Meu nome é Silvio Almeida
E eu sou um homem inocente
Sempre caminhando juntos, minha filha!
Novo vídeo no canal do YouTube
Neste novo vídeo dou continuidade à série sobre a situação política dos homens negros e falo de como sistema de justiça é fundamental na construção do homem negro enquanto criminoso.
O video é um “manual para a produção de um criminoso” em que eu elenco os passos que devem ser dados. Esses passos vão desde a investigação seletiva até o ato de ignorar provas da defesa que comprovariam a inocência do acusado.
E tem ainda a prática do que tenho chamado de “lawfare identitário”, em que causas das minorias são instrumentalizadas contra indivíduos que muitas vezes pertencem a grupos minoritários.
Link nos stories.
COMO FUNCIONA O LINCHAMENTO MIDIÁTICO?
Apresento a vocês um manual prático de como se promove a destruição pública de uma pessoa:
- não apure, mas diga que apurou;
- se baseie em boatos e alegações sem prova;
- não leve em consideração o fato do seu “alvo” ser uma pessoa de risco político; seu interesse único é ganhar o selo de “derruba celebridades”. Isso pode te tornar temido e ajudar até em seus negócios;
- continue por aí posando de “antirracista” e “apoiador de causas feministas”, mesmo que você pouco se lixe para a vida das mulheres ligadas a quem você quer destruir;
- faça uma reportagem longa, com fontes anônimas em sua maioria, e que sejam pessoas que não gostem do seu alvo; regra de ouro: jamais ouça a versão que contesta o propósito de linchamento;
- se as pessoas começarem a desconfiar da reportagem, vá a um podcast amigo ou a um evento fechado e defenda os seus métodos, por mais questionáveis que sejam;
- recrute dois ou três negros para falar mal do seu alvo, ainda que eles nem o conheçam direito. Isso “legitima” o linchamento e vai parecer que é um pedido da própria comunidade que quer expurgar o “maldito”;
- fale das versões que te contaram como se você estivesse presente. Se te questionarem, diga que faz “New Journalism”, que é um jornalista-escritor. Isso justifica a “criatividade” com que escreve sobre o alvo;
- no seu perfil do alvo, não se restrinja a falar das acusações que pesam contra ele; como não há provas, é preciso compor um personagem “maléfico”. Fale de como ele é “incompetente”, “ relapso”, “vai a sambas”, tudo sem contexto.
- e o mais importante: compare-o com criminosos notórios e diga que ele é poderoso. Ser “poderoso” causa ojeriza nas pessoas, embora o alvo não tenha poder.
- e continue afirmando que não é racista mesmo que seu colega diga ao final “vamos esquecer esse cara”, como quem fecha a tampa de um caixão.
- e conte sempre com o silêncio, a preguiça e a covardia de muita gente, inclusive os “antirracistas” e “progressistas”
COMO OCORRE O LINCHAMENTO MIDIÁTICO?
No segundo vídeo da série sobre a condição política dos homens negros, analiso como funciona o linchamento midiático: da fabricação do número de vítimas à contaminação da memória, do boato que vira dado institucional à patologização do acusado. E mostro como tudo isso se articula num ciclo: reportagem, divulgação, resposta sem contraditório, esquecimento. Tudo isso produz um dano irreversível antes de qualquer decisão judicial.
Vídeo no canal Silvio Almeida, no YouTube
O DRAGÃO SOB O CÉU
Dois anos de muito trabalho, de esforço e de reflexão.
Mergulhar em um novo objeto, em uma nova
cultura, em uma língua desconhecida.
O resultado é o meu novo livro: “O Dragão sob o céu: direito, soberania e socialismo na China”
O livro será publicado pela editora @editoracontracorrente_ , a quem eu agradeço pela confiança de sempre.
Jamais permita que algumas pessoas tentem reduzi-lo à mediocridade da qual elas não conseguem sair.
Lembre-se sempre quem você é se cerque das pessoas que sejam capazes de lhe dizer isso com sinceiro, com carinho e sem bajulação.
Obrigado a todo mundo que me ajudou a chegar até aqui.
O CASO BRIAN BANKS
Brian Banks tinha dezesseis anos quando foi acusado de estupro por Wanetta Gibson, uma colega de escola. Brian era negro. Wanetta Gibson era uma mulher negra.
À época, ele era uma promessa do futebol americano. Tinha recebido interesse de universidades importantes e via no esporte um caminho concreto de futuro. A acusação mudou tudo. Diante do risco de uma pena muito maior, Banks aceitou um acordo judicial. Foi condenado, passou anos preso e depois ainda teve de cumprir liberdade condicional com tornozeleira eletrônica.
Anos depois, Wanetta Gibson entrou em contato com ele pelas redes sociais. Pediu para encontrá-lo. No encontro, admitiu que a acusação havia sido falsa. A conversa foi gravada. Segundo os relatos do caso, ela também demonstrou preocupação com a possibilidade de ter de devolver o dinheiro recebido em um acordo civil firmado contra a escola.
Mesmo depois da gravação, Gibson não quis formalizar a retratação perante as autoridades. A defesa de Brian Banks levou o material à Justiça. Em 2012, sua condenação foi anulada.
Banks perdeu anos de liberdade, perdeu a carreira que começava a despontar, perdeu a juventude sob o peso de uma culpa que não existia.
Tem vídeo novo no YouTube!
Este é o primeiro de uma série de quatro vídeos em que vou tratar da condição política dos homens negros.
No primeiro vídeo falo sobre o impacto de acusações injustas na vida de homens negros. Abordo o tema por meio de cinco casos, de homens diferentes, de trajetórias distintas, mas que tem em comum o fato de serem homens negros.
No segundo vídeo vou falar sobre linchamentos midiáticos. Vou dissecar as técnicas utilizadas por pela mídia para construir a figura no criminoso negro
No terceiro vídeo da série falo de como funciona a prática do “lawfare identitário”, que é o uso do sistema de justiça para a incriminação e estigmatização de inimigos políticos, especialmente acusações de má-conduta sexual.
Por fim, encerro série com uma reflexão sobre a “arrogância negra” e porque essa classificação é tão importante para desmerecer trajetórias e desvalorizar o trabalho de pessoas negras altivas. Conto também algumas histórias como a de Jack Johnson, Muhammad Ali e Milton Santos.
Um magnífico encontro em São Paulo, no fantástico hotel @rosewoodsaopaulo com o arquiteto, artista e proprietário, o mais brasileiro dos Franco Africanos, o cidadão do mundo, Alex Allard; com o grande intelectual da negritude e da periferia brasileira, o jurista @silviolual; é meu querido amigo e visionário líder do MST @joaopaulorodriguesmst. Falamos muito sobre o Brasil como potência: A Nova Roma, o Império Tropical que nos falava Darcy Ribeiro! Da conversa (amigos nunca fiz bebendo Leite!) saiu o convite para que Silvio Almeida assuma não só a coordenação do futuro “Museu da escravidão negra no Atlântico e da contribuição africana ao Brasil e ao mundo”, que foi aceito por ele; mas que o grande Silvio venha ajudar a pensar o Brasil a partir de Maricá na UniMar, a universidade que estamos criando! No Combo da conversa, Alex, o visionário arquiteto artista, empresário do mais lindo empreendimento turístico do país, topou vir conhecer Maricá; colaborar com a construção do museu, em parceria com um arquiteto negro africano; e ainda foi cantado pra vir investir em Maricá! Noite maravilhosa! Papai, Seu Carlinhos, no auge da sua sabedoria popular sempre diz:”Cobra que não anda não engole sapo..”
É chocante pensar que uma figura tão central para a nossa história e para o Direito brasileiro ainda seja pouco mencionada nas universidades.
Luiz Gama não foi apenas um advogado, foi um visionário que moldou o que entendemos por ser brasileiro. Assista e conheça mais sobre esse "Herói de Dois Mundos". . . #LuizGama#HistoriaDoBrasil#DireitoBrasileiro#CulturaAfro#IdentidadeNacional
Em 1851, o médico americano Samuel Cartwright inventou uma doença. Chamou-a de drapetomania — um distúrbio mental que levava escravizados a fugirem do cativeiro. A cura prescrita era o chicote. A lógica subjacente era simples: o homem negro que recusa a submissão não está exercendo liberdade. Está adoecido. Está fora de controle. Precisa ser corrigido.
Apesar da ciência de hoje rejeitar isso, os casos do psicólogo Manoel Neto e do jogador Vinícius Júnior, ocorridos na mesma semana, expõem a forma como homens negros são punidos quando recusam a submissão, seja em um camarote de Carnaval em Salvador, seja num estádio europeu. Em ambos, a reação ao racismo foi tratada como o verdadeiro problema. O agredido virou réu. Cartwright sorri no inferno.
Há ainda uma dimensão que o debate sobre racismo raramente alcança: a falta de políticas para proteger a vida de homens negros. O Estado brasileiro tem políticas públicas para mulheres, para crianças, para animais de estimação, todas necessárias, que ainda são insuficientes e que demandam mais investimentos. Entretanto, para quem mais morre neste país — o homem negro que lidera todas as estatísticas de letalidade, adoecimento mental, abandono escolar e trabalho infantil— não há política estruturada. Nenhuma. Isso denota uma escolha institucional pelo desemparo, pelo enlouquecimento e pela morte.
Em 2020, quando a morte de George Floyd gerou comoção global, eu disse que, se ficássemos apenas em lamentos, vídeos chorosos na internet e leis penais, sem transformações estruturais de alcance econômico e institucional amplo, tudo aquilo não passaria de uma grande “micareta racial”. E foi o que aconteceu.
O tempo da delicadeza acabou. Todos os racistas que se servem do sangue de homens negros precisam ser confrontados. Opor-se a esse estado de coisas e quem o sustenta não é uma questão ética ou apenas política.
É questão de sobrevivência.
O ensaio completo está no link da bio.
No EP 25 do Pod Conectar, abrimos espaço para um diálogo essencial sobre justiça social, educação e transformação por meio do conhecimento.
Neste episódio, você vai conhecer o trabalho do Instituto Luiz Gama, uma organização comprometida com a promoção da cidadania, defesa de direitos e ampliação de oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Assista agora no Youtube @PodConectarPodcast
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#PodConectar #InstitutoLuizGama #Cidadania #InclusãoSocial #VulnerabilidadeSocial
POR QUE NÃO SOU DECOLONIAL? - PARTE II
Depois de uma semana, eis a segunda parte de “Por que não sou decolonial”. Agradeço a leitura atenta e aos comentários à primeira parte — concordando ou discordando, todos contribuíram para refinar o argumento.
Se na primeira parte a discussão girava em torno do método e das categorias capazes de explicar as contradições contemporâneas, nesta segunda avanço para o terreno histórico: modernidade, capitalismo, colonialismo, revoluções anticoloniais, América Latina, crise neoliberal e os limites das críticas que permanecem no plano simbólico.
O debate que se seguiu à Parte I mostrou algo maior do que divergências teóricas: revelou a dificuldade do nosso tempo em distinguir discordância conceitual de desqualificação moral, análise estrutural de pertencimento identitário. A Parte II procura enfrentar essa mutação das condições do pensamento e suas consequências políticas.
Não se trata de negar a violência colonial nem de desvalorizar saberes tradicionais. Trata-se de perguntar que teoria permite compreender a reprodução das estruturas de dominação e orientar sua superação.
A segunda parte já está disponível no Substack.
Link na bio e nos destaques.
Escrevi um ensaio em duas partes para explicar por que não me considero um pensador decolonial. Não é um gesto de recusa ao debate sobre o colonialismo, mas uma tentativa de esclarecer como entendo o problema. A questão que me move é simples de formular, embora difícil de resolver: por que, mesmo após as independências formais e o fim dos regimes coloniais clássicos, o mundo segue organizado em hierarquias, exploração e espoliação, agora sob outras formas de dominação?
Não se trata de negar a violência histórica do colonialismo nem de desvalorizar conhecimentos e experiências forjados sob condições de opressão. O ponto é outro. Que tipo de teoria nos permite compreender como colonialismo, racismo, Estado e economia continuam articulados, não como resíduos do passado, mas como partes do funcionamento normal da dominação contemporânea?
Sustento que a divergência aqui não é de identidade intelectual, mas de método. Há diferença entre multiplicar perspectivas e apreender as estruturas que tornam essas desigualdades historicamente necessárias. Sem uma teoria da produção, da acumulação e do Estado, a crítica corre o risco de permanecer no plano da condenação moral da dominação, sem alcançar seus mecanismos.
A primeira parte de “Por que não sou decolonial” já está no Substack.
A segunda, em que discuto modernidade, crise e estratégia, será publicada amanhã.
Para ler, o link está na bio e também nos destaques do perfil.
A luta do Instituto Luiz Gama em prol do povo negro e da democracia: um dia histórico
Hoje foi um dia histórico para o Instituto Luiz Gama, para o povo negro e para a democracia brasileira. Nesta data, foi realizada a defesa, perante o Tribunal Superior Eleitoral, da proposta técnica elaborada e apresentada pelo Instituto, com o objetivo de aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro, coibir fraudes às cotas raciais e fortalecer a aplicação das regras já previstas na Constituição e na legislação eleitoral.
A defesa foi conduzida por Renato Ribeiro de Almeida, advogado reconhecido nacionalmente por sua atuação no enfrentamento a chapas que burlaram cotas de gênero e raça, com a curadoria da proposta construída juntamente com o professor e advogado Silvio Luiz de Almeida. A iniciativa foi aceita pelo TSE e foi colocada em discussão em audiência pública. Caso aprovada, representará uma vitória significativa para a democracia brasileira, ao assegurar que mecanismos de inclusão não sejam esvaziados por práticas fraudulentas.
A proposta apresentada pelo Instituto Luiz Gama defende a criação de mecanismos efetivos para evitar fraudes nas cotas raciais e impedir o acesso indevido ao fundo partidário, reforçando a integridade do processo eleitoral.
“O ministro Nunes Marques, que preside o TSE, agiu com acerto exemplar e mostrou-se sensível ao tema, atuando para efetivar o que está na lei e na Constituição. O que está em jogo não é apenas a política de cotas, mas o respeito à Constituição e às regras eleitorais. Democracia pressupõe lealdade institucional e cumprimento das normas que estruturam a disputa política”, afirma Renato Ribeiro de Almeida, membro do Instituto Luiz Gama, doutor em Direito pela USP, advogado especializado em Direito Eleitoral e autor de diversas obras sobre o tema, com atuação reconhecida nacionalmente.
A luta do Instituto Luiz Gama prol do povo negro e da democracia!
O Instituto Luiz Gama elaborou e apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma proposta técnica voltada ao aperfeiçoamento do sistema eleitoral brasileiro, com o objetivo de coibir fraudes às cotas raciais e fortalecer a aplicação das regras já previstas na Constituição e na legislação eleitoral.
A proposta, construída com a curadoria de Renato Ribeiro de Almeida — advogado reconhecido nacionalmente por sua atuação no enfrentamento a chapas que burlaram cotas de gênero e raça —, juntamente com o professor e advogado Silvio Luiz de Almeida, foi aceita pelo TSE e será colocada em discussão em audiência pública. Caso aprovada, representará uma grande vitória para a democracia brasileira, ao assegurar que mecanismos de inclusão não sejam esvaziados por práticas fraudulentas.
A iniciativa do Instituto Luiz Gama propõe a criação de mecanismos que evitem fraudes nas cotas raciais e impeçam o acesso indevido ao fundo partidário.
“O ministro Nunes Marques, que preside o TSE, agiu com acerto exemplar e mostrou-se sensível ao tema, atuando para efetivar o que está na lei e na Constituição. O que está em jogo não é apenas a política de cotas, mas o respeito à Constituição e às regras eleitorais. Democracia pressupõe lealdade institucional e cumprimento das normas que estruturam a disputa política”, afirma Renato Ribeiro de Almeida, membro do Instituto Luiz Gama, doutor em Direito pela USP, advogado especializado em Direito Eleitoral e autor de diversas obras sobre o tema, com atuação reconhecida nacionalmente.
A aceitação da proposta, que poderá ser aprovada pelo TSE, demonstra a importância da contribuição qualificada da sociedade civil para o aprimoramento das instituições e o fortalecimento da democracia brasileira.
As revoltas no Irã e a violência da moeda
Para discutir de forma ampla e consequente os protestos no Irã e a violência contra a população, precisamos também falar dos efeitos devastadores das sanções econômicas que recaem sobre o país.
Em janeiro de 2026, o Secretário do Tesouro dos EUA admitiu em Davos que o objetivo era destruir a moeda iraniana para levar o povo ao desespero. Como o país depende da exportação de petróleo para importar bens básicos, o colapso do dinheiro torna impossível comprar alimentos e remédios.
As sanções econômicas transformaram-se em forma de punição coletiva o que é, na prática, uma violação grave de direitos humanos. Mata-se o povo de fome e de doença sob o pretexto de “salvá-lo”.
A música que você ouve neste post, “Baraye”, é o hino desse levante. Seus versos em farsi não pedem intervenção: pedem dignidade. Eles falam da vergonha de não ter dinheiro e da angústia de um futuro roubado. Falam da opressão contra mulheres e jovens.
Sob a lente de Antônio Gramsci, o que vemos é um Estado que perdeu a capacidade de gerar consenso e agora sobrevive apenas pela coerção pura. O sangue nas ruas de Teerã é inseparável das intervenções estrangeiras, bloqueio financeiro e da desconexão com o povo. Se queremos defender o povo iraniano, precisamos nomear os dois crimes: a repressão do regime e a punição coletiva imposta pelo imperialismo.
Leia o artigo completo no Substack (link na bio)
Eu alertei. Neste vídeo feito há poucos meses, eu já avisava qual era a intenção desse pessoal que queria chamar traficante de terro4st@. Não tinha nada a ver com combate à criminalidade; a intenção era deixar o Brasil exposto à intervenção estrangeira
Sobre o ataque à Venezuela e a destruição da soberania latino-americana
#venezuela🇻🇪 #americalatina #soberania
Em dezembro de 2024 estive no Gantois e fui recebido por Mãe Carmen. Saí de lá com a certeza de que não estava só, de que nunca estive e que jamais estarei, pois meus ancestrais nunca me abandonaram.
Mãe Carmen, eu lhe agradeço. Agradeço por dar continuidade a um dos legados mais lindos do povo brasileiro. Agradeço por nós ensinar o valor da disciplina, da força e da resistência. Agradeço, em meu nome e no de minha família, por nos acolher no território sagrado do Gantois e nos oferecer seu colo em um momento em que poucos o teriam feito. Agradeço por me devolver a esperança, por renovar minha fé e por me permitir vivenciar, sob as bençãos de Oxum e sob os olhos de Xangô, uma experiência que não pode ser submetida à razão.
Eu prometo à senhora que continuarei a luta por aqui, com honra, com dignidade e com coragem.
Que nossos ancestrais a recebam em festa, Mãe Carmen.
Só agora tive tempo de registrar este momento tão importante na minha trajetória acadêmica. Pela primeira vez participei de uma banca de mestrado composta apenas por ex-orientandos, no caso a doutora @waleska.miguel e o doutor @leonardo_pradoribeiro. Waleska presidiu a banca e desta vez fui apenas o professor convidado. Tenho muito orgulho de ter formado dois jovens negros doutores, cheios de talento e com um coração tão generoso. Obrigado, Waleska e Leo! E parabéns ao candidato Victor Paulo Fortes pelo excelente trabalho, fruto de seu esforço, mas também da direção segura de sua orientadora.