestina de socialistas austríacos e italianos pela posse do território. A partir daí, a questão da nação começou a influenciá-lo paulatinamente.
Em 1912, Mussolini foi eleito o líder do Partido Socialista Italiano no Congresso de Reggio Emilia - Antonio Gramsci votou nele. Nessa condição, continuou a formular seu socialismo sincrético sem, contudo, evoluir diretamente para um socialismo nacional, porque ainda se recusava a abandonar o internacionalismo.
A 1º Guerra Mundial mostrou ao mundo e à Mussolini a verdade: os proletários lutavam, matavam outros proletários e morriam por suas nações. O internacionalismo estava morto... e Mussolini, ajustando-se à realidade, exortou seus camaradas a defenderem e lutarem pela Itália na guerra. Foi expulso por heresia ideológica.
Quando Mussolini voltou ferido das trincheiras, algo havia definitivamente mudado. Ele lera, ao invés de Marx, Giuseppe Mazzini e Enrico Corradini; "o socialismo", disse Mussolini, "pertence à nação e deve ser feito para as classes nacionais". O seu sincretismo, iniciado há mais de uma década, desembocou enfim num novo movimento que almejava uma revolução modernizadora e violenta para equalizar as classes sociais, trazer-lhes a "justiça social" e transformar a nação num ente de poder para competir na geopolítica do século XX.
Essas posições o levaram a ser tachado por Lênin de "chauvinista" e "extrema-direita", porque Mussolini ousou abandonar o dogma do internacionalismo em prol de sua nação. Era o início do fascismo.
Mussolini começou sua carreira de militante e jornalista como um marxista ortodoxo devido a influência de seu pai, Alessandro, um ferreiro autodidata e militante socialista e anarquista da Romagna. Mussolini, de 1900 a 1905, considerava-se um materialista econômico e, dentro todos os autores citados em seus escritos dessa época, Marx e Engels são os que mais figuram, seguidos por Proudhon.
Sua ida à Suiça, fugindo da conscrição militar italiana, contudo, o jogou de cabeça na teoria revolucionária dos sindicalistas italianos como Arturo Labriola, que começaram a misturar a teoria das elites com a necessidade de guiar as massas proletárias à revolução - uma síntese iniciada por Georges Sorel e depois aperfeiçoada por Vladimir Lênin;
Embora seu marxismo estivesse sofrendo essa mutação, foi apenas em 1909, já de volta à Itália, que o jornalista Mussolini foi, a pedido do jornal do Avanti!, o jornal do Partido Socialista Italiano, conhecer o Tirol, um território então disputado pela Itália e a Áustria. Lá, ele achou que encontraria seus camaradas socialistas mas presenciou, com assombro, uma briga intestina de socialistas austríacos e italianos pela posse do território. A partir daí, a questão da nação começou a influenciá-lo paulatinamente.
Em 1912, Mussolini foi eleito o líder do Partido Socialista Italiano no Congresso de Reggio Emilia - Antonio Gramsci votou nele. Nessa condição, continuou a formular seu socialismo sincrético sem, contudo, evoluir diretamente para um socialismo nacional, porque ainda se recusava a abandonar o internacionalismo.
A 1º Guerra Mundial mostrou ao mundo e à Mussolini a verdade: os proletários lutavam, matavam outros proletários e morriam por suas nações. O internacionalismo estava morto... e Mussolini, ajustando-se à realidade, exortou seus camaradas a defenderem e lutarem pela Itália na guerra. Foi expulso por heresia ideológica.
Quando Mussolini voltou ferido das trincheiras, algo havia definitivamente mudado. Ele lera, ao invés de Marx, Giuseppe Mazzini e Enrico Corradini; "o socialismo", disse Mussolini, "pertence à nação e deve ser feito para as classes nacionais". O seu sincretismo, iniciado há mais de uma década, desembocou enfim num novo movimento que almejava uma revolução modernizadora e violenta para equalizar as classes sociais, trazer-lhes a "justiça social" e transformar a nação num ente de poder para competir na geopolítica do século XX.
Essas posições o levaram a ser tachado por Lênin de "chauvinista" e "extrema-direita", porque Mussolini ousou abandonar o dogma do internacionalismo em prol de sua nação. Era o início do fascismo.
👏15👍3❤1
July 8
Isso não está, naturalmente, sendo veiculado na mídia brasileira e há um silêncio revelador na esquerda: mas esse é Graham Platner, candidato democrata ao Senado americano.
Ele chamou a atenção, principalmente, por ser um ex-neonazi que havia tatuado a Totenkpof - a "caveira nazista" - em seu peito. Hoje, ele a encobriu, como mostram as imagens. E não, não é porque ele era fã do Regimento Hussardo de cavalaria do Rei Frederico do século XVIII que a popularizou nos meios militares. É porque ele gostava de sua simbologia nazista, como mostra ele fazendo a saudação romana e tudo o mais.
Ao que pude encontrar, ele não professa mais sua adesão à ideologia nazi; pessoas cometem erros e podem querer deixar seu passado para trás e não cometê-los novamente, e tudo bem, mas a curiosidade é a seguinte: lembram-se quando o policial Gregory Bovino foi achincalhado nas redes sendo associado à SS nazista por usar um casacão verde-oliva? Ou quando, mais uma vez, chamaram Trump de Hitler porque ele usou o substantivo "sangue" em alguns discursos? Pois é...
Qualquer semiótica relacionada ao nazismo e forçada ao extremo do ridículo passa a ter validade a ponto de ser regurgitada nonstop pela mídia quando os alvos são republicanos ou policiais... mas quando, literalmente, descobrem que um candidato democrata professava a ideologia nazi com tatuagens de símbolos da SS em seu peito absolutamente nada é dito. Nem um pio, nem mesmo uma nota de rodapé sugerindo seu cancelamento ou uma analogiazinha mequetrefe que o seja.
De praxe: imagem se fosse um candidato republicano etc. etc.
Ele chamou a atenção, principalmente, por ser um ex-neonazi que havia tatuado a Totenkpof - a "caveira nazista" - em seu peito. Hoje, ele a encobriu, como mostram as imagens. E não, não é porque ele era fã do Regimento Hussardo de cavalaria do Rei Frederico do século XVIII que a popularizou nos meios militares. É porque ele gostava de sua simbologia nazista, como mostra ele fazendo a saudação romana e tudo o mais.
Ao que pude encontrar, ele não professa mais sua adesão à ideologia nazi; pessoas cometem erros e podem querer deixar seu passado para trás e não cometê-los novamente, e tudo bem, mas a curiosidade é a seguinte: lembram-se quando o policial Gregory Bovino foi achincalhado nas redes sendo associado à SS nazista por usar um casacão verde-oliva? Ou quando, mais uma vez, chamaram Trump de Hitler porque ele usou o substantivo "sangue" em alguns discursos? Pois é...
Qualquer semiótica relacionada ao nazismo e forçada ao extremo do ridículo passa a ter validade a ponto de ser regurgitada nonstop pela mídia quando os alvos são republicanos ou policiais... mas quando, literalmente, descobrem que um candidato democrata professava a ideologia nazi com tatuagens de símbolos da SS em seu peito absolutamente nada é dito. Nem um pio, nem mesmo uma nota de rodapé sugerindo seu cancelamento ou uma analogiazinha mequetrefe que o seja.
De praxe: imagem se fosse um candidato republicano etc. etc.
👍23👏5🏆2❤1
July 9
Vladimir Lênin, quando a Primeira Guerra eclodiu em 1914, estava em seu exílio na Suíça quando foi perguntado o que fazer. Como aproveitar a guerra para a revolução? Ele simplesmente respondeu: "Leiamos Hegel".
Pode parece estranho, bizarro e "baixa testo" para um "homem de ação" sequer imaginar enfurnar a cara em livros de filosofia idealista enquanto o mundo explodia numa das guerras mais sanguinárias da história. Sabe quem, nesse momento, também decidiu empreender leituras filosóficas? Mussolini, que, após uma breve passagem pelas trincheiras, começou um diário de suas impressões das leituras de Mazzini, Garibaldi, Corradini, Gentile e outros revolucionários italianos. Hitler também, durante a guerra, carregava uma versão pocket de Schopenhauer e a lia vorazmente enquanto seus colegas temiam a queda de morteiros inimigos.
A maioria dos "homens de ação" do século XX que alcançaram o ápice do hierarquia do poder não foram puramente soldados e guerreiros cuja força e valentia automaticamente os levaram lá, claro que não. Foram "homens ideológicos" provindos de um novo paradigma: o "ditador filósofo". A época do senhor da guerra transformado em líder automaticamente por sua força já havia se tornado história; o novo líder, embora não pudesse prescindir de coragem e atitude, tinha que encarnar uma Weltanschauung - uma ideologia - e, através de sua presença, tornar-se ele mesmo o "novo Estado".
Mussolini, Hitler, Stálin, Lênin, Mao, Ho, Castro, Pol Pot etc., todos eles se tornaram versões modernas e ideológicas do antigo Rei Sol Luís XIV - "O Estado sou eu" - não devido exclusivamente à sua pessoa ou posição de nascimento, mas pela transmutação da ideologia em carne e osso ideologizando a hierarquia estatal. Não é à toa que todos eles foram leitores vorazes que davam importância extrema às batalhas escritas e à proteção da pureza ideológica de seus movimentos, como se fossem Papas sempre ciosos de expurgar heresias do corpo cristão.
O iluminismo e o racionalismo destruíram a autoridade automática provinda da tradição e do passado e transformaram as sociedades em corpos moldáveis que necessitam de novos fundamentos intelectuais - sendo esse o novo critério de ascensão e dominação política. Os "ditadores filósofos" das ideologias modernas do século XX representam isso sobremaneira e, não se enganem, ainda vivemos nessa era.
Pode parece estranho, bizarro e "baixa testo" para um "homem de ação" sequer imaginar enfurnar a cara em livros de filosofia idealista enquanto o mundo explodia numa das guerras mais sanguinárias da história. Sabe quem, nesse momento, também decidiu empreender leituras filosóficas? Mussolini, que, após uma breve passagem pelas trincheiras, começou um diário de suas impressões das leituras de Mazzini, Garibaldi, Corradini, Gentile e outros revolucionários italianos. Hitler também, durante a guerra, carregava uma versão pocket de Schopenhauer e a lia vorazmente enquanto seus colegas temiam a queda de morteiros inimigos.
A maioria dos "homens de ação" do século XX que alcançaram o ápice do hierarquia do poder não foram puramente soldados e guerreiros cuja força e valentia automaticamente os levaram lá, claro que não. Foram "homens ideológicos" provindos de um novo paradigma: o "ditador filósofo". A época do senhor da guerra transformado em líder automaticamente por sua força já havia se tornado história; o novo líder, embora não pudesse prescindir de coragem e atitude, tinha que encarnar uma Weltanschauung - uma ideologia - e, através de sua presença, tornar-se ele mesmo o "novo Estado".
Mussolini, Hitler, Stálin, Lênin, Mao, Ho, Castro, Pol Pot etc., todos eles se tornaram versões modernas e ideológicas do antigo Rei Sol Luís XIV - "O Estado sou eu" - não devido exclusivamente à sua pessoa ou posição de nascimento, mas pela transmutação da ideologia em carne e osso ideologizando a hierarquia estatal. Não é à toa que todos eles foram leitores vorazes que davam importância extrema às batalhas escritas e à proteção da pureza ideológica de seus movimentos, como se fossem Papas sempre ciosos de expurgar heresias do corpo cristão.
O iluminismo e o racionalismo destruíram a autoridade automática provinda da tradição e do passado e transformaram as sociedades em corpos moldáveis que necessitam de novos fundamentos intelectuais - sendo esse o novo critério de ascensão e dominação política. Os "ditadores filósofos" das ideologias modernas do século XX representam isso sobremaneira e, não se enganem, ainda vivemos nessa era.
👍14🔥2🏆2👏1
July 10
Muita gente já notou e é por isso que o discurso esquerdista médio não cola mais: não há fundamentação nenhuma nos termos e definições utilizados.
O que é o "capitalismo"?
Engana-se quem pensou que é a capacidade produtiva dos meios de produção modernos oriundos da revolução industrial que Marx responsabilizou pela geração do proletariado.
Engana-se quem pensou que é o colonialismo que se iniciou por volta do século XV - 300 anos antes do capitalismo industrial surgir -, e, seguindo a deixa e o apoio das invasões islâmicas na África, dominou-a durante séculos.
Engana-se quem pensou que é o fascismo e o nacional-socialismo da primeira metade do século XX que, supostamente, surgiram das "crises do capitalismo" para protegê-lo das revoluções populares.
Engana-se quem pensou que é, antes de mais nada, o monopólio estatal da emissão de moeda sem lastro e sua centralização em agências pouco controladas pelo eleitor moderno.
E poder-se-ia enumarar mais exemplos de definições de "capitalismo"... e o mais curioso: todos estariam "corretas"! Corretas no sentido de que se tornam úteis para o discurso sendo propagado no momento, não importando quaisquer contradições com outros usos recorrentes do mesmo termo. É tudo um questão de conveniência ideológica e sentimental, porque "capitalismo" já é um termo parido na confusão e justamente para esse fim, como se pode ver nesse post. Seria até melhor prescindirmos desse termo ambíguo e exaurido e passassemos a cunhar novos termos para realidade específicas, mas isso tiraria o poder de confusão semântica do discurso esquerdista.
Nunca levem a sério discurso esquerdista; eles não querem entender a realidade, apenas mudá-la, e confundir as pessoas é uma estratégia para mudá-la, e não entendê-la.
O que é o "capitalismo"?
Engana-se quem pensou que é a capacidade produtiva dos meios de produção modernos oriundos da revolução industrial que Marx responsabilizou pela geração do proletariado.
Engana-se quem pensou que é o colonialismo que se iniciou por volta do século XV - 300 anos antes do capitalismo industrial surgir -, e, seguindo a deixa e o apoio das invasões islâmicas na África, dominou-a durante séculos.
Engana-se quem pensou que é o fascismo e o nacional-socialismo da primeira metade do século XX que, supostamente, surgiram das "crises do capitalismo" para protegê-lo das revoluções populares.
Engana-se quem pensou que é, antes de mais nada, o monopólio estatal da emissão de moeda sem lastro e sua centralização em agências pouco controladas pelo eleitor moderno.
E poder-se-ia enumarar mais exemplos de definições de "capitalismo"... e o mais curioso: todos estariam "corretas"! Corretas no sentido de que se tornam úteis para o discurso sendo propagado no momento, não importando quaisquer contradições com outros usos recorrentes do mesmo termo. É tudo um questão de conveniência ideológica e sentimental, porque "capitalismo" já é um termo parido na confusão e justamente para esse fim, como se pode ver nesse post. Seria até melhor prescindirmos desse termo ambíguo e exaurido e passassemos a cunhar novos termos para realidade específicas, mas isso tiraria o poder de confusão semântica do discurso esquerdista.
Nunca levem a sério discurso esquerdista; eles não querem entender a realidade, apenas mudá-la, e confundir as pessoas é uma estratégia para mudá-la, e não entendê-la.
👏21👍1
July 12
Este, à direita e de bigode, é o futuro Duce do fascismo, Benito Mussolini, ao lado de seu menos conhecido rival, à esquerda, Filippo Corridoni.
Naquela época, Corridoni era o favorito do campo sindicalista e nacionalista a se tornar o Duce do movimento, e não Mussolini, que acabara de ser expulso do Partido Socialista Italiano (PSI). Corridoni, um líder sindical que ficou famoso por suas atividades terroristas contra o "Estado burguês" italiano, estava crescendo tremendamente em popularidade durante a guerra, transformando-se no vórtice da força centrípeta do nacionalismo revolucionário.
Corridoni era o maior rival de Mussolini porque possuía tremendo carisma e capacidade oratória, além de ser considerado, para a época, alto e bonito. Apelidado de o "arcanjo do sindicalismo", Corridoni era a mais promissora personalidade política do momento, e Mussolini, cioso de assegurar uma nova posição longe do socialismo oficial, invejava-o e o respeitava igualmente. Ambos, contudo, tinham que provar para a população que eram corajosos: tinham que prestar o serviço militar nas trincheiras da guerra.
Corridoni e Mussolini partiram, respectivamente, em julho e setembro de 1915 para a guerra, mas apenas um deles retornou. Mussolini foi ferido e se recuperou rapidamente; Corridoni, contudo, morreu 23 de outubro de 1915 com um tiro na cabeça. Corridoni foi homenageado a mando do então Duce Mussolini em 1927, com uma gigantesca estátua de bronze na cidade de Parma, na praça que passou a ter seu nome: Piazza Filippo Corridoni. Está lá até hoje.
É difícil especular sobre o que teria ocorrido com a carreira de Mussolini se Corridoni tivesse sobrevivido a guerra, mas é válido dizer que sem o poderoso rival em seu caminho, o futuro Duce do fascismo conseguiu dominar o movimento nacionalista revolucionário muito mais facilmente.
Foto tirada em Milão em 1915, meses antes da morte de Corridoni.
Naquela época, Corridoni era o favorito do campo sindicalista e nacionalista a se tornar o Duce do movimento, e não Mussolini, que acabara de ser expulso do Partido Socialista Italiano (PSI). Corridoni, um líder sindical que ficou famoso por suas atividades terroristas contra o "Estado burguês" italiano, estava crescendo tremendamente em popularidade durante a guerra, transformando-se no vórtice da força centrípeta do nacionalismo revolucionário.
Corridoni era o maior rival de Mussolini porque possuía tremendo carisma e capacidade oratória, além de ser considerado, para a época, alto e bonito. Apelidado de o "arcanjo do sindicalismo", Corridoni era a mais promissora personalidade política do momento, e Mussolini, cioso de assegurar uma nova posição longe do socialismo oficial, invejava-o e o respeitava igualmente. Ambos, contudo, tinham que provar para a população que eram corajosos: tinham que prestar o serviço militar nas trincheiras da guerra.
Corridoni e Mussolini partiram, respectivamente, em julho e setembro de 1915 para a guerra, mas apenas um deles retornou. Mussolini foi ferido e se recuperou rapidamente; Corridoni, contudo, morreu 23 de outubro de 1915 com um tiro na cabeça. Corridoni foi homenageado a mando do então Duce Mussolini em 1927, com uma gigantesca estátua de bronze na cidade de Parma, na praça que passou a ter seu nome: Piazza Filippo Corridoni. Está lá até hoje.
É difícil especular sobre o que teria ocorrido com a carreira de Mussolini se Corridoni tivesse sobrevivido a guerra, mas é válido dizer que sem o poderoso rival em seu caminho, o futuro Duce do fascismo conseguiu dominar o movimento nacionalista revolucionário muito mais facilmente.
Foto tirada em Milão em 1915, meses antes da morte de Corridoni.
👍13👏5
July 14
Texto da justificativa do PL 896/2023 - o "PL da Misoginia" encabeçado pela Tabata Amaral. É um projeto muito ruim, mas nos serve para algumas lições.
Primeiro que a ideia de julgar um parlamentar pelo número de projetos de lei é imbecil: um parlamentar pode ser extremamente deletério para a sociedade ao tentar passar diversos projetos de leis mal feitos e cujas consequências são imprevisíveis. Eu até acho que um dos trabalhos mais importantes de um parlamentar é fiscalizar, criticar e derrubar projetos de leis daninhos, e isso é muito mais importante do que confeccionar projetos de leis.
A própria justificativa do PL da Misoginia é horrível porque nem sequer fundamenta legalmente o que é "misoginia" ou "discurso misógino"... ok, é "ódio, repulsa ou aversão às mulheres" e que pode "manifestar-se de diversos modos"... Tá.. mas há uma pergunta fundamental que, pelo jeito, nunca passou pelas mentes iluminadas desses legisladores: por que deveria ser proibido expressar repulsa ou aversão a qualquer coisa? Sim, exatamente isso: por que deveria ser proibido expressar publicamente repulsa ou aversão às mulheres? Acaso não é direito de um ser humano sentir ódio, repulsa ou aversão a qualquer coisa que seja e, se o quiser, expressá-lo? Ou somos obrigados a expressar coisas positivas publicamente, para não, sabe-se lá, incitar alguém, em algum momento, em algum lugar, a fazer algo?
Para driblar isso, a justificativa do PL coloca ao final que os "discursos misóginos contribuem para o aumento das violências físicas praticadas contra as mulheres". É? E cadê a prova? O estudo científico peer-reviewed? Não há. É tudo baseado em achismo e sentimentalismo querendo forçar uma possível correlação como se fosse uma causação. Observem como nossos legisladores são, num geral, muito ruins e confeccionam leis sem base empírica nenhuma, e tratam a prática legislativa como mero joguinho para angariar capital político, poder e verbas.
São projetos como esse que inundam o judiciário de processos para silenciar e censurar as pessoas ao tentar forçar diversas definições do que é um discurso misógino - e isso tudo sem qualquer prova real de que irá, de fato, diminuir a violência contra a mulher. É loucura. Estamos terceirizando e transformando o judiciário no árbitro dos sentimentos e pensamentos dos indivíduos, de modo que somente expressá-los pode se tornar crime. É orwelliano e estúpido.
Só consigo me lembrar da frase do jurisconsulto romano Tácito: "Quanto mais corrupto o Estado, mais numerosas as leis".
Primeiro que a ideia de julgar um parlamentar pelo número de projetos de lei é imbecil: um parlamentar pode ser extremamente deletério para a sociedade ao tentar passar diversos projetos de leis mal feitos e cujas consequências são imprevisíveis. Eu até acho que um dos trabalhos mais importantes de um parlamentar é fiscalizar, criticar e derrubar projetos de leis daninhos, e isso é muito mais importante do que confeccionar projetos de leis.
A própria justificativa do PL da Misoginia é horrível porque nem sequer fundamenta legalmente o que é "misoginia" ou "discurso misógino"... ok, é "ódio, repulsa ou aversão às mulheres" e que pode "manifestar-se de diversos modos"... Tá.. mas há uma pergunta fundamental que, pelo jeito, nunca passou pelas mentes iluminadas desses legisladores: por que deveria ser proibido expressar repulsa ou aversão a qualquer coisa? Sim, exatamente isso: por que deveria ser proibido expressar publicamente repulsa ou aversão às mulheres? Acaso não é direito de um ser humano sentir ódio, repulsa ou aversão a qualquer coisa que seja e, se o quiser, expressá-lo? Ou somos obrigados a expressar coisas positivas publicamente, para não, sabe-se lá, incitar alguém, em algum momento, em algum lugar, a fazer algo?
Para driblar isso, a justificativa do PL coloca ao final que os "discursos misóginos contribuem para o aumento das violências físicas praticadas contra as mulheres". É? E cadê a prova? O estudo científico peer-reviewed? Não há. É tudo baseado em achismo e sentimentalismo querendo forçar uma possível correlação como se fosse uma causação. Observem como nossos legisladores são, num geral, muito ruins e confeccionam leis sem base empírica nenhuma, e tratam a prática legislativa como mero joguinho para angariar capital político, poder e verbas.
São projetos como esse que inundam o judiciário de processos para silenciar e censurar as pessoas ao tentar forçar diversas definições do que é um discurso misógino - e isso tudo sem qualquer prova real de que irá, de fato, diminuir a violência contra a mulher. É loucura. Estamos terceirizando e transformando o judiciário no árbitro dos sentimentos e pensamentos dos indivíduos, de modo que somente expressá-los pode se tornar crime. É orwelliano e estúpido.
Só consigo me lembrar da frase do jurisconsulto romano Tácito: "Quanto mais corrupto o Estado, mais numerosas as leis".
👏21👍1
July 14
O Hugo está certíssimo em apontar essa aparente loucura histérica do pessoal que comanda, representa e vive do sistema em relação aos redpills, a "machoesfera" etc.. Mas não é loucura, eles não são loucos ou burros, mas bem atinados às ameaças.
O Brasil pode sobreviver como país violento, subdesenvolvido e miserável perfeitamente bem, como de fato tem existido há muito tempo e, como vocês podem observar mundo à fora, é algo até que bem comum. Em verdade, um país de semianalfabetos degenerados e brutalizados pelo Estado e facções criminosas é até bem lucrativo para quem comanda a máquina e a mídia. Os líderes autoritários de países africanos pobríssimos e famélicos são todos multimilionários... até mesmo um Estado fiscalmente falido e pobre é um mina de ouro - afinal, é um monopólio capaz de extrair renda à força.
Por isso que aqui, no Brasil, O PT, o estamento burocrático, a Globo e o centrão toleram facções criminosas, crime urbano e doméstico, cassinos online, aumentam impostos absurdamente, propagam misoginia cultural através do Funk etc., porque isso tudo ajuda a manter o curral eleitoral e financeiro degenerado e brutalizado o suficiente para extrair um bom lucro sem muitos problemas. Não há qualquer interesse ou incentivo em mudar isso; o dinheiro e os votos entrando, tudo certo.
O problema, o VERDADEIRO PROBLEMA, é a internet o que pode ser veiculado livremente. Por que vocês acham que um ditador como Josef Stálin delegava quase tudo para seus subordinados EXCETO o papel de juiz cultural sobre o que poderia ser publicado e veiculado na União Soviética? Ele, um marxista, percebeu que o que muda realmente a sociedade não são as "bases econômicas", mas a cultura, as ideias, a filosofia, o pensamento crítico etc..
Eis o verdadeiro inimigo e por que querem tanto censurar grupelhos inócuos na internet, para fazê-los de exemplos e preparar precedentes legais e judiciais para censurar QUAISQUER opiniões consideradas "odiosas" para quem, justamente, já detém o monopólio do senso comum e não quer perdê-lo.
https://x.com/hugofreitas_r/status/2076755122382618651
O Brasil pode sobreviver como país violento, subdesenvolvido e miserável perfeitamente bem, como de fato tem existido há muito tempo e, como vocês podem observar mundo à fora, é algo até que bem comum. Em verdade, um país de semianalfabetos degenerados e brutalizados pelo Estado e facções criminosas é até bem lucrativo para quem comanda a máquina e a mídia. Os líderes autoritários de países africanos pobríssimos e famélicos são todos multimilionários... até mesmo um Estado fiscalmente falido e pobre é um mina de ouro - afinal, é um monopólio capaz de extrair renda à força.
Por isso que aqui, no Brasil, O PT, o estamento burocrático, a Globo e o centrão toleram facções criminosas, crime urbano e doméstico, cassinos online, aumentam impostos absurdamente, propagam misoginia cultural através do Funk etc., porque isso tudo ajuda a manter o curral eleitoral e financeiro degenerado e brutalizado o suficiente para extrair um bom lucro sem muitos problemas. Não há qualquer interesse ou incentivo em mudar isso; o dinheiro e os votos entrando, tudo certo.
O problema, o VERDADEIRO PROBLEMA, é a internet o que pode ser veiculado livremente. Por que vocês acham que um ditador como Josef Stálin delegava quase tudo para seus subordinados EXCETO o papel de juiz cultural sobre o que poderia ser publicado e veiculado na União Soviética? Ele, um marxista, percebeu que o que muda realmente a sociedade não são as "bases econômicas", mas a cultura, as ideias, a filosofia, o pensamento crítico etc..
Eis o verdadeiro inimigo e por que querem tanto censurar grupelhos inócuos na internet, para fazê-los de exemplos e preparar precedentes legais e judiciais para censurar QUAISQUER opiniões consideradas "odiosas" para quem, justamente, já detém o monopólio do senso comum e não quer perdê-lo.
https://x.com/hugofreitas_r/status/2076755122382618651
X (formerly Twitter)
Hugo Freitas (@hugofreitas_r) on X
“ELES SE SENTEM MUITO AUTORIZADOS A FALAR”, queixou-se a ex-BBB @juliette sobre os redpills, defendendo a aprovação imediata do PL da Misoginia para censurar esses seus adversários ideológicos.
A influenciadora entrou em campanha para que o PL seja aprovado…
A influenciadora entrou em campanha para que o PL seja aprovado…
👏15👍4
July 14
Lembrei daquele clássico livro do Étienne de La Boétie, sobre a Servidão Voluntária, que intenciona responder como milhões se submetem passivamente perante o poder de poucos que os exploram.
Parte da resposta está nesse tweet aí. A ideia da República, do bem público e da democracia como todos sendo detentores e, ao mesmo tempo, beneficiários dos rendimentos estatais é a origem de muita confusão moral. Não somos "contribuintes", mas pagadores de impostos, ou seja, pagamos algo que nos foi imposto à força e, portanto, temos que duvidar de qualquer boa intenção provinda da burocracia tributária - não há qualquer presunção ou benefício da dúvida.
Funcionários da Receita, a própria Receita e os altos burocratas que a controlam NÃO MERECEM RESPEITO, merecem escrutínio contínuo. O imposto tem que ser sempre mantido em rédea curta e, se ultrapassado um mínimo existencialmente necessário, recusado com desobediência civil intransigente. Deixem dessa subserviência pusilânime.
Parte da resposta está nesse tweet aí. A ideia da República, do bem público e da democracia como todos sendo detentores e, ao mesmo tempo, beneficiários dos rendimentos estatais é a origem de muita confusão moral. Não somos "contribuintes", mas pagadores de impostos, ou seja, pagamos algo que nos foi imposto à força e, portanto, temos que duvidar de qualquer boa intenção provinda da burocracia tributária - não há qualquer presunção ou benefício da dúvida.
Funcionários da Receita, a própria Receita e os altos burocratas que a controlam NÃO MERECEM RESPEITO, merecem escrutínio contínuo. O imposto tem que ser sempre mantido em rédea curta e, se ultrapassado um mínimo existencialmente necessário, recusado com desobediência civil intransigente. Deixem dessa subserviência pusilânime.
👍24👏5🤡3❤2
July 15
July 16
O problema dessa esquerda moderna, "woke" e histérica é que é impossível levá-la à sério. Não apenas por não ter aura, mas porque são burros demais para sequer entender ironia e o sentido das palavras.
Como que "betinha" é um termo misógino, isto é, de que supostamente serve para odiar mulheres, se é usado exclusivamente para fazer chacota de homens? É que nem saiu uma notícia esses dias falando que os "incels estão abusando de mulheres em festas sexuais". Homens celibatários participando de festas sexuais... Isso tudo é ridículo, mas essa burrice é usada como uma estratégia cultural eficiente.
É, ironicamente, similar ao que fizeram com o termo "fascista", como esse tonto do Guilherme acabou de fazê-lo com a expressão "Barbie fascista". Ele sabe o que é fascismo? Não. Quer sabê-lo? Não. Apenas rotular é suficiente. O mesmo está sendo feito com "betinha", "incel", "MGTOW" etc.. Eles desvirtuam esses termos todos, transformando-os em armas de rotulação infamante para atacar e censurar inimigos políticos.
Quando o analfabetismo funcional se torna arma da histeria ideológica você tem pessoas como o Guilherme Cortez.
Como que "betinha" é um termo misógino, isto é, de que supostamente serve para odiar mulheres, se é usado exclusivamente para fazer chacota de homens? É que nem saiu uma notícia esses dias falando que os "incels estão abusando de mulheres em festas sexuais". Homens celibatários participando de festas sexuais... Isso tudo é ridículo, mas essa burrice é usada como uma estratégia cultural eficiente.
É, ironicamente, similar ao que fizeram com o termo "fascista", como esse tonto do Guilherme acabou de fazê-lo com a expressão "Barbie fascista". Ele sabe o que é fascismo? Não. Quer sabê-lo? Não. Apenas rotular é suficiente. O mesmo está sendo feito com "betinha", "incel", "MGTOW" etc.. Eles desvirtuam esses termos todos, transformando-os em armas de rotulação infamante para atacar e censurar inimigos políticos.
Quando o analfabetismo funcional se torna arma da histeria ideológica você tem pessoas como o Guilherme Cortez.
👏28👍5
July 16
A teoria mais estúpida e sem sentido já avançada sobre o "fascismo" - aqui incluso, erroneamente, o nacional-socialismo - veio de psicanalistas como Peter Nathan e Wilhelm Reich, nos anos 1930. Fascistas seriam "homossexuais enrustidos". Explico.
Reich, Nathan e outros, ao se depararem com os fenômenos de massa fascista e nacional-socialista, não conseguiram entendê-los e, no desespero da ignorância, partiram para as radicais especulações do "subconsciente": a "moléstia fascista" se origina na infância do sujeito... reprimido por uma moral conservadora hipócrita, ele cresce enrustido e se aproveita desses movimentos para dar vazão a seu ódio. O fascista é um conservador ressentido com a sua própria civilização que lhe reprimiu a sexualidade e, agora, volta-se contra ela através dessas ideologias como fachada.
A teoria é completamente irracional, especulativa e anti-intelectual porque não há qualquer prova empírica relevante. O próprio Benito Mussolini cresceu com um pai extremamente progressista e "mente aberta": Alessandro Mussolini, um revolucionário socialista e anarquista que lhe ensinou como a modernidade burguesa era opressora, injusta e deletéria. E nunca sequer houve um estudo de campo para coletar dados empíricos sobre a infância de um número relevante de fascistas, nacional-socialistas e militantes da época para fundamentar a tese. Esses teóricos prescindem de base empírica e nem sequer se debruçaram sobre as ideias e princípios dessas ideologias; apenas, na sua húbris anti-intelectual, acharam que podiam entendê-las especulando sobre repressão sexual infantil no conforto de seus escritórios.
Até hoje essa ladainha estúpida é estudada e repassada adiante nas universidades como se fosse "ciência social" digna de respeito quando, na verdade, é puro chorume ad-hoc ideologicamente enviesado que não apenas não nos ensina absolutamente nada sobre os fenômenos totalitários do século XX, como dificultam o seu entendimento ao torná-los instrumentos de militância ideológica.
Para entender o fascismo e o nazismo, esqueçam psicanálise, esqueçam Reich, Adorno, Nathan, Erich Fromm etc., todos - com exceção de Fromm que possui algo de salvável - absolutamente inúteis e obsoletos. Estudem, pasmem!, os próprios fascistas: leiam seus textos, livros, diários, jornais, discussões, objetivos, táticas etc., ou seja, vocês tem que literalmente ler MUITA literatura fascista e nazista primária para SOMENTE AÍ começar a especular qualquer coisa sobre o contexto social, emocional, familiar e sexual deles - e ainda sim com muita cautela metodológica.
Reich, Nathan e outros, ao se depararem com os fenômenos de massa fascista e nacional-socialista, não conseguiram entendê-los e, no desespero da ignorância, partiram para as radicais especulações do "subconsciente": a "moléstia fascista" se origina na infância do sujeito... reprimido por uma moral conservadora hipócrita, ele cresce enrustido e se aproveita desses movimentos para dar vazão a seu ódio. O fascista é um conservador ressentido com a sua própria civilização que lhe reprimiu a sexualidade e, agora, volta-se contra ela através dessas ideologias como fachada.
A teoria é completamente irracional, especulativa e anti-intelectual porque não há qualquer prova empírica relevante. O próprio Benito Mussolini cresceu com um pai extremamente progressista e "mente aberta": Alessandro Mussolini, um revolucionário socialista e anarquista que lhe ensinou como a modernidade burguesa era opressora, injusta e deletéria. E nunca sequer houve um estudo de campo para coletar dados empíricos sobre a infância de um número relevante de fascistas, nacional-socialistas e militantes da época para fundamentar a tese. Esses teóricos prescindem de base empírica e nem sequer se debruçaram sobre as ideias e princípios dessas ideologias; apenas, na sua húbris anti-intelectual, acharam que podiam entendê-las especulando sobre repressão sexual infantil no conforto de seus escritórios.
Até hoje essa ladainha estúpida é estudada e repassada adiante nas universidades como se fosse "ciência social" digna de respeito quando, na verdade, é puro chorume ad-hoc ideologicamente enviesado que não apenas não nos ensina absolutamente nada sobre os fenômenos totalitários do século XX, como dificultam o seu entendimento ao torná-los instrumentos de militância ideológica.
Para entender o fascismo e o nazismo, esqueçam psicanálise, esqueçam Reich, Adorno, Nathan, Erich Fromm etc., todos - com exceção de Fromm que possui algo de salvável - absolutamente inúteis e obsoletos. Estudem, pasmem!, os próprios fascistas: leiam seus textos, livros, diários, jornais, discussões, objetivos, táticas etc., ou seja, vocês tem que literalmente ler MUITA literatura fascista e nazista primária para SOMENTE AÍ começar a especular qualquer coisa sobre o contexto social, emocional, familiar e sexual deles - e ainda sim com muita cautela metodológica.
👍20👏1
July 17
Charge soviética do anos 1950, durante a Guerra Fria. Generais americanos conjurando o espírito de Adolf Hitler, que carrega uma bandeira escrita "anticomunismo".
Já era lugar-comum da propaganda soviética do Comintern associar a oposição ao comunismo com o fascismo italiano desde 1922, e apenas adicionaram o nacional-socialismo no início dos anos 30. Até setembro de 1939, quando Stálin e Hitler dividiram o Leste Europeu, a propaganda soviética gostava de tachar seus inimigos capitalistas, notadamente a Inglaterra e os EUA, como nazistas ou simpáticos ao nazismo.
O mais irônico nisso, contudo, é que foram as potências capitalistas, Inglaterra e EUA, que nunca aceitaram qualquer apoio ou aliança com a Alemanha nazi. O plano original de Hitler era tentar garantir uma aliança ou acordo de paz com a Inglaterra para invadir o Leste sem problemas, mas nunca conseguiu. Ambos EUA e Inglaterra foram os dois países que mais militaram contra o nazismo na década de 1930 e acabaram criando o pior cenário que Hitler sempre tentou evitar: uma guerra aberta contra a Inglaterra e os EUA.
Aliás, os EUA era o país que Hitler mais temia e sabia que dominaria a geopolítica na segunda metade do século, tanto que sua desesperada tentativa de construir uma Autarquia no Leste Europeu era, em grande parte, uma medida para preparar os nórdicos-alemães para uma competição contra os EUA. Para Hitler, os EUA era uma Autarquia natural e abençoada, algo que ele queria criar para a Alemanha com os recursos do Leste. Falhou, justamente, porque a Inglaterra e os EUA nunca lhe deram carta-branca.
E a União Soviética? Dentro todos os Aliados que derrotaram Hitler, Stálin foi o que mais cooperou e financiou a máquina de guerra nazi, que acabou se voltando contra ele. De todos os vencedores, foi Stálin quem mais fez, em um período específico, para ajudar as ambições bélicas nazistas. E mesmo assim... a propaganda comunista, pródiga em distorcer o sentido da história, transformou os EUA no novo simpatizante do nazismo.
O critério sempre foi a oposição ao comunismo, independente, e até mesmo prescindindo, de qualquer coerência e lógica.
Já era lugar-comum da propaganda soviética do Comintern associar a oposição ao comunismo com o fascismo italiano desde 1922, e apenas adicionaram o nacional-socialismo no início dos anos 30. Até setembro de 1939, quando Stálin e Hitler dividiram o Leste Europeu, a propaganda soviética gostava de tachar seus inimigos capitalistas, notadamente a Inglaterra e os EUA, como nazistas ou simpáticos ao nazismo.
O mais irônico nisso, contudo, é que foram as potências capitalistas, Inglaterra e EUA, que nunca aceitaram qualquer apoio ou aliança com a Alemanha nazi. O plano original de Hitler era tentar garantir uma aliança ou acordo de paz com a Inglaterra para invadir o Leste sem problemas, mas nunca conseguiu. Ambos EUA e Inglaterra foram os dois países que mais militaram contra o nazismo na década de 1930 e acabaram criando o pior cenário que Hitler sempre tentou evitar: uma guerra aberta contra a Inglaterra e os EUA.
Aliás, os EUA era o país que Hitler mais temia e sabia que dominaria a geopolítica na segunda metade do século, tanto que sua desesperada tentativa de construir uma Autarquia no Leste Europeu era, em grande parte, uma medida para preparar os nórdicos-alemães para uma competição contra os EUA. Para Hitler, os EUA era uma Autarquia natural e abençoada, algo que ele queria criar para a Alemanha com os recursos do Leste. Falhou, justamente, porque a Inglaterra e os EUA nunca lhe deram carta-branca.
E a União Soviética? Dentro todos os Aliados que derrotaram Hitler, Stálin foi o que mais cooperou e financiou a máquina de guerra nazi, que acabou se voltando contra ele. De todos os vencedores, foi Stálin quem mais fez, em um período específico, para ajudar as ambições bélicas nazistas. E mesmo assim... a propaganda comunista, pródiga em distorcer o sentido da história, transformou os EUA no novo simpatizante do nazismo.
O critério sempre foi a oposição ao comunismo, independente, e até mesmo prescindindo, de qualquer coerência e lógica.
👏22❤5👍1
July 18
Assisti a Odisséia de Nolan, e gostei, dou um sólido 7.5/10. Mas quero comentar algo do filme que achei cativante e um mostra pouco da genialidade do Nolan com diretor e roteirista: a referência aos "povos do mar".
Eu, honestamente, não ligo para castings duvidosos como a Lupita Nyong'o como a Helena, ou um soldado asiático na turma do Odisseu - embora, realmente, o Elliot Page como Sinon me tirou a imersão porque me parecia uma criança subnutrida lutando para andar com armadura -, porque é para ser uma interpretação de um clássico e gosto de ver o que fazem com a liberdade criativa. Mas por que falo dos "povos do mar"? Porque não é algo nem de Homero nem do Nolan.
Por volta do século XIX, historiadores começaram a perceber que civilizações, como a grega e a egípcia, mostravam sinais de combates e invasões todas por volta, justamente, de 1.200 A.C. Daí surgiu a ideia de que misteriosos povos guerreiros invadiram o Mediterrâneo Oriental a causaram destruição coincidente com o fim da "Era do Bronze". Essa hipótese histórica continua sendo estudada e, até onde seu, tem validade: ninguém ainda sabe ao certo quem foram esses "povos do mar", mas especula-se que foram variados grupos em várias décadas.
O interessante é que os clássicos de Homero não mencionam esses "povos do mar" expressamente, porque foram desenvolvidos como poemas orais uns 400 anos após as invasões, mas era comum, na tansição para o período grego arcaico, especular sobre a queda das eras, como Esíodo o fez ligeramente após a época de Homero. O ponto é que Nolan pegou essa hipótese histórica moderna dos povos do mar e a juntou na sua interpretação da Odisséia como uma ameaça omnipresente através de murmúrios, relatos e uma expectativa ominosa caso Ítaca não votlasse a ser governada propriamente. Porque de fato foi algo que aconteceu por volta da mesma época que, supostamente, ocorreu a Guerra de Tróia.
O twist final do Nolan para essa sua interpetação foi o de colocar os próprios gregos da civilização de Odisseu como "os povos do mar" que dessacraram a "Lei de Zeus" de maneira atroz - ele mesmo, o Odisseu, com o seu presente grego, o Cavalo de Tróia. Enquanto, historicamente, a ameaça foi realmente militar e ultramarina, Nolan a transformou num "karma" oriundo das más escolhas de homens como Odisseu e Agamenon, que colocaram suas ambições acima das frágeis leis que governam o mundo dos homens. Eis a decadência civilizacional da Era do Bronze.
O final, agora, quando Odisseu vai embora rumo ao Ocidente com Penélope - algo que não acontece no clássico -, é interessante dentro desse contexto todo que descrevi. Odisseu deixa Telêmaco governando como seu legítimo herdeiro, uma forma de sinalizar que a decadência será superada pelo legítimo governo na sucessão de gerações que voltarão a respeitar as leis de Zeus, mas também há uma alusão ao futuro da Grécia. Odisseu fala que essas histórias, a de Tróia e dele mesmo, serão recontadas e compiladas para um futuro glorioso da Grécia após a superação da decadência, o que alude ao fato que os poemas homéricos foram compilados e tornados populares de forma escrita na Recensão de Pisístrato, o tirano de Atena nos anos de 540 A.C. - justamente o início da "Era de Ouro" do classicismo grego com as vitórias nas guerras Médicas, a democracia ateniense de Péricles, a poesia de Sófocles, Eurípedes, Ésquilo, e, claro, o sacrifício de Sócrates, a filosofia platônica e o gênio de Aristóteles.
Respeito o Nolan como direitor e roteirista que decidiu inserir essas questões todas em sua interpretação do clássico homérico e o deixou, pelo menos na perspectiva narrativa, bem original.
Eu, honestamente, não ligo para castings duvidosos como a Lupita Nyong'o como a Helena, ou um soldado asiático na turma do Odisseu - embora, realmente, o Elliot Page como Sinon me tirou a imersão porque me parecia uma criança subnutrida lutando para andar com armadura -, porque é para ser uma interpretação de um clássico e gosto de ver o que fazem com a liberdade criativa. Mas por que falo dos "povos do mar"? Porque não é algo nem de Homero nem do Nolan.
Por volta do século XIX, historiadores começaram a perceber que civilizações, como a grega e a egípcia, mostravam sinais de combates e invasões todas por volta, justamente, de 1.200 A.C. Daí surgiu a ideia de que misteriosos povos guerreiros invadiram o Mediterrâneo Oriental a causaram destruição coincidente com o fim da "Era do Bronze". Essa hipótese histórica continua sendo estudada e, até onde seu, tem validade: ninguém ainda sabe ao certo quem foram esses "povos do mar", mas especula-se que foram variados grupos em várias décadas.
O interessante é que os clássicos de Homero não mencionam esses "povos do mar" expressamente, porque foram desenvolvidos como poemas orais uns 400 anos após as invasões, mas era comum, na tansição para o período grego arcaico, especular sobre a queda das eras, como Esíodo o fez ligeramente após a época de Homero. O ponto é que Nolan pegou essa hipótese histórica moderna dos povos do mar e a juntou na sua interpretação da Odisséia como uma ameaça omnipresente através de murmúrios, relatos e uma expectativa ominosa caso Ítaca não votlasse a ser governada propriamente. Porque de fato foi algo que aconteceu por volta da mesma época que, supostamente, ocorreu a Guerra de Tróia.
O twist final do Nolan para essa sua interpetação foi o de colocar os próprios gregos da civilização de Odisseu como "os povos do mar" que dessacraram a "Lei de Zeus" de maneira atroz - ele mesmo, o Odisseu, com o seu presente grego, o Cavalo de Tróia. Enquanto, historicamente, a ameaça foi realmente militar e ultramarina, Nolan a transformou num "karma" oriundo das más escolhas de homens como Odisseu e Agamenon, que colocaram suas ambições acima das frágeis leis que governam o mundo dos homens. Eis a decadência civilizacional da Era do Bronze.
O final, agora, quando Odisseu vai embora rumo ao Ocidente com Penélope - algo que não acontece no clássico -, é interessante dentro desse contexto todo que descrevi. Odisseu deixa Telêmaco governando como seu legítimo herdeiro, uma forma de sinalizar que a decadência será superada pelo legítimo governo na sucessão de gerações que voltarão a respeitar as leis de Zeus, mas também há uma alusão ao futuro da Grécia. Odisseu fala que essas histórias, a de Tróia e dele mesmo, serão recontadas e compiladas para um futuro glorioso da Grécia após a superação da decadência, o que alude ao fato que os poemas homéricos foram compilados e tornados populares de forma escrita na Recensão de Pisístrato, o tirano de Atena nos anos de 540 A.C. - justamente o início da "Era de Ouro" do classicismo grego com as vitórias nas guerras Médicas, a democracia ateniense de Péricles, a poesia de Sófocles, Eurípedes, Ésquilo, e, claro, o sacrifício de Sócrates, a filosofia platônica e o gênio de Aristóteles.
Respeito o Nolan como direitor e roteirista que decidiu inserir essas questões todas em sua interpretação do clássico homérico e o deixou, pelo menos na perspectiva narrativa, bem original.
👍14🤣4❤2🤮2👏1
July 20
Um misto de cringe e comédia ver o Luiz Inácio, apenas no final do seu terceiro mandato, finalmente se decidir pelo falar grosso do nacionalismo soberano.
Passou quase duas décadas chafurdando no prestígio dúbio de ser o queridinho das elites globalistas e progressistas da ONU, celebrando o aval do Obama, o presidente bombardeador do Oriente Médio, que o reconheceu: "This is the guy!". Que adrenalina! Ser o "presidente mais climático do mundo" enquanto se genuflexa pateticamente perante a China, o país mais poluidor do planeta e isso tudo, claro, depois de ter entregado o controle administrativo da nossa Amazônia ao exército de ONGs estrangeiras. Preciso, ainda, mencionar todo o dinheiro do trabalhador brasileiro que foi lavado e enviado aos camaradas do Foro de São Paulo no intuito de enfraquecer a nossa soberania em prol de um projeto de poder continental?
Que besteira! Isso tudo ficou no passado. Agora ele viu vídeos do Enéas e percebeu que ter algumas bombas nucleares é coisa de gente grande e não de político-vitrine no zoológico do progressismo internacional. Luiz Inácio finalmente aprendeu, no auge dos seus 80 anos de idade, como ser um "presidente soberano". Os meninos amadurecem mais tarde mesmo: boys will be boys, I guess.
https://x.com/Monark_acenando/status/2078940191121895911
Passou quase duas décadas chafurdando no prestígio dúbio de ser o queridinho das elites globalistas e progressistas da ONU, celebrando o aval do Obama, o presidente bombardeador do Oriente Médio, que o reconheceu: "This is the guy!". Que adrenalina! Ser o "presidente mais climático do mundo" enquanto se genuflexa pateticamente perante a China, o país mais poluidor do planeta e isso tudo, claro, depois de ter entregado o controle administrativo da nossa Amazônia ao exército de ONGs estrangeiras. Preciso, ainda, mencionar todo o dinheiro do trabalhador brasileiro que foi lavado e enviado aos camaradas do Foro de São Paulo no intuito de enfraquecer a nossa soberania em prol de um projeto de poder continental?
Que besteira! Isso tudo ficou no passado. Agora ele viu vídeos do Enéas e percebeu que ter algumas bombas nucleares é coisa de gente grande e não de político-vitrine no zoológico do progressismo internacional. Luiz Inácio finalmente aprendeu, no auge dos seus 80 anos de idade, como ser um "presidente soberano". Os meninos amadurecem mais tarde mesmo: boys will be boys, I guess.
https://x.com/Monark_acenando/status/2078940191121895911
X (formerly Twitter)
Rick 🇻🇦𓅛 (@Monark_acenando) on X
O Flávio está tão woke que o Lula teve que ser chad
👏10🔥2🤣2👎1
July 21
É curioso, mas os nazis não se tornaram populares e nem cresceram eleitoralmente na base das pautas morais fundamentadas da degeneração social supostamente promovida pelos judeus.
Até meados de 1929, Hitler, Goebbels e a propaganda do Partido ostensivamente orientavam a propaganda do Partido na questão do antissemitismo e nas críticas morais, mas amarguraram na insignificância alcançando menos de 3% dos assentos no Reichstag. Essencialmente, ninguém ligava para as críticas nazis quanto a degeneração social, sexual, moral e a culpa dos judeus.
Os nazis ascenderam a partir de 1929 por causa da Grande Depressão e Hitler, astuto como era, intencionalmente diminuiu drasticamente a ênfase no antissemitismo e nas questões morais; o foco virou econômico para alcançar a massa dos trabalhadores e desempregados. Por isso mesmo, como é nítido pela cronologia dos discursos hitleristas apresentados no livro do Dr. Zitelmann, "Hitler: Anticapitalista e Revolucionário", o ideário social e econômico de Hitler começou a ser popularizado e foi aí mesmo que o movimento tomou proporções gigantescas.
Em suma, portanto, se não fosse a crise econômica e política a partir de 1929 Hitler e os nazistas teriam minguado na insignificância e, provavelmente, nunca teriam alcançado o poder. As pautas antissemitas voltadas para a moralidade nunca foram importantes para a ascensão dos nazistas.
Até meados de 1929, Hitler, Goebbels e a propaganda do Partido ostensivamente orientavam a propaganda do Partido na questão do antissemitismo e nas críticas morais, mas amarguraram na insignificância alcançando menos de 3% dos assentos no Reichstag. Essencialmente, ninguém ligava para as críticas nazis quanto a degeneração social, sexual, moral e a culpa dos judeus.
Os nazis ascenderam a partir de 1929 por causa da Grande Depressão e Hitler, astuto como era, intencionalmente diminuiu drasticamente a ênfase no antissemitismo e nas questões morais; o foco virou econômico para alcançar a massa dos trabalhadores e desempregados. Por isso mesmo, como é nítido pela cronologia dos discursos hitleristas apresentados no livro do Dr. Zitelmann, "Hitler: Anticapitalista e Revolucionário", o ideário social e econômico de Hitler começou a ser popularizado e foi aí mesmo que o movimento tomou proporções gigantescas.
Em suma, portanto, se não fosse a crise econômica e política a partir de 1929 Hitler e os nazistas teriam minguado na insignificância e, provavelmente, nunca teriam alcançado o poder. As pautas antissemitas voltadas para a moralidade nunca foram importantes para a ascensão dos nazistas.
👏11👍6
July 21
Notem: a América Latina é palco de como funciona a dinâmica ideológica da "direita" e a "esquerda" modernas:
TODAS as ditaduras esquerdistas latinoamericanas, do século XX até hoje, permaneceram fechadas e com o pleito eleitoral restrito e controlado pela facção no poder. Agora, TODAS as ditaduras direitistas, ao contrário, em alguma momento transitaram para regimes democráticos mais ou menos estáveis ou, pelo menos, sem um grupo completamente monopolizador do poder. Isso tem uma explicação.
A esquerda moderna, fomentada por essa peculiar mistura de nacionalismo latino e marxismo vulgarizado, é, por sua própria natureza, incapaz de participar do jogo democrático porque o seu objetivo é alcançar um estado de construção revolucionária permanente porque, para eles, o destino do país, do povo trabalhador e da região está em perigo mortal. Eles jogam o jogo para destruí-lo. A direita, compreendida de maneira abrangente, despojou-se de suas ambições ditatoriais e se resignou a jogar o jogo democrático, amiúde subestimando as inclinações ditatoriais de seus inimigos esquerdistas.
Alguns grupos de direita mais conscientes já se atinaram para a absurdidade de jogar um jogo com um inimigo que não preza pela manutenção da possibilidade da alternância do poder, e começaram a se misturar com elementos nacionalistas de seus países para, eles mesmos, avançar uma nova modalidade de autoritarismo nacionalista e militaresco... justamente para impedir a ameaça existencial encarnada no inimigo avermelhado.
Talvez a América Latina seja, atualmente, o continente que melhor prova, mais uma vez, a teoria da circulação das elites de Vilfredo Pareto. Uma elite contra a outra para salvar a pátria uma da outra.
TODAS as ditaduras esquerdistas latinoamericanas, do século XX até hoje, permaneceram fechadas e com o pleito eleitoral restrito e controlado pela facção no poder. Agora, TODAS as ditaduras direitistas, ao contrário, em alguma momento transitaram para regimes democráticos mais ou menos estáveis ou, pelo menos, sem um grupo completamente monopolizador do poder. Isso tem uma explicação.
A esquerda moderna, fomentada por essa peculiar mistura de nacionalismo latino e marxismo vulgarizado, é, por sua própria natureza, incapaz de participar do jogo democrático porque o seu objetivo é alcançar um estado de construção revolucionária permanente porque, para eles, o destino do país, do povo trabalhador e da região está em perigo mortal. Eles jogam o jogo para destruí-lo. A direita, compreendida de maneira abrangente, despojou-se de suas ambições ditatoriais e se resignou a jogar o jogo democrático, amiúde subestimando as inclinações ditatoriais de seus inimigos esquerdistas.
Alguns grupos de direita mais conscientes já se atinaram para a absurdidade de jogar um jogo com um inimigo que não preza pela manutenção da possibilidade da alternância do poder, e começaram a se misturar com elementos nacionalistas de seus países para, eles mesmos, avançar uma nova modalidade de autoritarismo nacionalista e militaresco... justamente para impedir a ameaça existencial encarnada no inimigo avermelhado.
Talvez a América Latina seja, atualmente, o continente que melhor prova, mais uma vez, a teoria da circulação das elites de Vilfredo Pareto. Uma elite contra a outra para salvar a pátria uma da outra.
❤🔥11👏7❤2
July 21
O desespero de Luiz Inácio, outrora o presidente "climático e democrático" do progressismo ocidental, é patente. O que aconteceu com o "Lulinha paz e amor"?
Luiz Inácio, mais do que todo mundo, já percebeu que, a longo prazo, o seu partido, seus seguidores, discípulos e a nova geração da esquerda não têm absolutamente nada a oferecer ao povo brasileiro. Esgotaram-se as esperanças da Pátria Grande; esgotaram-se as esperanças de um "socialismo que não sabemos qual" promovido pelo propaganda petista. Há duas décadas que os inimigos existenciais de praxe, o nazifascismo e a fome, essas ameaças lovecraftianas, também se esgotaram e se tornaram memes. A teologia da esquerdigreja que fundou o PT nas costas dos Leonardos Boff da vida também já se esgotou; os evangélicos, cada dia mais tomando suas redpills políticas, migram para a direita de Nikolas Ferreira e Silas Malafaia.
Luiz Inácio sabe que precisa, pela primeira vez em sua vida de político, deixar de lado o pau-molismo do afago e do suborno mensalista para engrossar a voz da caricatura do Caudilho nacionalista. Não lhe cai bem, fica deveras patético o desespero do personagem. Lula vai enforcar os "traidores"? Não.. o máximo que fará é se prostituir cada vez mais nas mãos dos Grão Senhores da juristocracia para, quiçá, emplacar uma proibição eleitoral do concorrente. É isso que sobrou para o Lula e o PT: depender da boa vontade do estamento burocrático para trapacear na festa democrática. Lembram-se que, antes de chegar ao poder, o PT cresceu no discurso de lutar contra o estamento burocrático para salvar a democracia? Pois é... a dialética histórica é brutal.
Tudo isso para se manter no poder por mais 4 anos estéreis, sustentados no aumento de impostos, algum novo benefício popular perdulário e nas bravatas da voz rouca e cansada do novo "pai dos pobres" que os multiplica. O Brasil somente entrará de vez no século XXI quando Luiz Inácio desaparecer da política e entrar na lata de lixo da história.
Luiz Inácio, mais do que todo mundo, já percebeu que, a longo prazo, o seu partido, seus seguidores, discípulos e a nova geração da esquerda não têm absolutamente nada a oferecer ao povo brasileiro. Esgotaram-se as esperanças da Pátria Grande; esgotaram-se as esperanças de um "socialismo que não sabemos qual" promovido pelo propaganda petista. Há duas décadas que os inimigos existenciais de praxe, o nazifascismo e a fome, essas ameaças lovecraftianas, também se esgotaram e se tornaram memes. A teologia da esquerdigreja que fundou o PT nas costas dos Leonardos Boff da vida também já se esgotou; os evangélicos, cada dia mais tomando suas redpills políticas, migram para a direita de Nikolas Ferreira e Silas Malafaia.
Luiz Inácio sabe que precisa, pela primeira vez em sua vida de político, deixar de lado o pau-molismo do afago e do suborno mensalista para engrossar a voz da caricatura do Caudilho nacionalista. Não lhe cai bem, fica deveras patético o desespero do personagem. Lula vai enforcar os "traidores"? Não.. o máximo que fará é se prostituir cada vez mais nas mãos dos Grão Senhores da juristocracia para, quiçá, emplacar uma proibição eleitoral do concorrente. É isso que sobrou para o Lula e o PT: depender da boa vontade do estamento burocrático para trapacear na festa democrática. Lembram-se que, antes de chegar ao poder, o PT cresceu no discurso de lutar contra o estamento burocrático para salvar a democracia? Pois é... a dialética histórica é brutal.
Tudo isso para se manter no poder por mais 4 anos estéreis, sustentados no aumento de impostos, algum novo benefício popular perdulário e nas bravatas da voz rouca e cansada do novo "pai dos pobres" que os multiplica. O Brasil somente entrará de vez no século XXI quando Luiz Inácio desaparecer da política e entrar na lata de lixo da história.
🔥12👍6👏4❤2
July 22
Resposta que dei e essa... "influenciadora":
Sinceramente, Nil Morreto, desconhecer o histórico da geopolítica do Lula e do PT é ignorância crassa e indesculpável, ainda mais para alguém que, do conforto do Canadá e longe de quaisquer repercussões pessoais da escolha eleitoral, fez campanha exaustiva para eles.
Se você é "contra todo e qualquer autocrata", então seria obrigação moral NÃO VOTAR no Lula e nem apoiar o PT porque, desde 1990, eles foram o epicentro da coordenação dos autocratas modernos na América Latina: Fidel e Raul Castro, Hugo Chávez, Evo Morales, Nicolás Maduro, Daniel Ortega, Rafael Correa etc.. TODOS faziam ou ainda fazem parte da estratégia geopolítica petista para a América Latina, e Lula os apoiou TODOS.
E não me venha com sua falsa dicotomia de que "os EUA são tão autocratas quanto eles, o voto no Lula não é contraditório". Besteira. A influência americana na América Latina é infinitesimal se comparada aos danos que governos como os de Hugo Chávez e Nicolás Maduro fizeram no continente: a diáspora de 8 MILHÕES de venezuelanos famélicos. Isso tudo aconteceu com apoio do Lula.
Você não tem moral nem conhecimento para tentar pautar parâmetro eleitoral para ninguém.
Sinceramente, Nil Morreto, desconhecer o histórico da geopolítica do Lula e do PT é ignorância crassa e indesculpável, ainda mais para alguém que, do conforto do Canadá e longe de quaisquer repercussões pessoais da escolha eleitoral, fez campanha exaustiva para eles.
Se você é "contra todo e qualquer autocrata", então seria obrigação moral NÃO VOTAR no Lula e nem apoiar o PT porque, desde 1990, eles foram o epicentro da coordenação dos autocratas modernos na América Latina: Fidel e Raul Castro, Hugo Chávez, Evo Morales, Nicolás Maduro, Daniel Ortega, Rafael Correa etc.. TODOS faziam ou ainda fazem parte da estratégia geopolítica petista para a América Latina, e Lula os apoiou TODOS.
E não me venha com sua falsa dicotomia de que "os EUA são tão autocratas quanto eles, o voto no Lula não é contraditório". Besteira. A influência americana na América Latina é infinitesimal se comparada aos danos que governos como os de Hugo Chávez e Nicolás Maduro fizeram no continente: a diáspora de 8 MILHÕES de venezuelanos famélicos. Isso tudo aconteceu com apoio do Lula.
Você não tem moral nem conhecimento para tentar pautar parâmetro eleitoral para ninguém.
👏33👍5❤1
July 22
O cope dos comunistas para passar pano e tolerar a realidade grotesca dos experimentos do século XX é impressionante.
O comunista aí chegou a errar as cifras para não se dar conta do absurdo monumental que acabou de escrever: os nazistas não mataram 55 milhões diretamente, mas cerca de 25 milhões, contando o Holocausto e as vítimas no teatro de guerra europeu, Leste e Oeste. Essas foram vítimas diretas das ações nazistas, sem as consequências indiretas de guerra como um todo.
Por que essa diferença é importante? Porque as mortes do regime de Mao, de 1949 a 1976, estimam-se entre 40-70 milhões. Sem invasão externa e sem guerra civil, EM TEMPO DE PAZ NA CHINA. Entenderam a magnitude da monstruosidade comunista? Mao conseguiu a macabra façanha de dizimar mais cidadãos de seu próprio país e em tempos de paz do que os nazistas assassinaram intencionalmente numa planejada guerra de extermínio continental.
Pior: o comunista aí do post atribuiu esse recorde demoníaco a um mero "acidente". Ah, pois é. Calhou que a administração estatal comunista errou algumas políticas públicas, algumas disposições burocráticas, algumas cifras contábeis na produção agrícola e, poxa, olhem só, mais gente morrendo que as vítimas da mais mortífera guerra continental avançada por Hitler.
O cara, na verdade, mostrou como um mero acidente da burocracia comunista conseguiu ser mais mortífero que a máquina de guerra nazista em sua sanha imperial mais brutal. Colocando os verdadeiros números e estimativas nas suas devidas proporções, pode-se até mesmo pensar que se os comunistas alcançaram o recorde mundial absoluto do democídio acidental contra seus próprios povos, imaginem o que fariam se tivessem as intenções imperiais de um Hitler...
O comunista aí chegou a errar as cifras para não se dar conta do absurdo monumental que acabou de escrever: os nazistas não mataram 55 milhões diretamente, mas cerca de 25 milhões, contando o Holocausto e as vítimas no teatro de guerra europeu, Leste e Oeste. Essas foram vítimas diretas das ações nazistas, sem as consequências indiretas de guerra como um todo.
Por que essa diferença é importante? Porque as mortes do regime de Mao, de 1949 a 1976, estimam-se entre 40-70 milhões. Sem invasão externa e sem guerra civil, EM TEMPO DE PAZ NA CHINA. Entenderam a magnitude da monstruosidade comunista? Mao conseguiu a macabra façanha de dizimar mais cidadãos de seu próprio país e em tempos de paz do que os nazistas assassinaram intencionalmente numa planejada guerra de extermínio continental.
Pior: o comunista aí do post atribuiu esse recorde demoníaco a um mero "acidente". Ah, pois é. Calhou que a administração estatal comunista errou algumas políticas públicas, algumas disposições burocráticas, algumas cifras contábeis na produção agrícola e, poxa, olhem só, mais gente morrendo que as vítimas da mais mortífera guerra continental avançada por Hitler.
O cara, na verdade, mostrou como um mero acidente da burocracia comunista conseguiu ser mais mortífero que a máquina de guerra nazista em sua sanha imperial mais brutal. Colocando os verdadeiros números e estimativas nas suas devidas proporções, pode-se até mesmo pensar que se os comunistas alcançaram o recorde mundial absoluto do democídio acidental contra seus próprios povos, imaginem o que fariam se tivessem as intenções imperiais de um Hitler...
👏26👍7
July 23
Pessoal, não é novidade nenhuma, basta decifrar o contexto e o eufemismo usado pelos comunistas para entender o que eles falam abertamente.
Por "resistência" o Jones quer dizer qualquer ato não apenas contra Israel, mas contra quaisquer inimigos da revolução. Um comunista enxerga o mundo entre as pessoas dignas de sobreviverem para viver na sociedade futura e aquelas que merecem morrer - ou coisa pior - para que a sociedade futura surja. Sempre foi assim.
O próprio Jones, usando mais eufemismos, afirmou que usaria da pena de morte, mas apenas "num processo revolucionário, nos momentos mais agudos da luta de classes", e "especialmente [mas não exclusivamente] para pessoas que estão financiadas por organizações estrangeiras, que estão atuando ativamente para derrubar o processo revolucionário". Essa verborragia toda para simplesmente dizer: se você é contra minha revolução, eu vou te matar.
É apenas lógico porque, se o comunista acredita piamente que detém o conhecimento e o poder determinados pela história para instaurar uma sociedade justa para incontáveis felizardas gerações futuras, por que a mentira, o engodo, estupro, a pedofilia, o latrocínio, a tortura e o assassinato seriam imorais? É apenas aritmética: algumas dezenas ou centenas de milhões de pessoas assassinadas, torturadas e estupradas agora versus INCONTÁVEIS gerações de pessoas salvas pela revolução.
Não é à toa que nos anais dos crimes perpetrados em prol da revolução, encontram-se todos esses crimes, até mesmo o estupro. E eles se orgulham disso.
https://x.com/asafepe14/status/2080125830013804939
Por "resistência" o Jones quer dizer qualquer ato não apenas contra Israel, mas contra quaisquer inimigos da revolução. Um comunista enxerga o mundo entre as pessoas dignas de sobreviverem para viver na sociedade futura e aquelas que merecem morrer - ou coisa pior - para que a sociedade futura surja. Sempre foi assim.
O próprio Jones, usando mais eufemismos, afirmou que usaria da pena de morte, mas apenas "num processo revolucionário, nos momentos mais agudos da luta de classes", e "especialmente [mas não exclusivamente] para pessoas que estão financiadas por organizações estrangeiras, que estão atuando ativamente para derrubar o processo revolucionário". Essa verborragia toda para simplesmente dizer: se você é contra minha revolução, eu vou te matar.
É apenas lógico porque, se o comunista acredita piamente que detém o conhecimento e o poder determinados pela história para instaurar uma sociedade justa para incontáveis felizardas gerações futuras, por que a mentira, o engodo, estupro, a pedofilia, o latrocínio, a tortura e o assassinato seriam imorais? É apenas aritmética: algumas dezenas ou centenas de milhões de pessoas assassinadas, torturadas e estupradas agora versus INCONTÁVEIS gerações de pessoas salvas pela revolução.
Não é à toa que nos anais dos crimes perpetrados em prol da revolução, encontram-se todos esses crimes, até mesmo o estupro. E eles se orgulham disso.
https://x.com/asafepe14/status/2080125830013804939
X (formerly Twitter)
Gabriel Asafe ⬛️🟨⬜️ (@asafepe14) on X
Jones Manoel defendendo ESTUPRO DE MULHERES E CRIANÇAS como "forma de resistência"
👏12🤬3
July 24
Como eu não consigo marcar o Jones Manoel, esse covarde que me bloqueou, marquem-no nos comentários por favor.
Aí está a transcrição do infeliz diálogo ocorrido no podcast. Leiam-no com atenção. Jones, nesse vídeo ridículo dobrando a aposta com ameaça de lawfare, disse que: "Eu não defendo nenhuma forma de violência contra a mulher; eu defendo a resistência palestina". E o que isso significa no contexto da fala? Hein?
O Jones tem essa tendência escrota de subestimar a inteligência do seu ouvinte - provavelmente porque ele conhece bem os seus seguidores -, mas não dá para enganar todo mundo toda hora. A pergunta foi clara, e tudo o que era necessário era um óbvio "NÃO", mas o que o Jones respondeu: "eu não sou sommerlier de resistência, não", ou seja, ELE APOIA TACITAMENTE QUAISQUER MEIOS DE "RESISTÊNCIA", INCLUSIVE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. Se calhasse dele assistir um militante do Hamas estuprando uma mulher israelense, ele faria vista grossa e aceitaria como parte natural da "resistência". É exatamente esse o sentido da sua resposta. Logo, ele APOIA, SIM, a violência contra a mulher do grupinho que ele julga ser opressor.
É nítido e óbvio para qualquer pessoa minimamente alfabetizada. E agora ele vai tentar meter o medo através dos processinhos da justiça do Estado burguês que ele tanto despreza. É patético. Jones você é patético. ASSUMA O B.O E A RESPONSA PELA SUA FALA SEU MARICAS. Tu não é machão da luta revolucionária que quer aplicar a pena de morte para os adversários? Não é o bombadão que tacaria "fogo em fascistas"? E agora vai apelar pro judiciário dos processinhos porque as pessoas estão interpretando corretamente a tua fala? Assuma logo o que você pensa: fale ou não fale. Mas não, ficou com essa insinuação implícita porque não tem coragem de dizer no que acredita e fica putinho quando os outros entendem muito bem o que você quer dizer.
Seu frouxo de merda.
Aí está a transcrição do infeliz diálogo ocorrido no podcast. Leiam-no com atenção. Jones, nesse vídeo ridículo dobrando a aposta com ameaça de lawfare, disse que: "Eu não defendo nenhuma forma de violência contra a mulher; eu defendo a resistência palestina". E o que isso significa no contexto da fala? Hein?
O Jones tem essa tendência escrota de subestimar a inteligência do seu ouvinte - provavelmente porque ele conhece bem os seus seguidores -, mas não dá para enganar todo mundo toda hora. A pergunta foi clara, e tudo o que era necessário era um óbvio "NÃO", mas o que o Jones respondeu: "eu não sou sommerlier de resistência, não", ou seja, ELE APOIA TACITAMENTE QUAISQUER MEIOS DE "RESISTÊNCIA", INCLUSIVE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. Se calhasse dele assistir um militante do Hamas estuprando uma mulher israelense, ele faria vista grossa e aceitaria como parte natural da "resistência". É exatamente esse o sentido da sua resposta. Logo, ele APOIA, SIM, a violência contra a mulher do grupinho que ele julga ser opressor.
É nítido e óbvio para qualquer pessoa minimamente alfabetizada. E agora ele vai tentar meter o medo através dos processinhos da justiça do Estado burguês que ele tanto despreza. É patético. Jones você é patético. ASSUMA O B.O E A RESPONSA PELA SUA FALA SEU MARICAS. Tu não é machão da luta revolucionária que quer aplicar a pena de morte para os adversários? Não é o bombadão que tacaria "fogo em fascistas"? E agora vai apelar pro judiciário dos processinhos porque as pessoas estão interpretando corretamente a tua fala? Assuma logo o que você pensa: fale ou não fale. Mas não, ficou com essa insinuação implícita porque não tem coragem de dizer no que acredita e fica putinho quando os outros entendem muito bem o que você quer dizer.
Seu frouxo de merda.
👏26👍6🔥5
July 24
Não sou muito afeito a especulações históricas contrafactuais porque, por óbvio, permanecerão especulações para sempre. Mas vamos fazê-la em relação ao Putsch da Cervejaria proposta pelo Viajante.
Primeiramente, eu discordo que o resultado mais crucial e importante do Putsch fracassado foi a popularidade que Hitler conseguiu através do julgamento. Teve sua importância porque, por exemplo, foi quando o jovem Joseph Goebbels notou Hitler e começou a admirá-lo; mas, para mim, a consequência mais impactante foi a mudança estratégica que Hitler tirou da experiência.
Antes de novembro de 1923, Hitler tinha dois professores na arte do golpe de Estado e da revolução, Benito Mussolini e Vladimir Lênin - "professores" no sentido de pessoas que ele julgava terem o que lhe ensinar sobre o assunto, independente de admiração pessoal. Até então, Hitler piamente acreditava que a nascente República de Weimar não conseguiria se manter de pé por muito tempo, e a sua esperança para o golpe de Novembro era usar Munique como um estopim para uma revolta nacional contra o governo central em Berlim - tanto que, no andar de cima do café tomado de assalto, ele tentou, em vão, convencer dois generais justamente disso.
O fracasso no Putsch, embora tenha jogado Hitler numa profunda depressão, serviu-lhe para uma mudança radical no seu jeito de lidar com a estratégia da tomada do poder. Ele, já em Landsberg, percebeu que a República de Weimar conseguiria se estabilizar e até mesmo prosperar economicamente, e que a sua única chance de alcançar o poder seria através da luta eleitoral, algo que, até o Putsch, ele via com desprezo. Agora, era a sua única saída.
O Mein Kampf, escrito nesse período de condenação, foi estruturado justamente pensando nessa nova estratégia - antes de Novembro de 1923, Hitler se recusava a escrever um livro porque ele não se julgava um escritor, e no máximo aceitava a ideia de compilar seus discursos. Agora, a necessidade de virar um político das linhas eleitorais o forçou a ser um escritor. Ele pensou na reconstrução do Partido Nazi e do movimento num maior aspecto eleitoral de massas e tendo em vista um horizonte mais longo de tempo para o sucesso do que o imediatiamismo violento que antes o obcecava.
Quando saiu da prisão no final de 1924 e refundou o Partido Nazi em 1925, ele já havia se tornado um tipo diferente de revolucionário e golpista. Ele havia estruturado todo o nazismo renascido na ideia de torná-lo um veneno corrosivo, e não um aríete de guerra. Ele desejava alcançar a chancelaria do Reich para transformar o Estado por dentro. E foi o que ele fez.
Essa é, a meu ver, a mudança crucial advinda do Putsch fracassado. Naturalmente, talvez Hitler acabasse se dando conta dessa necessidade sem o Putsch em algum momento... mas aí, como é natural desse experimento, é especular no vazio.
Primeiramente, eu discordo que o resultado mais crucial e importante do Putsch fracassado foi a popularidade que Hitler conseguiu através do julgamento. Teve sua importância porque, por exemplo, foi quando o jovem Joseph Goebbels notou Hitler e começou a admirá-lo; mas, para mim, a consequência mais impactante foi a mudança estratégica que Hitler tirou da experiência.
Antes de novembro de 1923, Hitler tinha dois professores na arte do golpe de Estado e da revolução, Benito Mussolini e Vladimir Lênin - "professores" no sentido de pessoas que ele julgava terem o que lhe ensinar sobre o assunto, independente de admiração pessoal. Até então, Hitler piamente acreditava que a nascente República de Weimar não conseguiria se manter de pé por muito tempo, e a sua esperança para o golpe de Novembro era usar Munique como um estopim para uma revolta nacional contra o governo central em Berlim - tanto que, no andar de cima do café tomado de assalto, ele tentou, em vão, convencer dois generais justamente disso.
O fracasso no Putsch, embora tenha jogado Hitler numa profunda depressão, serviu-lhe para uma mudança radical no seu jeito de lidar com a estratégia da tomada do poder. Ele, já em Landsberg, percebeu que a República de Weimar conseguiria se estabilizar e até mesmo prosperar economicamente, e que a sua única chance de alcançar o poder seria através da luta eleitoral, algo que, até o Putsch, ele via com desprezo. Agora, era a sua única saída.
O Mein Kampf, escrito nesse período de condenação, foi estruturado justamente pensando nessa nova estratégia - antes de Novembro de 1923, Hitler se recusava a escrever um livro porque ele não se julgava um escritor, e no máximo aceitava a ideia de compilar seus discursos. Agora, a necessidade de virar um político das linhas eleitorais o forçou a ser um escritor. Ele pensou na reconstrução do Partido Nazi e do movimento num maior aspecto eleitoral de massas e tendo em vista um horizonte mais longo de tempo para o sucesso do que o imediatiamismo violento que antes o obcecava.
Quando saiu da prisão no final de 1924 e refundou o Partido Nazi em 1925, ele já havia se tornado um tipo diferente de revolucionário e golpista. Ele havia estruturado todo o nazismo renascido na ideia de torná-lo um veneno corrosivo, e não um aríete de guerra. Ele desejava alcançar a chancelaria do Reich para transformar o Estado por dentro. E foi o que ele fez.
Essa é, a meu ver, a mudança crucial advinda do Putsch fracassado. Naturalmente, talvez Hitler acabasse se dando conta dessa necessidade sem o Putsch em algum momento... mas aí, como é natural desse experimento, é especular no vazio.
👏11👍5❤2
July 26
A chamada da matéria está certíssima porque, para os padrões comunistas, é realmente uma "transformação milagrosa": agora há eletricidade para mover os elevadores. Um milagre do materialismo-histórico-dialético aliado à doutrina Juche.
A matéria, em si mesma interessante, não aponta milagre algum, mas uma recuperação momentânea das finanças norte-coreanas devido ao financiamento de armamentos para Putin e uma aproximação da China. Há, até, uma tênue esperança de que o regime abrirá "20 fábricas em 10 anos" para avançar a sua industrialização. Fábricas de quê, e para vender para quem? Ninguém sabe... provavelmente para vender mais armas; mas os comunistas adoram fábricas, maquinários, ferramentas e tudo o que lembre a estética proletária clássica, só para deixá-las mofando na inutilidade dos planos econômicos inventados pela burocracia partidária.
Vejam que o "boom" aí foi estimulado por uma guerra europeia e a boa vontade chinesa, nada que possa ser realmente atribuído à economia planificada norte-coreana. Em verdade, como a matéria mesmo diz, o que ainda mantém esse regime anacrônico e nauseabundo de pé é o roubo de criptomoedas, o ransomware de hackers e a apropriação dos salários de norte-coreanos que trabalham fora do país - porque o regime mantém suas famílias reféns.
Quem imaginaria que os escritos da dupla dinâmica do materialismo histórico dialético, exortando os trabalhadores do mundo a se unirem no longínquo ano de 1848, resultaria num regime que considera mover elevadores com eletricidade em 2026 um "milagre".
A matéria, em si mesma interessante, não aponta milagre algum, mas uma recuperação momentânea das finanças norte-coreanas devido ao financiamento de armamentos para Putin e uma aproximação da China. Há, até, uma tênue esperança de que o regime abrirá "20 fábricas em 10 anos" para avançar a sua industrialização. Fábricas de quê, e para vender para quem? Ninguém sabe... provavelmente para vender mais armas; mas os comunistas adoram fábricas, maquinários, ferramentas e tudo o que lembre a estética proletária clássica, só para deixá-las mofando na inutilidade dos planos econômicos inventados pela burocracia partidária.
Vejam que o "boom" aí foi estimulado por uma guerra europeia e a boa vontade chinesa, nada que possa ser realmente atribuído à economia planificada norte-coreana. Em verdade, como a matéria mesmo diz, o que ainda mantém esse regime anacrônico e nauseabundo de pé é o roubo de criptomoedas, o ransomware de hackers e a apropriação dos salários de norte-coreanos que trabalham fora do país - porque o regime mantém suas famílias reféns.
Quem imaginaria que os escritos da dupla dinâmica do materialismo histórico dialético, exortando os trabalhadores do mundo a se unirem no longínquo ano de 1848, resultaria num regime que considera mover elevadores com eletricidade em 2026 um "milagre".
👍17😁5🤣5
July 27
O Jones é a prova mais cabal que o tal do "Estado burguês" não apenas não o persegue, mas faz vista grossa para a sua militância.
Lembram-se da Brenda Laranja, a comunista que falou num áudio que judeus e sionistas deveriam morrer em câmaras de gás? Pois é, uma fala dessas, e mais a defesa tácita de métodos de estupros coletivos do Hamas, não movem as engrenagens judiciais do Estado burguês... e nem mesmo impedem "um comunista no Congresso", porque o PCdoB tem 11 Deputados Federais.
A tal da "extrema-direita" que o Jones acusa aí é nada mais que a revolta moral da população à suas falas nojentas... e o algoritmo estranho da Meta que bane diversos perfis, mas ele toma isso como uma "ação orquestrada da extrema-direita", enquanto pessoas como o Monark e o Leo Lins, verdadeiras vítimas perseguidas pelo Estado burguês, têm suas vidas destruídas pelo sistema.
Se o Jones realmente acreditasse que o Estado burguês é extremamente anticomunista e articulador de campanhas para destruir os comunistas, ele nem sequer teria usado os processinhos do Estado burguês como ameaça para quem o critica. É tudo um misto de projeção marxista e cinismo brutal de alguém que quer tomar o poder e usá-lo para cometer os crimes mais atrozes e desumanos. É sempre assim.
https://x.com/EleicaoBr2026/status/2081560210078855314
Lembram-se da Brenda Laranja, a comunista que falou num áudio que judeus e sionistas deveriam morrer em câmaras de gás? Pois é, uma fala dessas, e mais a defesa tácita de métodos de estupros coletivos do Hamas, não movem as engrenagens judiciais do Estado burguês... e nem mesmo impedem "um comunista no Congresso", porque o PCdoB tem 11 Deputados Federais.
A tal da "extrema-direita" que o Jones acusa aí é nada mais que a revolta moral da população à suas falas nojentas... e o algoritmo estranho da Meta que bane diversos perfis, mas ele toma isso como uma "ação orquestrada da extrema-direita", enquanto pessoas como o Monark e o Leo Lins, verdadeiras vítimas perseguidas pelo Estado burguês, têm suas vidas destruídas pelo sistema.
Se o Jones realmente acreditasse que o Estado burguês é extremamente anticomunista e articulador de campanhas para destruir os comunistas, ele nem sequer teria usado os processinhos do Estado burguês como ameaça para quem o critica. É tudo um misto de projeção marxista e cinismo brutal de alguém que quer tomar o poder e usá-lo para cometer os crimes mais atrozes e desumanos. É sempre assim.
https://x.com/EleicaoBr2026/status/2081560210078855314
X (formerly Twitter)
Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) on X
Jones Manoel denuncia ataques da extrema-direita e convoca mobilização
Ele relatou ameaças, restrições nas redes e fake news direcionadas a ele e sua família, dizendo que a extrema-direita teme um comunista no Congresso. Convocou apoiadores a um grupo de…
Ele relatou ameaças, restrições nas redes e fake news direcionadas a ele e sua família, dizendo que a extrema-direita teme um comunista no Congresso. Convocou apoiadores a um grupo de…
❤14👏7⚡1
July 28
Dificilmente os fundadores da notória Sociedade Fabiana teriam imaginado, lá em 1884, que, de todos os países do mundo, o Brasil, essa falida Bizâncio tropical, acabaria se tornando o laboratório perfeito do socialismo homeopático.
Incapazes de destruir a responsabilidade jurídica dos meios de produção garantida pelo "Estado burguês", esses socialistas almejavam o incremental controle do pensamento, dos costumes e do vocabulário para "progredir" a sociedade até que o contexto possibilitasse a destruição do sistema jurídico que mantém o capitalismo. Transformar o Estado, através da ampliação do controle burocrático, no modelador dos pensamentos dos cidadãos virou o objetivo dos mais poderosos e ambiciosos grupos de poder, que financiam todo tipo de engenharia social - o sonho do socialismo Fabiano virou técnica de controle social e mental.
O Brasil, país com frágeis raízes que mal nos seguram no processo civilizatório, se tornou alvo fácil para o exército de ONGs desses poderosos grupos multibilionários que buscam nos forçar, sem prejuízo de boa e velha censura, no caminho do "progresso" em nome da tolerância e da igualdade. A prova disso são os nossos cursos formadores de magistrados, recheados do positivismo mais paternalista e autoritário que busca, "em nome do coletivo", proteger-nos de nossos indesculpáveis deslizes morais como contar piadas ou nos divertirmos com as absurdas gírias da internet, como "betinha".
É a marcha tolerante e moralizadora do progresso, uma sentença, uma multa, uma censura de cada vez.
Incapazes de destruir a responsabilidade jurídica dos meios de produção garantida pelo "Estado burguês", esses socialistas almejavam o incremental controle do pensamento, dos costumes e do vocabulário para "progredir" a sociedade até que o contexto possibilitasse a destruição do sistema jurídico que mantém o capitalismo. Transformar o Estado, através da ampliação do controle burocrático, no modelador dos pensamentos dos cidadãos virou o objetivo dos mais poderosos e ambiciosos grupos de poder, que financiam todo tipo de engenharia social - o sonho do socialismo Fabiano virou técnica de controle social e mental.
O Brasil, país com frágeis raízes que mal nos seguram no processo civilizatório, se tornou alvo fácil para o exército de ONGs desses poderosos grupos multibilionários que buscam nos forçar, sem prejuízo de boa e velha censura, no caminho do "progresso" em nome da tolerância e da igualdade. A prova disso são os nossos cursos formadores de magistrados, recheados do positivismo mais paternalista e autoritário que busca, "em nome do coletivo", proteger-nos de nossos indesculpáveis deslizes morais como contar piadas ou nos divertirmos com as absurdas gírias da internet, como "betinha".
É a marcha tolerante e moralizadora do progresso, uma sentença, uma multa, uma censura de cada vez.
👏27👍4
July 29
Uma das virtudes estratégicas do discurso comunista é a capacidade confundir, com apenas um substantivo, toda uma população: "Capitalismo". O que é isso?
Cunhado, provavelmente, pelo socialista francês Louis Blanc em 1850, foi apropriado e tornado famoso por Karl Marx, que o empregou não apenas para descrever um sistema econômico centrado no "capital" - seja lá o que for isso -, mas uma fase histórica capaz de transformar a moralidade, o sistema jurídico, a religião e, quiçá, a capacidade de agência dos seres humanos. Estava aí, já em germe travestido de mero "materialismo", a função proteiforme do ambíguo substantivo.
Não impressiona que, passados quase dois séculos de telefone sem fio das interpretações, adaptações e degenerações, o capitalismo passou justamente a significar quase tudo, menos o próprio sistema econômico do capital e seu emprego na produção econômica. O capitalismo, já diz o título de um livro recente, causa até mesmo a depressão, gera a transfobia e inundou o mundo de entorpecentes. O capitalismo, o novo bicho papão projetado para "explicar" aos adultos as questões da vida que lhes oprime e os confunde, como a necessidade do trabalho, por exemplo.
Escassez, trabalho e dinheiro, problemas tão antigos quanto a invenção da agricultura no Holoceno, foram transfigurados num problema estrutural criado por, ele mesmo, o capitalismo. É uma estratégia comunista muito sagaz: simplificar e distorcer problemas antigos e abstratos em questões simples e com forte teor moralizante cuja solução está próxima: a revolução. Basta entregar poder aos comunistas para destruir o capitalismo e voilà, nem mesmo a necessidade do trabalho existirá.
Viram como enganar as pessoas, até mesmo adultos supostamente racionais e alfabetizados, é muito fácil? Basta usar apenas um substantivo mal definido. Como dizia P. T. Barnun: nasce um otário a cada dia.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
Cunhado, provavelmente, pelo socialista francês Louis Blanc em 1850, foi apropriado e tornado famoso por Karl Marx, que o empregou não apenas para descrever um sistema econômico centrado no "capital" - seja lá o que for isso -, mas uma fase histórica capaz de transformar a moralidade, o sistema jurídico, a religião e, quiçá, a capacidade de agência dos seres humanos. Estava aí, já em germe travestido de mero "materialismo", a função proteiforme do ambíguo substantivo.
Não impressiona que, passados quase dois séculos de telefone sem fio das interpretações, adaptações e degenerações, o capitalismo passou justamente a significar quase tudo, menos o próprio sistema econômico do capital e seu emprego na produção econômica. O capitalismo, já diz o título de um livro recente, causa até mesmo a depressão, gera a transfobia e inundou o mundo de entorpecentes. O capitalismo, o novo bicho papão projetado para "explicar" aos adultos as questões da vida que lhes oprime e os confunde, como a necessidade do trabalho, por exemplo.
Escassez, trabalho e dinheiro, problemas tão antigos quanto a invenção da agricultura no Holoceno, foram transfigurados num problema estrutural criado por, ele mesmo, o capitalismo. É uma estratégia comunista muito sagaz: simplificar e distorcer problemas antigos e abstratos em questões simples e com forte teor moralizante cuja solução está próxima: a revolução. Basta entregar poder aos comunistas para destruir o capitalismo e voilà, nem mesmo a necessidade do trabalho existirá.
Viram como enganar as pessoas, até mesmo adultos supostamente racionais e alfabetizados, é muito fácil? Basta usar apenas um substantivo mal definido. Como dizia P. T. Barnun: nasce um otário a cada dia.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
👍19🤣3
July 30
Há duas inversões que o marxismo sofreu ao colidir com a realidade: 1) A inexistência de uma classe proletária politicamente revolucionária; e 2) a necessidade de uma moral revolucionária. Explico o segundo usando esse post do X.
Todos sabem que o marxismo do materialismo-histórico-dialético era pra ter sido, segundo seus criadores, uma "ciência" materialista, no sentido explicar os processos causais que levariam à revolução e a ditadura do proletariado. Tudo ocorreria de acordo com as contradições materiais latentes no sistema capitalista, e a classe revolucionária se insurgiria como consequência dessas discrepâncias, resultando na pauperização e cada vez mais opressão. Como isso não aconteceu, os comunistas começaram a perceber que precisariam de uma teoria moral para justificar o levante revolucionário num contexto em que a classe trabalhadora estava enriquecendo sob o capitalismo.
Vejam, se a teoria marxista clássica estivesse certa, esse comunista do X nem teria escrito toda essa justificativa moral para seus atos violentos e assassinos. Seria uma consequência natural do andar material da história, e nenhum juízo de valor poderia ser extraído daí - seria pura ciência causal dos fenômenos materiais. Mas não, ao invés de se afincar à revolução como um processo científico, todo o comunismo mundial virou uma propaganda moralizante e justificatória para chegar ao poder.
Se antes a expectativa era uma consequência natural - e quiçá inevitável - de um processo histórico impessoal que levaria a classe trabalhadora à uma reação lógica, agora foi transformado numa vaga e ambígua teoria moral avançada por intelectuais pequeno-burgueses e universitários que nem mesmo representam a classe trabalhadora, mas, amiúde, se beneficiam dos impostos pagos por ela. Absolutamente o contrário das conclusões que Marx & Engels delinearam para provar a cientificidade da sua metodologia material da história.
É curioso, mas posts como esse são feitos aos montes por comunistas e eles nem mesmos se dão conta que, ao fazê-los, estão automaticamente refutando os pressupostos e expectativas da metodologia que os seus mestres avançaram. Ou talvez até saibam disso, mas esperam que isso seja parte de uma obscura dialética que, no andar da história, encontrará sua síntese para tudo fazer sentido. Se for isso, é uma mentalidade religiosa do devir, e não uma ciência.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
Todos sabem que o marxismo do materialismo-histórico-dialético era pra ter sido, segundo seus criadores, uma "ciência" materialista, no sentido explicar os processos causais que levariam à revolução e a ditadura do proletariado. Tudo ocorreria de acordo com as contradições materiais latentes no sistema capitalista, e a classe revolucionária se insurgiria como consequência dessas discrepâncias, resultando na pauperização e cada vez mais opressão. Como isso não aconteceu, os comunistas começaram a perceber que precisariam de uma teoria moral para justificar o levante revolucionário num contexto em que a classe trabalhadora estava enriquecendo sob o capitalismo.
Vejam, se a teoria marxista clássica estivesse certa, esse comunista do X nem teria escrito toda essa justificativa moral para seus atos violentos e assassinos. Seria uma consequência natural do andar material da história, e nenhum juízo de valor poderia ser extraído daí - seria pura ciência causal dos fenômenos materiais. Mas não, ao invés de se afincar à revolução como um processo científico, todo o comunismo mundial virou uma propaganda moralizante e justificatória para chegar ao poder.
Se antes a expectativa era uma consequência natural - e quiçá inevitável - de um processo histórico impessoal que levaria a classe trabalhadora à uma reação lógica, agora foi transformado numa vaga e ambígua teoria moral avançada por intelectuais pequeno-burgueses e universitários que nem mesmo representam a classe trabalhadora, mas, amiúde, se beneficiam dos impostos pagos por ela. Absolutamente o contrário das conclusões que Marx & Engels delinearam para provar a cientificidade da sua metodologia material da história.
É curioso, mas posts como esse são feitos aos montes por comunistas e eles nem mesmos se dão conta que, ao fazê-los, estão automaticamente refutando os pressupostos e expectativas da metodologia que os seus mestres avançaram. Ou talvez até saibam disso, mas esperam que isso seja parte de uma obscura dialética que, no andar da história, encontrará sua síntese para tudo fazer sentido. Se for isso, é uma mentalidade religiosa do devir, e não uma ciência.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
👏18👍1
July 30
Esse post e as reações advindas dele nos servem para uma lição importante: má-fé e/ou analfabetismo funcional podem espalhar fake news muito longe.
Vejam, o Renato falou que a Keiko DECRETOU o "estado de sítio", mas é falso. Ela não decretou nada, apenas mencionou que usará o estado de emergência - não de sítio - para algumas finalidades, como o combate ao crime organizado. Essa fala é parte de um discurso em que ela delineia o futuro da sua presidência. Não há decretação de nada nem golpe.
Ainda, basta estudar um pouco a história política do Peru para ver que usar os decretos de emergência, constitucionalmente fundamentados, é algo bem comum. Ambos os presidentes de esquerda, Pedro Castilho e Dina Boluarte, usaram o decreto de emergência e colocaram os militares na rua para combater o crime organizado... justamente o que Keiko afirmou que fará.
E as pessoas, seguindo o post mentiroso do Renato, acreditaram que a Keiko DECRETOU UM GOLPE. Estão até falando que Flávio Bolsonaro seguirá os passos desse "golpe", que os EUA está por trás disso etc. etc., tudo wishful thinking advindo de uma fake news... viram como é fácil enganar pessoas que querem ser enganadas?
Longe de mim botar a mão no fogo pelos Fujimori, mas a mentira é tão grotesca que me senti forçado a cumprir minha obrigação moral com a verdade. Se houver um golpe, ele ainda não foi decretado.
Vejam, o Renato falou que a Keiko DECRETOU o "estado de sítio", mas é falso. Ela não decretou nada, apenas mencionou que usará o estado de emergência - não de sítio - para algumas finalidades, como o combate ao crime organizado. Essa fala é parte de um discurso em que ela delineia o futuro da sua presidência. Não há decretação de nada nem golpe.
Ainda, basta estudar um pouco a história política do Peru para ver que usar os decretos de emergência, constitucionalmente fundamentados, é algo bem comum. Ambos os presidentes de esquerda, Pedro Castilho e Dina Boluarte, usaram o decreto de emergência e colocaram os militares na rua para combater o crime organizado... justamente o que Keiko afirmou que fará.
E as pessoas, seguindo o post mentiroso do Renato, acreditaram que a Keiko DECRETOU UM GOLPE. Estão até falando que Flávio Bolsonaro seguirá os passos desse "golpe", que os EUA está por trás disso etc. etc., tudo wishful thinking advindo de uma fake news... viram como é fácil enganar pessoas que querem ser enganadas?
Longe de mim botar a mão no fogo pelos Fujimori, mas a mentira é tão grotesca que me senti forçado a cumprir minha obrigação moral com a verdade. Se houver um golpe, ele ainda não foi decretado.
👏21❤2
July 31
De censura você sabe bem, né deputada?
Você é tão patética que precisou torrar rios de dinheiro público acionando a AGU e os órgãos policiais do Estado para perseguir, multar e censurar até mesmo páginas de paródia aqui do X, sem falar de vários influenciadores que tiveram a OUSADIA - olhem só! - de questionar os fundamentos da sua ideologia.
Você enche a boca para falar do Kim Kataguiri, mas quem não se garante na própria ideologia é você, que precisou usar o Estado e a polícia para censurar os críticos. Baixe a bola e olhe-se no espelho antes de criticar os outros.
Você é tão patética que precisou torrar rios de dinheiro público acionando a AGU e os órgãos policiais do Estado para perseguir, multar e censurar até mesmo páginas de paródia aqui do X, sem falar de vários influenciadores que tiveram a OUSADIA - olhem só! - de questionar os fundamentos da sua ideologia.
Você enche a boca para falar do Kim Kataguiri, mas quem não se garante na própria ideologia é você, que precisou usar o Estado e a polícia para censurar os críticos. Baixe a bola e olhe-se no espelho antes de criticar os outros.
👏15👍4
July 31
Excluindo o meme da "globo comunista", é curioso como a mente do militante esquerdista desfunciona e inverte a realidade para enquadrá-la na sua narrativa de ser o oprimido de um processo que, flagrantemente, não é.
Vejam, há pelo menos meio século que a mídia, o Estado e intelectualidade acadêmica brasileiras se tornaram porta-voz do marxismo transformado em ideologia terceiro-mundista e socialista. A "ideologia brasilis" atual é um misto de nacionalismo "anti-imperialista", socialismo progressivo e marxismo retoricamente vulgar, e isso é propagado pela grande mídia como se fosse a própria visão de mundo mais natural que existe: um "senso comum" que deveria ser o ponto de partida de todo brasileiro. O sonho de Antonio Gramsci, em suma.
Claro, para que a militância esquerdista faça qualquer sentido, é preciso acreditar que, malgrado a situação obviamente incongruente, o "sistema" é extremamente "direitista", capitalista, antiesquerda e perseguidor dos esquerdistas que o resistem. Mas é tudo alucinação histérica porque o governo federal e a máquina de publicidade governista amplamente financiam todo tipo de influenciadores das mais variadas matizes esquerdistas... o problema eleitoral é realmente outro: não há futuro certo para o esquerdismo eleitoral. E isso os assusta muito.
Quando Lula morrer, ou se ele perder essa eleição, quem será o novo nome aglutinador da esquerda nacional? Boulos? Érika Hilton? Tabata Amaral? Janja?! Não há ninguém relevante, enquanto que a direita, amplamente considerada, está se renovando, malgrado os atritos e disputas. A longo prazo, eleitoralmente falando - que é onde se sente a influência do povo -, a esquerda está decadência... mesmo tendo criado todo um senso comum abrangente e aparelhado a máquina estatal. Nem mesmo a estratégia gramscista parece funcionar contra os mais óbvios dados da realidade. Será um vexame histórico... e é por isso que precisam, mais do que tudo, manter a narrativa de serem os perseguidos.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
Vejam, há pelo menos meio século que a mídia, o Estado e intelectualidade acadêmica brasileiras se tornaram porta-voz do marxismo transformado em ideologia terceiro-mundista e socialista. A "ideologia brasilis" atual é um misto de nacionalismo "anti-imperialista", socialismo progressivo e marxismo retoricamente vulgar, e isso é propagado pela grande mídia como se fosse a própria visão de mundo mais natural que existe: um "senso comum" que deveria ser o ponto de partida de todo brasileiro. O sonho de Antonio Gramsci, em suma.
Claro, para que a militância esquerdista faça qualquer sentido, é preciso acreditar que, malgrado a situação obviamente incongruente, o "sistema" é extremamente "direitista", capitalista, antiesquerda e perseguidor dos esquerdistas que o resistem. Mas é tudo alucinação histérica porque o governo federal e a máquina de publicidade governista amplamente financiam todo tipo de influenciadores das mais variadas matizes esquerdistas... o problema eleitoral é realmente outro: não há futuro certo para o esquerdismo eleitoral. E isso os assusta muito.
Quando Lula morrer, ou se ele perder essa eleição, quem será o novo nome aglutinador da esquerda nacional? Boulos? Érika Hilton? Tabata Amaral? Janja?! Não há ninguém relevante, enquanto que a direita, amplamente considerada, está se renovando, malgrado os atritos e disputas. A longo prazo, eleitoralmente falando - que é onde se sente a influência do povo -, a esquerda está decadência... mesmo tendo criado todo um senso comum abrangente e aparelhado a máquina estatal. Nem mesmo a estratégia gramscista parece funcionar contra os mais óbvios dados da realidade. Será um vexame histórico... e é por isso que precisam, mais do que tudo, manter a narrativa de serem os perseguidos.
Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
👍11👏4❤3
August 1
Canal está de volta e vídeo novo no ar: respondendo um webcomunista do Instagram que me xingou pra caramba.
O Gustavinho ficou emocionalmente abalado com um corte meu e me xingou muito... então tá, tome resposta porque os erros históricos, lógicos e metodológicos foram tremendos... e ele chegou até a insultar a memória dos pracinhas que morreram na Segunda Guerra. Grotesco.
Link:
https://www.youtube.com/watch?v=heSWfiTaFL8
O Gustavinho ficou emocionalmente abalado com um corte meu e me xingou muito... então tá, tome resposta porque os erros históricos, lógicos e metodológicos foram tremendos... e ele chegou até a insultar a memória dos pracinhas que morreram na Segunda Guerra. Grotesco.
Link:
https://www.youtube.com/watch?v=heSWfiTaFL8
👏12🤣3👍2
August 1